A vida de Vanessa Pedroso Cordeiro
O pai de Vanessa Pedroso Cordeiro é tenente dos Bombeiros em Tramandaí. Um irmão é policial militar em Cruz Alta.
Na infância, Vanessa teve convulsões e tomou anticonvulsivantes até os 6 anos.
Apesar disto, ela o irmão “tiveram uma infância muito boa”, em Cruz Alta, segundo o pai.
Vanessa é casada há 3 anos. Mora com o marido em Novo Hamburgo, e havia se mudado para uma nova casa logo antes do início do caso dos bebês recentemente intoxicados.
A separação dos pais
Seus pais se separaram quando ela era criança, e ela “sofreu muito”, segundo o pai. Depois eles reataram, mas se separaram novamente. Vanessa nunca aceitou bem isto, tendo procurado ajuda psicológica, há dois anos.
O delegado responsável pelo caso disse que um dos possíveis traumas de Vanessa é o pai ter tido outra filha, com a nova esposa. O pai não quis comentar este assunto: “Isso envolve outras pessoas que não quero expor.”.
Auxiliar de enfermagem
Vanessa fez o curso de auxiliar de enfermagem em São Leopoldo. Foi juramentista na formatura da turma, em 2004, e leu a seguinte mensagem: “Juro dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitar a dignidade e os direitos do ser humano, exercer minhas funções de técnica em enfermagem, respeitar a vida desde a concepção até a morte, não praticar voluntariamente atos que coloquem em risco e integridade física ou psíquica do ser humano (…)”
Segundo o pai, ela nunca lhe disse que queria ser médica, mas sim veterinária, pois amava animais.
Porém, fez um curso sobre como retirar pessoas acidentadas de ferragens. “Eu contava as ocorrências e percebia que ela não tinha repulsa em ouvir determinadas histórias. Ela gostava tanto que chegou a fazer curso de socorrista. Acho que ela escolheu a profissão por influência minha. Sou bombeiro e tenho esse sentimento de salvar vidas”
Religiosa e sempre cuidando de crianças
Vanessa Pedroso é mórmon desde os 10 anos.
O pai de Vanessa conta que a filha, aos domingos, ensinava doutrina religiosa para crianças da igreja.
Além disto, já foi voluntária no berçário da mesma igreja, cuidando dos bebês enquanto os pais estavam em outras atividades.
Opinões do pai de Vanessa Pedroso
Haioran (ou Ayron, a depender da fonte) Pedroso, pai de Vanessa acha que, se ela fez algo, não tinha a intenção de matar os bebês.
“Eu quero acreditar que não é verdade.” Se foi, ele diz, talvez tenha sido para amenizar o sofrimento dos bebês. “Ela ama muito as crianças.”
O tenente citou, ainda, para mostrar que Vanessa gosta de crianças, que ela cuidou do irmão, quando este era pequeno. Além disto, planejava se engravidar no ano que vem.
Ele acha que Vanessa teria confessado por ter sofrido pressão psicológica.
“Ela é muito dedicada, organizada, sempre exerceu tudo muito bem. Muitas vezes ela chegou com presentes de pacientes, em agradecimento.”
Opiniões da mãe de Vanessa Pedroso
Lucimar da Silva, mãe de Vanessa, conta que havia falado com a filha poucos dias antes de ela ser presa, e que ela estava “bem, feliz, e não falou nada sobre o trabalho”.
“Se ela tá depressiva é talvez porque esteja trabalhando muito, mas não notei nada, assim por telefone.”
Opinões de outros familiares e amigos de Vanessa
Uma prima de Vanessa, Juliana da Silva, que já morou com ela por um tempo, em Cruz Alta, disse que ela nunca apresentou “nenhum tipo de problema”, mas estaria abalada pela separação dos pais. “A mãe dela tentou se matar algumas vezes”, contou Juliana.
Pai de Juliana, tio de Vanessa, Yoran da Silva disse que a sobrinha estava em tratamento psicológico há alguns meses, em função da carga horária excessiva. “Tenho certeza que aconteceu algum mal-entendido, ela é uma pessoa de bom coração, incapaz de fazer qualquer mal a uma criança.”.
Um amigo de Vanessa, da igreja, que a conhece desde os 14 anos, disse: “Ela era tranquila, sempre me pareceu uma boa pessoa.”.
A diretor a do Hospital Universitário, onde se passou o caso, não conhecia pessoalmente Vanessa, “mas as mães das crianças diziam que era uma garota super atenciosa”.
Crime religioso?
Sérgio Zolim, que chefia o setor de investigação da 1ª Delegacia de Polícia, tem uma teoria estranha. Para ele, a motivação dos crimes foi religiosa. “Ela queria ver acontecer milagres. Ela aplicava a medicação via oral, ficava esperando até dar a reação do remédio, a criança começava a passar muito mal e ia para a UTI. Lá, ela ajudava nos primeiros socorros junto aos médicos, para ver o resultado do que fez. Ela queria se certificar que as crianças estavam passando por um milagre.”.
“Coisa horrível, era um quadro satânico, ela é a maníaca da seringa.”
Zolim algemou Vanessa na prisão em flagrante, e notou que ela não estava abalada. “Ela teve um chorinho, quando começou a confessar, mas depois se estabilizou. Ela não percebeu a gravidade do que ela fez.”.
Vanessa, sendo mórmon, não aceitava que os médicos receitassem medicamentos às crianças. Então, mudava as prescrições, aumentando ou diminuindo as doses, e às vezes até trocando as substâncias receitadas.
* Saiba mais:
- resumo do caso da enfermeira acusada de tentar matar bebês
- notícias atuais sobre o caso Vanessa Pedroso Cordeiro
- conheça a história das enfermeiras assassinas Cathy Wood e Gwendolyn Grahan, que queriam formar a palavra “murder” (assassinato) com as as iniciais das vítimas, e mataram 5 pacientes. antes de serem presas.
Fontes: Zero Hora (1 2), Diário Catarinense, Diário de Canoas e Rádio Guaíba
