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	<title>O Serial Killer &#187; Jeffrey Dahmer</title>
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	<description>serial killers famosos: livros, fotos, histórias, notícias etc.</description>
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		<title>O CANIBALISMO</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 13:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
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		<category><![CDATA[killerismo - ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[canibalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Jeffrey Dahmer]]></category>

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		<description><![CDATA[(Artigo dividido em 2 partes. Esta é a 1a.) Façamos um exercício de imaginação. Suponhamos que pudéssemos viajar de um local para outro com muita facilidade. E não apenas isto, mas que também pudéssemos viajar no tempo. Suponhamos, então, que tivéssemos pais bastante preocupados com nossa educação, com nossa formação cultural. Então, em nossa infância, <a href='http://oserialkiller.com.br/o-canibalismo/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">(Artigo dividido em 2 partes. Esta é a 1a.)</p>
<p>Façamos um exercício de imaginação. Suponhamos que pudéssemos viajar de um local para outro com muita facilidade. E não apenas isto, mas que também pudéssemos viajar no tempo. Suponhamos, então, que tivéssemos pais bastante preocupados com nossa educação, com nossa formação cultural. Então, em nossa infância, eles nos fariam passar um pequeno período em diferentes países, convivendo com cada povo que existe ou já existiu.</p>
<p>Qual seria o resultado desta experiência? Aposto na seguinte hipótese: quando fôssemos adultos, nada nos assustaria.</p>
<p>Tomemos o canibalismo como exemplo.</p>
<div id="attachment_1444" class="wp-caption aligncenter" style="width: 416px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/vitima-de-jeffrey-dahmer-fotos.jpg" alt="vitima de Jeffrey Dahmer" title="vitima de Jeffrey Dahmer" width="406" height="306" class="size-full wp-image-1444" /><p class="wp-caption-text">vitima de Jeffrey Dahmer</p></div>
<p><span id="more-1441"></span></p>
<p>O serial killer americano Jeffrey Dahmer (1960 – 1994) ficou conhecido como &#8220;O canibal de Milwaulkee&#8221;. Matou 17 homens, cortou seus corpos, fritou partes e comeu. Chocou quem soube da história. Poderíamos citar outros casos, mas invariavelmente terminaríamos a descrição com &#8220;chocou quem soube da história&#8221;.</p>
<p>Chocou porque não somos canibais. Porque o ato de comer outro ser humano não faz parte dos nossos costumes.</p>
<p>Porém, analisemos os seguintes fatos, que são bem documentados. Quando os europeus aportaram no continente americano, no século XVI, se depararam com várias tribos, cada uma com seus costumes. Ocupando grande parte da costa atlântica sul-americana estavam os tupinambás. Quando em luta com outras tribos, os tupinambás não se contentavam em matar os inimigos. Também os comiam, ainda no campo de batalha ou posteriormente, em um ritual.</p>
<p>“Um golpe na nuca rompia o crânio do cativo. Acudiam mulheres velhas, com cabaças, para recolher o sangue. Tudo era consumido por todos. As mães besuntavam os seios de sangue para os bebês também provarem do inimigo. O cadáver era esquartejado, destrinchado, assado numa grelha e disputado por centenas de participantes – que comiam pedacinhos. Se fosse muito numerosa a platéia, fazia-se um caldo dos pés, mãos e tripas cozidas.&#8221; <span style="font-size:75%">(levemente adaptado de &#8220;O sabor da própria carne&#8221;, Ricardo Arnt, revista Super Interessante, edição 119, agosto de 1997)</span></p>
<p>Chocante? Para nós, talvez. Não para qualquer tupinambá. Não se tem notícia de um movimento do tipo &#8220;Abaixo o canibalismo!&#8221; naquela tribo.</p>
<p>Poderíamos citar outros exemplos, mas invariavelmente terminaríamos a descrição com &#8220;Chocante? Para nós, talvez. Para eles, mais um dia como outro qualquer.&#8221;.</p>
<p>Aquela criança que pudesse viajar no tempo e no espaço e pudesse provar ainda cedo de todas as culturas que o ser humano já foi capaz de criar talvez também não se chocaria com Jeffrey Dahmer. Reconheceria ali algo demasiado humano.</p>
<p>Sim, por mais que os costumes de determinado povo nos assombrem, há algo que não podemos negar: todos fazem parte da mesma espécie. Todos são humanos, <em>Homo sapiens</em>.</p>
<p>Cada grupo, historicamente, tomou seu próprio caminho e desenvolveu sua cultura. Se os tupinambás não tivessem sido encontrados e dizimados pelos europeus, é possível que ainda hoje estivessem a comer seus inimigos.</p>
<p>E não é porque um povo não existe mais que deixa de ser uma das possibilidades do que é ser um humano.</p>
<p>Infelizmente não temos como viajar no tempo. Temos condições teóricas de nos deslocar no espaço, mas, na prática, é caro, é trabalhoso. Então somos condenados a passar quase toda a nossa vida totalmente imersos em apenas uma cultura.<br />
Nós, ocidentalizados e tecnologicamente desenvolvidos do século XXI, não somos canibais. Nem amputamos clitóris de meninas, como em vários locais do continente africano. Nem temos a pena de morte por apedrejamento como têm os chineses – que, além de tudo, comem carne de cachorro.</p>
<p>Por isto, tudo quem vem de fora do nosso mundinho nos choca. Tudo é &#8220;bárbaro&#8221;.</p>
<p>Uma pequena digressão pode ser esclarecedora. Analisemos a origem do significado desta palavra, &#8220;bárbaro&#8221;. Ela vem do grego, e indicava, originalmente, os povos estrangeiros, isto é, as tribos de fora da Grécia. Em suma, os não gregos. O Império Romano sucedeu aos gregos e foi aí que o termo passou a ter uma conotação de &#8220;não-civilizado&#8221;. De fato, os romanos eram bem mais desenvolvidos, materialmente, tecnologicamente, que os povos que os rodeavam. Hoje a palavra perdeu seu sentido original (chamamos os que não são de nossa nacionalidade apenas de &#8220;estrangeiros&#8221;) e manteve o derivado, quer a apliquemos para um estrangeiro ou para um conterrâneo, que pode cometer um &#8220;ato bárbaro&#8221;, um &#8220;crime bárbaro&#8221;.</p>
<p>Bárbaro é o que é diferente. Certamente chineses e africanos devem se assustar com muitos de nossos costumes. Mesmo que não nos achem &#8220;atrasados&#8221;, ou &#8220;bárbaros&#8221;, devem nos achar estranhos, no mínimo.</p>
<p>Fato é que a humanidade é sinônimo de multiplicidade cultural. E não apenas geograficamente, mas até mesmo dentro de um mesmo povo, visto através do tempo. Vivemos uma época de transições. Algo que até há pouco tempo era visto com naturalidade, hoje já é questionado por muitos e, em pouco tempo, pode ser considerado um comportamento altamente reprovável. Um simples exemplo: a existência de zoológicos.</p>
<p>Não éramos menos humanos quando todos aceitavam que bichos ficassem toda a sua vida enjaulados. Podemos hoje ser mais conscientes, mais isto, mais aquilo, mas isto não torna nossos pais e avós menos humanos, no sentido de ainda serem legítimos <em>Homo sapiens</em>. (A palavra &#8220;humano&#8221;, como uma infinidade de palavras, tem múltiplos significados. Um deles é a associação com sentidos como &#8220;caridoso&#8221;, &#8220;compreensivo&#8221; etc. Não é neste sentido que estamos utilizando-a, aqui.)</p>
<p>A história do <em>Homo sapiens</em>, portanto, é a história de uma miríade de possibilidades culturais. Jung (1875 – 1961) é um dos nomes mais importantes na história da Psicanálise e uma de suas principais idéias é o &#8220;inconsciente coletivo&#8221;. Esta idéia tem algumas implicações.</p>
<p>Uma delas é o que o romano Terêncio, que viveu no século II antes de Cristo, sintetizou na famosa frase &#8220;Nada que é humano me é estranho.&#8221;. Temos nosso inconsciente individual, descobriu Freud (1856 – 1939), mas Jung postulou que também somos habitados por algo mais etéreo, mais sutil, que é o inconsciente humano, algo que liga e aproxima todos os humanos, sejamos brasileiros ou chineses.</p>
<p>O que Terêncio e Jung nos dizem, afinal, é que todas as possibilidades residem em nós. Se tivéssemos nascido na China, cães seriam apetitosos. Se fôssemos tupinambás, seríamos canibais.</p>
<p>Assim, Jeffrey Dahmer, ou qualquer outro canibal dos dias de hoje, pode ser visto, se quisermos, como um monstro, uma aberração, um bárbaro. Mas de um ponto de vista cultural e antropológico, o problema dos canibais modernos é apenas um deslocamento cultural. Nasceram na época errada e no local errado.</p>
<p>Chocamo-nos com seus atos porque somos crias de uma cultura não-canibal. E tentamos manter nosso comportamento homogêneo através de leis: sem nudismo, sem ablações de clitóris, sem canibalismo. Para evitar que ovelhas se desgarrem do rebanho, criamos as punições. Entretanto, algumas ovelhas temem menos a dor, sentem mais fortemente o impulso proibido, e resolvem romper com a lei.</p>
<p>As leis já existiam antes de Dahmer e Dahmer as conhecia. Sabia dos riscos e das consequências. Teve de ser punido (15 condenações de prisão perpétua), assim como tem de ser punido qualquer um que transgrida qualquer lei, porque se as leis não forem cumpridas nossa cultura se desmorona. Até mesmo culturas iletradas, como as indígenas, possuíam suas normas de conduta e suas punições.</p>
<p>Dito tudo isto, fica claro que o canibal moderno pode ser visto como um monstro, como dissemos, mas também podemos enxergá-lo de uma forma mais próxima, mais compreensiva. Dahmer não era um macaco ou um extra-terrestre. Quer queiramos ou não, <em>Homo sapiens</em>. Canibal? Sim. Transgressor? Sim, bastante. Louco? Talvez. Mas, ainda assim, humano. Deslocado? Completamente. Seria um tupinambá bem sucedido, mas foi um americano execrado.</p>
<p>Se todo um povo praticava o canibalismo (e não foram os únicos, longe disto!) e este povo era da mesma espécie que nós, talvez exista algo de humano no canibalismo. É neste ponto que queríamos chegar. Talvez exista um sentido no canibalismo.</p>
<p>Talvez possamos entender este sentido, mesmo que de antemão digamos &#8220;Mesmo que entendamos, não iremos aceitar isto para nosso modo de vida.&#8221;. Talvez exista uma verdade no canibalismo. Uma verdade sobre nós mesmos. Uma verdade que podemos escolher não aplicar em nossas vidas (assim como não escolheríamos uma estrada de terra se para o mesmo destino houvesse uma asfaltada), mas que não deixa de ser verdade.</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">(continua&#8230; Em breve publico a segunda parte deste artigo)</span></p>
<p>* </p>
<p>Saiba mais:<br />
- leia a história completa de <a href="http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/" rel="noindex">Jeffrey Dahmer</a><br />
- conheça o canibal alemão <a href="http://oserialkiller.com.br/armin-meiwes-canibal-alemao/" rel="noindex">Armin Meiwes</a><br />
- assista o programa <a href="http://oserialkiller.com.br/o-indice-da-maldade-canibais-vampiros/" rel="noindex">Índice da Maldade &#8211; Canibais e vampiros</a></div>
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		<title>“DAHMER – MENTE ASSASSINA” – FILME</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 07:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Dahmer &#8211; mente assassina&#8221; Título original: &#8220;Dahmer&#8221; Ano: 2002. Direção: David Jacobson. Com: Jeremy Renner (Jeffrey). Sinopse: o filme conta a história do serial killer Jeffrey Dahmer de uma forma não-linear, entremeando fatos da adolescência com cenas de alguns assassinatos. Comentários: ótima interpretação do ator que faz um negro homossexual, vítima de Jeffrey Dahmer. O <a href='http://oserialkiller.com.br/dahmer-mente-assassina-filme/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_470" class="wp-caption alignleft" style="width: 157px"><img class="size-full wp-image-470" title="Dahmer - mente assassina - filme" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/jeffrey-dahmer-mente-assassina-filme-serial-killer.jpg" alt="Dahmer - mente assassina (Dahmer)" width="147" height="206" /><p class="wp-caption-text">Dahmer - mente assassina (Dahmer)</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<h4>&#8220;Dahmer &#8211; mente assassina&#8221;</h4>
<p><span style="font-size:75%">Título original: &#8220;Dahmer&#8221;<br />
Ano: 2002.<br />
Direção: David Jacobson.<br />
Com: Jeremy Renner (Jeffrey).</span></p>
<p>Sinopse: o filme conta a história do <em><strong>serial killer</strong></em> <strong>Jeffrey Dahmer</strong> de uma forma não-linear, entremeando fatos da adolescência com cenas de alguns assassinatos.</p>
<p>Comentários: ótima interpretação do ator que faz um negro homossexual, vítima de Jeffrey Dahmer. O filme não mostra a resolução do caso, sendo esta contada apenas nos créditos finais.</p>
<p>Nota: <img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/3-estrelas.gif" alt="3-estrelas" title="3-estrelas" width="80" height="19" class="alignnone size-full wp-image-471" /></p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
- outros <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-jeffrey-dahmer/">filmes sobre Jeffrey Dahmer</a><br />
- todos os <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-sobre-serial-killers/">filmes sobre serial killers</a><br />
- leia a história de <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/">Jeffrey Dahmer</a>
</div>
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		<title>FILMES SOBRE JEFFREY DAHMER</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 02:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filmes produzidos sobre o serial killer Jeffrey Dahmer disponíveis no Brasil (nem todos os filmes sobre Jeffrey Dahmer chegaram aqui): (clique na capa ou no título para ler a resenha) Dahmer &#8211; mente assassina (Dahmer) O perfil de um assassino (Rising Jeffrey Dahmer) * Saiba mais: - todos os filmes sobre serial killers - leia <a href='http://oserialkiller.com.br/filmes-jeffrey-dahmer/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Filmes produzidos sobre o <em><strong>serial killer</strong></em> <strong>Jeffrey Dahmer</strong> disponíveis no Brasil (nem todos os filmes sobre Jeffrey Dahmer chegaram aqui):</p>
<p>(clique na capa ou no título para ler a resenha)</p>
<p><a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/dahmer-mente-assassina-filme/"><img class="size-full wp-image-470" title="Dahmer - mente assassina - filme" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/jeffrey-dahmer-mente-assassina-filme-serial-killer.jpg" alt="Dahmer - mente assassina (Dahmer)" width="74" height="103" /></a> <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/dahmer-mente-assassina-filme/">Dahmer &#8211; mente assassina (Dahmer)</a></p>
<p><a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/o-perfil-de-um-assassino-raising-jeffrey-dahmer-filme/"><img class="size-full wp-image-421" title="O perfil de um assassino (Raising Jeffrey Dahmer)" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/o-perfil-de-um-assassino-filme-jeffrey-dahmer.jpg" alt="O perfil de um assassino (Raising Jeffrey Dahmer)" width="74" height="103" /></a> <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/o-perfil-de-um-assassino-raising-jeffrey-dahmer-filme/">O perfil de um assassino (Rising Jeffrey Dahmer)</a></p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
- todos os <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-sobre-serial-killers/">filmes sobre serial killers</a><br />
- leia a história de <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/">Jeffrey Dahmer</a></div>
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		<title>“O PERFIL DE UM ASSASSINO” (RAISING JEFFREY DAHMER) – FILME</title>
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		<comments>http://oserialkiller.com.br/o-perfil-de-um-assassino-raising-jeffrey-dahmer-filme/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 02:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O perfil de um assassino&#8221; Título original: &#8220;Raising Jeffrey Dahmer&#8221;. Ano: 2006. Direção: Rick Ambier. Com: Rusty Sneary (Jeffrey), Scott Cordes (Lionel) e Cathy Barnett (Shari). Sinopse: história focada no pai e na madrasta do serial killer Jeffrey Dahmer, mostrando a culpa que seu progenitor, Lionel Dahmer, sentiu nos primeiros dias após a descoberta de <a href='http://oserialkiller.com.br/o-perfil-de-um-assassino-raising-jeffrey-dahmer-filme/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_421" class="wp-caption alignleft" style="width: 157px"><img class="size-full wp-image-421" title="O perfil de um assassino (Raising Jeffrey Dahmer)" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/o-perfil-de-um-assassino-filme-jeffrey-dahmer.jpg" alt="O perfil de um assassino (Raising Jeffrey Dahmer)" width="147" height="206" /><p class="wp-caption-text">O perfil de um assassino (Raising Jeffrey Dahmer)</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<h4>&#8220;O perfil de um assassino&#8221;</h4>
<p><span style="font-size:75%">Título original: &#8220;Raising Jeffrey Dahmer&#8221;.<br />
Ano: 2006.<br />
Direção: Rick Ambier.<br />
Com: Rusty Sneary (Jeffrey), Scott Cordes (Lionel) e Cathy Barnett (Shari).</span></p>
<p>Sinopse: história focada no pai e na madrasta do <em><strong>serial killer</strong></em> <strong>Jeffrey Dahmer</strong>, mostrando a culpa que seu progenitor, Lionel Dahmer, sentiu nos primeiros dias após a descoberta de que seu filho era um assassino em série. Através de flashbacks, mostra a infância e a adolescência de Dahmer: violência contra animais, exageros com o álcool, uma prisão por atentado ao pudor contra um menor etc.</p>
<p>Comentários: filme visivelmente de baixo orçamento. Monótono, se comparado a outros filmes sobre <em>serial killers</em>, pois quase não há cenas de violência.</p>
<p>Nota: <img class="alignnone size-full wp-image-422" title="2 estrelas" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/2-estrelas.gif" alt="2 estrelas" width="80" height="19" /></p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
- outros <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-jeffrey-dahmer/">filmes sobre Jeffrey Dahmer</a><br />
- todos os <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-sobre-serial-killers/">filmes sobre serial killers</a><br />
- leia a história de <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/">Jeffrey Dahmer</a>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>JEFFREY DAHMER – ANÁLISE PSICOLÓGICA</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer-analise-psicologica/</link>
		<comments>http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer-analise-psicologica/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 16:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[análises psicológicas]]></category>
		<category><![CDATA[converter]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Dahmer]]></category>
		<category><![CDATA[O Canibal de Milwaukee]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de ler esta análise psicológica, leia antes a história do serial killer Jeffrey Dahmer. &#8220;Depois de Freud, sempre culpamos os pais por tudo de ruim que as crianças fazem&#8230; Mas o culpado é Dahmer. Não seu pai, não sua família, não a polícia.&#8221; (Dr. James Fox, professor de Justiça Criminal na Universidade de Northeastern <a href='http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer-analise-psicologica/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-151" title="Jeffrey Dahmer, serial killer" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/09/jeffrey-dahmer-2.jpg" alt="Jeffrey Dahmer, serial killer" width="100" height="154" />Antes de ler esta análise psicológica, leia antes a história do <em>serial killer</em> <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/">Jeffrey Dahmer</a>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#990000;">&#8220;Depois de Freud, sempre culpamos os pais por tudo de ruim que as crianças fazem&#8230; Mas o culpado é Dahmer. Não seu pai, não sua família, não a polícia.&#8221;</span> <span style="font-size:75%">(Dr. James Fox, professor de Justiça Criminal na Universidade de Northeastern e especialista em <em>serial killers</em>.)</span></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#990000;">&#8220;Hoje, a genética está ganhando terreno sobre o behaviorismo na capacidade de explicar porque as pessoas tornam-se criminosos. No caso de Jeffrey Dahmer, a genética pode ser a única explicação.&#8221;</span> <span style="font-size:75%">(Marilyn Bardsley, uma das fundadoras do site Crime Library.)</span></p>
</blockquote>
<p><span id="more-528"></span></p>
<div style="text-align: justify;">Nossa mente anseia tanto por explicações, por relações visíveis de causa e efeito, que não aceitamos facilmente os efeitos &#8220;invisíveis&#8221;. Nas situações em que menos há uma causa óbvia, nestas mais facilmente somos tentados a criar uma explicação, achar um culpado, um bode expiatório.</p>
<p>O pai do <em><strong>serial killer</strong></em> Jeffrey Dahmer, o senhor Lionel Dahmer, sentiu este efeito não na pele, mas na alma. Logo após a descoberta do crime, a mídia, tentando psicologizar <strong>Jeffrey Dahmer</strong>, sugeriu que a culpa de tudo poderia ser dos pais. Da ausência de afeto. Da criação. Da separação. Da madrasta. Etc.</p>
<p>Ora, a vida de Jeffrey Dahmer não diferia em nada da vida de milhares de outras crianças e jovens americanos daquela época. E quantas destas crianças tornaram-se <em>serial killers</em>?</p>
<p>Olhando em retrospectiva, Jeffrey Dahmer era uma criança estranha: gostava de animais mortos, talvez os matava, era introvertido etc. Mas estas análises são perigosas. Será que, se conhecêssemos Jeffrey ainda criança, o acharíamos tão estranho? Isto é, Jeffrey não passava o dia todo mexendo com animais mortos. Por certo, boa parte do tempo fazia coisas que crianças normais também fazem: ia à escola, fazia tarefas, assistia televisão, saía com seus pais etc.</p>
<p>Na adolescência, Jeffrey Dahmer continuou a ter comportamentos inadequados, como o abuso de álcool. Mas nada ainda que se pudesse dizer: &#8220;este rapaz será um futuro <em>serial killer</em>!&#8221;.</p>
<p>Lionel, o pai, não é o culpado pelos crimes de Jeffrey. Não poderia prevê-los. Não poderia imaginá-los. Provavelmente não poderia nem mesmo evitá-los. Ao contrário do que se poderia afirmar sobre o pai ser conivente e relapso com os comportamentos desviantes de Jeffrey, Lionel até insistiu na necessidade de um tratamento psicológico para o filho quando este foi preso pelo abuso de um menor. Mas a Justiça também não foi capaz de ver naquele réu um potencial <em>serial killer</em>.</p>
<p>Lionel também tentou fazer com que Jeffrey &#8220;entrasse no eixo&#8221; em outros aspectos de sua vida: parar de beber, começar a trabalhar etc.</p>
<p>Quando se olha para trás, é fácil culpar a todos. Mas, então, a Justiça deveria instituir tratamentos agressivos a todos os culpados de crimes sexuais como se fossem pré-<em>serial-killers</em>? Seria inviável – e um desperdício de verbas, na grande maioria dos casos, já que apenas uma ínfima fração deste tipo de criminosos virará um assassino em série.</p>
<p>Analisamos, portanto, o caso de Jeffrey Dahmer da seguinte maneira. Uma criança tímida com alguns comportamentos bizarros, necrófilos. Vivendo em um lar relativamente normal. (Há uma indicação de que tenha sido violentado na infância, mas não foi confirmada. Isto realmente mudaria algumas interpretações que fazemos.)</p>
<p>Um adolescente ainda introvertido. Abusando de álcool. E ainda gostando de animais mortos. Já adulto: homossexual, sem firmeza para o trabalho. Ainda introvertido (personalidade esquizóide?) e abusando da bebida. O que há de realmente muito doentio até aí? Nada! Não que sejam comportamentos desejáveis pela sociedade.  Mas também longe de representarem uma grande doença.</p>
<p>A doença começa a aparecer mesmo com o abuso de um menor. Isto sim é um ato altamente desviante, reprovável, legalmente condenável etc. Foi a primeira vez que tornou-se visível para a sociedade que Jeffrey tinha impulsos sexuais agressivos e não conseguia controlá-los. Visíveis para a sociedade, porque para Dahmer já estavam aflorados há muitos anos: Jeffrey Dahmer matou pela primeira vez aos 18 anos.</p>
<p><a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/o-perfil-de-um-assassino-raising-jeffrey-dahmer-filme/" target="_blank">Um filme sobre Dahmer (&#8220;O perfil de um assassino&#8221;)</a> levanta uma hipótese interessante: seu pai era químico, e vivia fazendo experiências em laboratório, e por isto Jeffrey gostava de fazer experiências com animais – e com suas vítimas (injetando ácidos em seus cérebros, por exemplo).O velho Complexo de Édipo, o filho querendo imitar o pai etc. Interessante teoria, mas que explica as experiências de Dahmer, mas não os homicídios.</p>
<p>Ficamos fortemente, no caso de Jeffrey Dahmer, com a hipótese genética para o seu killerismo. Ficamos também com um provável diagnóstico de transtorno personalidade esquizóide. Pessoas com este transtorno têm um grau de introversão muito alto. Não é exatamente &#8220;timidez&#8221; – é um desinteresse por contatos afetivos. Mas Jeffrey Dahmer não gostava de homens? Sim, mas não como seres humanos, e sim como objetos – literalmente.</p>
<p>Um esquizóide que no início da vida adulta vê seu killerismo aflorar. Este foi Jeffrey Dahmer, <em>serial killer</em> que acabaria sendo assassinado na prisão&#8230;</p>
<p>*</p>
<p>Veja também:<br />
* <a href="http://oserialkiller.com.br/filmes-jeffrey-dahmer/" rel="noindex,nofollow" target="_blank">filmes sobre Jeffrey Dahmer</a><br />
* outros <a href="http://oserialkiller.com.br/filmes-sobre-serial-killers/" rel="noindex,nofollow">filmes sobre <em>serial killers</em></a>
</div>
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		<title>JEFFREY DAHMER</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 16:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Dahmer]]></category>
		<category><![CDATA[O Canibal de Milwaukee]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[JEFFREY LIONEL DAHMER &#8220;O Canibal de Milwaukee&#8221; americano; nascimento: 1960 &#8211; morte: 1994 ASSASSINATOS: cerca de 17 veja todo o material disponível sobre Jeffrey Dahmer A HISTÓRIA DO SERIAL KILLER JEFFREY DAHMER Jeffrey Dahmer e seus pais Jeffrey Dahmer nasceu em 1960, em Milwaukee, cidade dos EUA. Segundo seu pai, Lionel, sua gravidez foi desejada <a href='http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2008/07/jeffrey-dahmer.jpg" alt="Jeffrey Dahmer" title="Jeffrey Dahmer" width="156" height="206" class="alignleft size-full wp-image-1102" /></p>
<p><strong>JEFFREY LIONEL DAHMER</strong></p>
<p>&#8220;O Canibal de Milwaukee&#8221;</p>
<p>americano; nascimento: 1960 &#8211; morte: 1994</p>
<p><strong>ASSASSINATOS: cerca de 17</strong></p>
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<td bgcolor="ffcc00">veja todo o material disponível sobre <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/serial-killers#jeffrey-dahmer">Jeffrey Dahmer</a></td>
</tr>
</tbody>
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<h3><span style="color: #993300;">A HISTÓRIA DO <em>SERIAL KILLER</em> JEFFREY DAHMER</span></h3>
<h4>Jeffrey Dahmer e seus pais</h4>
<p><strong>Jeffrey Dahmer</strong> nasceu em 1960, em Milwaukee, cidade dos EUA. Segundo seu pai, Lionel, sua gravidez foi desejada e seu nascimento, festejado. Ele lembra-se do dia em que, Jeffrey já criança, cuidaram de um pássaro machucado e o viram voar, já curado. &#8220;Os olhos de Jeff estavam bem abertos e brilhavam. Talvez foi o momento mais simples e feliz da vida dele.&#8221;, falou seu pai, anos depois.</p>
<p>Sua família se mudou para Ohio quando tinha ele 6 anos. A mãe engravidou novamente. Nesta época, Jeff teve um transtorno chamado &#8220;ansiedade de separação&#8221; &#8211;  necessidade de estar sempre próximo aos familiares.</p>
<p><span id="more-206"></span></p>
<p>Aos 8 anos, supostamente foi abusado por um vizinho, mas esta história nunca foi confirmada.</p>
<h4>Experiências com animais mortos</h4>
<p>Por volta dos 10 anos, Jeffrey Dahmer já fazia &#8220;experiências&#8221; com animais mortos. Descorava ossos de galinhas utilizando ácidos. Pregou os restos de um cachorro a uma árvore, colocando sua cabeça em uma estaca. Não há certeza se torturava ou matava bichos ou se, como ele dizia ao pai, os achava mortos na estrada e recolhia-os.</p>
<p>Apesar disto, foi uma criança relativamente &#8220;normal&#8221;, segundo seu pai, até a adolescência, quando começou a ficar realmente introvertido, isolado. Ocasionalmente Jeffrey Dahmer levava bebidas para a escola.</p>
<h4>O primeiro homicídio</h4>
<p>Quando Jeffrey Dahmer tinha 18 anos, seus pais se separaram. Foi nesta idade o seu primeiro homicídio. Dahmer pegou um caronista, levou para sua casa, conversaram, beberam, possivelmente transaram. Quando ele quis ir embora, Dahmer acertou sua cabeça com um halteres, depois o estrangulou (&#8220;Eu não sabia mais como mantê-lo comigo.&#8221;, disse Dahmer depois), desmembrou seu corpo (e sentiu-se novamente excitado) e o enterrou no quintal.</p>
<h4>Uma vida complicada</h4>
<p>Dahmer se inscreveu então para um serviço de seis anos no Exército &#8211; na verdade, por causa dos problemas com a bebida, o pai de Dahmer deu-lhe duas opções: trabalhar ou ir para o Exército, já que na faculdade ele não conseguia se manter; Dahmer disse que não queria trabalhar, então seu pai o levou para o Exército.</p>
<p>Jeffrey Dahmer só ficou dois anos nas Forças Armadas, tendo sido dispensado por uso intenso de álcool. Passou grande parte deste período do Exército na Alemanha. A polícia alemã fez uma grande investigação, posteriormente, e aparentemente Dahmer não matou ninguém lá. Ao voltar, supostamente desenterrou a primeira vítima, para ver o estado em que se encontrava.</p>
<p>Em 1982, com 22 anos, mudou-se para a casa da avó, no Wisconsin. Neste ano teve um problema policial por atos obscenos em público (masturbação).</p>
<h4>Jeffrey Dahmer volta a matar</h4>
<p>Em setembro de 1987, tendo aí seus 27 anos, Jeffrey Dahmer começou a matar efetivamente, em Milwaukee. O primeiro, desta nova fase, foi assassinado em um quarto de hotel. Jeffrey diria depois que não se lembrava como o matou. Haviam bebido muito e quando Jeffrey acordou ele estava morto, com sangue na boca. Levou o corpo para casa, fez sexo com o cadáver, masturbou-se sobre ele, o desmembrou. </p>
<p>A segunda morte foi alguns meses depois, a vítima foi um jovem de 14 anos. Jeffrey Dahmer havia efetivamente se transformado em um <em>serial killer</em>&#8230;</p>
<p>Sua avó estava achando seu comportamento estranho, naqueles tempos, e o expulsou. Jeffrey trabalhava, na época, em uma fábrica de chocolate. Chegou a ser levado a julgamento por molestar um menor. O garoto era do Laos, da família Sinthasomphone. A acusação pediu uma pena grande, alegando que por baixo da superfície de calma daquele homem havia alguém bastante perigoso. Psicólogos que o avaliaram recomendaram hospitalização e tratamento, pois era manipulador e evasivo. A própria defesa argumentou que tratamento seria melhor que prisão, mas que Jeffrey Dahmer ainda tinha condições de ficar em liberdade. Dahmer colocou a culpa de seu ato no álcool e disse que foi um momento de &#8220;idiotice&#8221;, pediu perdão e disse que isto não ocorreria novamente. Foi condenado ao regime semi-aberto por um ano, devendo ficar 5 anos sob condicional.</p>
<p>Jeffrey Dahmer foi liberado da pena em dez meses, apesar de uma carta do seu pai pedindo que fosse solto apenas após receber tratamento.</p>
<h4>Vítimas: jovens, homossexuais, negros</h4>
<p>Mesmo após os problemas judiciais, Jeffrey Dahmer continuou a matar. Suas vítimas eram todos homens, geralmente negros, alguns asiáticos, que conhecia em bares gays e atraía para sua casa, às vezes chamando para beber ou pagando-os para posarem para fotos. A vítima mais velha foi um homem de 31 anos.</p>
<p>Em sua casa, Dahmer os sedava com remédios na bebida. Antes e depois do homicídio, abusava deles sexualmente. Antes e depois, fotografava tudo. Depois de mortos, desmembrava os corpos, guardava partes deles. O primeiro crânio que guardou pintou-o de cinza, para parecer um modelo de estudo anatômico.</p>
<p>Teve, posteriormente, a ideia de tentar fazer &#8220;zumbis&#8221;, injetando ácidos em buracos feitos nas cabeças das vítimas, ainda vivas, para que ficassem apenas semi-conscientes e tornassem-se escravos seus. Obviamente, o experimento fracassou.</p>
<p>Além disto, houve canibalismo: fritava partes dos corpos e comia – embora Dahmer negasse que isto fosse uma prática comum.</p>
<p>Em maio de 91, quase foi pego. Um jovem de 14 anos, chamado Konerak, escapou do apartamento de Jeffrey &#8211; nu, sangrando, mas um pouco sedado. Duas mulheres o viram, na rua, e chamaram assistência. Dahmer apareceu antes da polícia, e as mulheres viram o jovem tentando resistir ao assédio de Jeffrey, embora sem condições de falar muita coisa. Elas tentaram dizer isto aos policiais, quando estes chegaram.</p>
<p>Mas Jeffrey Dahmer disse à polícia que o garoto era maior de idade e que eram amantes, e a história ficou por isto mesmo. O jovem não falava inglês e a polícia acompanhou Dahmer enquanto este levava o jovem de volta para o apartamento. Na cama de Dahmer estava o corpo de um outro homem, morto há três dias. Mas a polícia, no apartamento, só viu fotos de Konerak vestindo um biquíni preto. </p>
<p>Quando os policiais foram embora, Dahmer não se preocupou: voltou às suas &#8220;brincadeiras&#8221; com Konerak, e o matou.</p>
<h4>Coincidência: mata irmão de vítima anterior</h4>
<p>Dias depois, a mãe de uma dessas duas garotas que viram a cena na rua ligou para a polícia, dizendo que, ao ver notícias sobre um garoto do Laos desaparecido, suas filhas o identificaram como sendo o rapaz nu daquela noite. A polícia, entretanto, não foi atrás de mais informações. O sobrenome do garoto era Sinthasomphone &#8211; por coincidência, era irmão daquele outro que Dahmer havia molestado tempos antes.</p>
<p>De maio a julho daquele ano, a média foi de cerca de uma vítima por semana. Até que em julho outro homem escapou, com algemas presas a um punho. Desta vez, a polícia chegou ao apartamento de Dahmer, que abriu a porta calmamente. Disse que iria ao quarto pegar a chave da algema. A vítima disse aos policiais que ele tinha uma faca, no quarto. O policial foi atrás de Dahmer.</p>
<h4>Corpos na geladeira</h4>
<p>A casa tinha um cheiro estranho&#8230; O que o policial viu, primeiramente, foram fotos de corpos desmembrados. Depois, foi encontrando os próprios corpos das vítimas. Foi dada voz de prisão a Dahmer, que tentou lutar e foi dominado.</p>
<p>Um policial abriu a geladeira e gritou para o outro: &#8220;Tem uma porra de uma cabeça aqui!&#8221;. No total, haviam restos de 11 vítimas na casa, dissecados e depositados em tonéis e na geladeira. Cabeças, pênis etc. Em seu quarto, cabeças humanas, em um aparente princípio de ritual de satanismo.</p>
<p>Um peixe, bem cuidado, nadava no aquário.</p>
<p>Supõe-se que foram 17 as vítimas de Jeffrey Dahmer, em toda a sua vida.</p>
<h4>Fantasias, troféus, canibalismo</h4>
<p>Dahmer contou que suas fantasias de matar homens e fazer sexo com seus cadáveres começaram aos 14 anos.</p>
<p>Disse ainda que ficava &#8220;fascinado&#8221; com as vísceras dos homens mortos, que a manipulação dos corpos o excitava muito.</p>
<p>Fora as partes que guardava como &#8220;troféus&#8221;, precisava fazer sumir o resto do corpo. Com ácidos, tentava dissolvê-los, e jogar pelo vaso sanitário.</p>
<p>O canibalismo foi assim explicado: comendo partes das vítimas, elas poderiam ainda viver, incorporadas no seu organismo, que as absorveria. Ao comer, tinha ereções.</p>
<p>Os rituais &#8220;satânicos&#8221; eram para obter poderes econômicos e sociais.</p>
<h4>O julgamento do <em>serial killer</em> Jeffrey Dahmer</h4>
<p>Seu julgamento ocorreu em 1992, e Dahmer ficava em uma cabine à prova de balas. Cães farejadores rastreavam bombas.</p>
<p>Quando começou o julgamento, Dahmer resolveu dizer-se culpado, mas insano. &#8220;É difícil, para mim, acreditar que um ser humano possa ter feito o que eu fiz, mas eu sei que fiz.&#8221;</p>
<p>A via da insanidade fracassou. O advogado de defesa disse, citando todos os desvios de comportamento de Dahmer, que ele era &#8220;um trem nos trilhos da loucura&#8221;. A acusação rebateu: &#8220;Ele não era o trem, era o maquinista!&#8221;. Foi condenado a 15 prisões perpétuas (que, com bom comportamento, poderiam ser transformadas em 957 anos de prisão&#8230;).</p>
<p>Dahmer declarou, ao final do julgamento: &#8220;Agora está terminado. Em nenhum momento estive aqui para querer permanecer livre. Francamente, eu queria a morte para mim mesmo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Não odiei ninguém. Eu sabia que era doente, ou diabólico, ou ambos. Agora acredito que era doente. Os médicos me explicaram sobre minha doença e agora tenho alguma paz&#8230; Eu sei quanto mal eu causei&#8230; Graças a Deus não haverá mais nenhum mal que eu possa fazer. Eu acredito que somente o Senhor Jesus Cristo pode me salvar de meus pecados&#8230; Não estou pedindo nenhuma consideração.&#8221;</p>
<h4>Dahmer é assassinado</h4>
<p>Jeffrey Dahmer teve um bom comportamento na prisão. Converteu-se ao cristianismo. Em novembro de 1994, um preso psicótico, ironicamente negro, agrediu Dahmer (com uma barra de ferro, em sua cabeça; e um cabo de esfregão foi enfiado em seu olho) e um outro prisioneiro, e os dois faleceram.</p>
<p>Seu pai quis doar seu cérebro para a Medicina. A mãe e o juiz foram contra. Tempos depois, o pai escreveu um livro sobre a história de Dahmer (e foi acusado, por muitos, de oportunismo). Nele, disse: &#8220;Havia algo que faltava em Jeff&#8230; Chamamos isso de uma &#8216;consciência&#8217;&#8230; que morreu ou mesmo que nunca nasceu.&#8221;</p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
* <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer-analise-psicologica/">análise psicológica de Jaffrey Dahmer</a><br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-jeffrey-dahmer/">filmes sobre Jeffrey Dahmer</a>
</div>
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