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	<title>O Serial Killer &#187; histórias</title>
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	<description>serial killers famosos: livros, fotos, histórias, notícias etc.</description>
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		<title>JOHN LIST</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 11:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[análises psicológicas]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[John List]]></category>
		<category><![CDATA[spree murder]]></category>

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		<description><![CDATA[Este site, como sabem, é uma coleção de histórias sobre serial killers. A que você lerá a seguir, entretanto, não é sobre um serial killer, mas sobre um assassino em massa. Resolvi colocá-la aqui no site porque é uma história muito interessante! (E quem sabe se ele não matou mais?!) A história de John List <a href='http://oserialkiller.com.br/john-list/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Este site, como sabem, é uma coleção de histórias sobre <em>serial killers</em>. A que você lerá a seguir, entretanto, não é sobre um <em>serial killer</em>, mas sobre um assassino em massa. Resolvi colocá-la aqui no site porque é uma história muito interessante! (E quem sabe se ele não matou mais?!)</p>
<h3>A história de John List</h3>
<div id="attachment_1281" class="wp-caption alignleft" style="width: 166px"><img class="size-full wp-image-1281" title="John List" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list.jpg" alt="John List" width="156" height="206" /><p class="wp-caption-text">John List</p></div>
<p>John Emil List nasceu em 1925, no Estado de Michigan, nos Estados Unidos. Era filho único de John Frederick List e Alma List. Seus pais eram religiosos, luteranos.</p>
<p>Era uma criança cuja mãe não queria que brincasse com outros para que não se sujasse. Superprotetora, dava-lhe alguns banhos por dia. </p>
<p>O pai raramente falava com o garoto, quando queria lhe dizer algo pedia para a mãe falar com &#8220;o garoto&#8221;. A mãe o levava para a igreja. Todos os dias liam a Bíblia juntos, à noite, prática que mantiveram até o dia da morte dela. </p>
<p><span id="more-1271"></span></p>
<p><strong>John List</strong> serviu o exército durante a <a href="http://2aguerramundial.com.br" rel="noindex,nofollow" target="_blank">2a Guerra Mundial</a> (1939 &#8211; 1945), mas sem ir para o campo de batalha. Seu pai morreu em 44, e List não demonstrou muita tristeza. </p>
<p>John List formou-se em Administração e depois especializou-se em Contabilidade.</p>
<p>Conheceu Helen em 1951. Ela era uma jovem viúva, com uma filha. A mãe não gostou da garota &#8211; e vice-versa, e assim seria daí em diante. Helen mentiu a List que ficara grávida dele e logo se casaram.</p>
<p>Tiveram 3 filhos: Patricia, John Jr e Frederick.</p>
<p><img class="size-full wp-image-1278" title="Patricia List" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/patricia-list1.jpg" alt="Patricia List" width="81" height="106" /> &lt; Patricia <img class="size-full wp-image-1279" title="John List Jr. " src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-jr1.jpg" alt="John L. Jr." width="81" height="106" /> &lt; John List Jr. <img class="alignnone size-full wp-image-1280" title="Frederick List" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-filhos.jpg" alt="Frederick List" width="81" height="106" /> &lt; Frederick</p>
<p>Trabalhando como contador, em 1965 John List conquistou um bom cargo em um banco. Sua mulher o pressionou para comprarem uma casa maior. Ele comprou uma grande, de 18 cômodos, luxuosa, no subúrbio de Westfield, no Estado de New Jersey. Sua mãe ajudou-lhe a pagar pela casa, com a condição de morar lá.</p>
<p>Um ano depois, John List perdeu o emprego. Nos anos seguintes, arrumou outros empregos, mas logo os perdia, e as dívidas se acumularam, a ponto de em 1971 ele estar prestes a falir.</p>
<div id="attachment_1288" class="wp-caption alignright" style="width: 216px"><img class="size-full wp-image-1288" title="John List matou a família" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-matou-a-familia.jpg" alt="Família de John List" width="206" height="156" /><p class="wp-caption-text">Família de John List</p></div>
<p>Viver na pobreza, para ele, era um pecado. De fato, para algumas religiões protestantes, Deus quer que você trabalhe e enriqueça. (O sociológico alemão Max Webber [1864 - 1920] mostrou que a razão do sucesso de alguns países era a religião que seguiam, no seu livro &#8220;A ética protestante e o espírito do capitalismo&#8221;).</p>
<p>Mas sua família não sabia que ele estava sem emprego, em novembro de 1971. Porque ele todos os dias se arrumava e saía de casa, dizendo que ia para o trabalho, mas passava o dia em uma estação de trens. List fez isto por meses!</p>
<p>Um dia, John List comentou com alguém que, com seus conhecimentos, seria fácil assumir uma nova identidade&#8230;</p>
<h3>O crime de John List</h3>
<p>5 de novembro de 1971. John List tem uma estranha conversa com seus filhos. Diz que eles devem estar preparados para a morte. Pergunta se prefeririam ser enterrados ou cremados. Eles respondem que preferem ser enterrados. John se levanta e sai sem dizer mais nada. </p>
<p>9 de novembro. Seus filhos vão para a escola. John List resolve, enfim, executar o plano que vinha maquinando há algum tempo, meticulosamente. Ele vai à garagem e pega duas armas: seu calibre 22 que trouxe da Guerra e uma 9 milímetros que era de seu pai.</p>
<p>Sua esposa Helen, de 46 anos, mesma idade de List, tomava o café da manhã. Ele chega pelas suas costas e dá-lhe um tiro na cabeça. Vai então até sua mãe, que tinha 84 anos, e acerta um tiro no olho esquerdo.</p>
<p>John para, limpa o sangue e a bagunça, e então arrasta o corpo de sua esposa para a sala de festas da casa. Na carta que deixa ao pastor de sua igreja, avisa: &#8220;P. S. Minha mãe está no closet. Ela era muito pesada para ser carregada.&#8221;</p>
<div id="attachment_1283" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img class="size-full wp-image-1283" title="John List, fotos das vítimas" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-fotos-das-vitimas.jpg" alt="A mãe de John List" width="306" height="231" /><p class="wp-caption-text">A mãe de John List</p></div>
<p>John troca de sapato e sai de casa para resolver algumas questões: envia uma carta para a escola de seus filhos dizendo que iriam viajar; vai ao banco e saca 2 mil dólares; cancela a entrega do jornal, do leite e, por fim, vai ao correio pedir que não entreguem cartas mais no seu endereço.</p>
<p>List volta para casa e come. Lava as vasilhas.</p>
<p>Seus filhos Patricia, 16 anos, e Frederick, 13, voltam para casa. John Jr., de 15 anos, ficou na rua porque iria jogar futebol. John List acerta os dois filhos também pelas costas, na cabeça. Arrasta os corpos para junto do da esposa.</p>
<p>E aguarda John Jr. chegar, para terminar o que planejara. Quando o garoto chega, ele pretende repetir o <em>modus operandi</em>: tiro na parte de trás da cabeça. Mas seu filho não morre imediatamente, parece tenta lutar. Para garantir sua morte, e selar o dia, List dispara cerca de dez vezes, uma arma em cada mão, contra o garoto que levava o seu nome.</p>
<p>John List arrasta o filho morto para junto dos outros corpos. Coloca todos sobre sacos de dormir, cobre seus rostos com panos. Já é quase fim do dia.</p>
<p><img class=" aligncenter size-full wp-image-1285" title="vítimas de John List" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-assassino.jpg" alt="List matou a família" width="306" height="231" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1286" title="vítimas de John List" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-vitimas.jpg" alt="vítimas de John List" width="306" height="231" /></p>
<div id="attachment_1284" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img class="size-full wp-image-1284" title="John List vítimas" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-corpos.jpg" alt="A família de John List, morta" width="306" height="231" /><p class="wp-caption-text">A família de John List, morta</p></div>
<p>Vai ao quarto da esposa (dormiam separadamente), senta-se em sua cama. Vai ao banheiro e vomita. </p>
<p>Vai então ao seu escritório. Guarda a arma em uma gaveta, senta-se à sua escrivaninha e escreve uma carta de 5 páginas para o pastor (escreveu também para outras pessoas, notas mais curtas). Apaga as luzes da casa, diminui a temperatura do termostato, liga o rádio.</p>
<p>&#8220;Caro pastor, lamento acrescentar mais este peso à sua obra. Sei que o que foi feito é errado por tudo que aprendi, e que nenhum dos meus motivos pode justificá-lo.&#8221;</p>
<p>Além dos problemas financeiros, sua esposa estava doente (tinha sífilis, e abusava de tranquilizantes), e ele reclamava também do &#8220;declínio moral&#8221; de sua família &#8211; sua filha começava a voltar tarde para casa e foi pega fumando, sua esposa estava se distanciando de Deus&#8230; O clima na casa não andava mesmo bom nos dias antes do crime, e Patricia havia dito a um professor seu que temia que seu pai a matasse. </p>
<p>&#8220;Eu sei que muitos dirão: &#8216;Como alguém pode cometer um ato tão horrível?&#8217; Minha única resposta é que não foi fácil, e só puder fazer isto depois de pensar muito.&#8221; </p>
<p>Diz que pediu a Deus uma resposta, uma ajuda, mas Ele não a deu. Encerra a carta com um pedido: &#8220;Por favor lembre-se de mim em suas orações. Eu precisarei delas.&#8221;</p>
<p>Ele disse ainda estar certo de que Deus o perdoaria, já que Cristo havia morrido por ele e por todos os pecadores. </p>
<p>John List reza sobre os corpos (&#8220;Era o mínimo que eu podia fazer&#8230;&#8221;), liga para o pastor e diz que não poderá falar na igreja, no próximo sábado. Alimenta os peixes, liga seu carro e some&#8230;</p>
<p><div id="attachment_1292" class="wp-caption alignright" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-casa-em-chamas.jpg" alt="A casa dos List em chamas" title="A casa dos List em chamas" width="306" height="231" class="size-full wp-image-1292" /><p class="wp-caption-text">A casa dos List em chamas</p></div>Por um tempo, List foi suspeito de ser &#8220;D. B. Cooper&#8221;, nome fictício atribuído a um homem que sequestrou um avião, roubou 200 mil dólares e fugiu pulando de para-quedas. Este crime ocorreu 5 dias após os homicídios.</p>
<p>List planejou os homicídios tão detalhadamente que se passou quase um mês até que o desaparecimento das vítimas fosse notado. Quando a polícia entrou na casa, o rádio deixado ligado ainda tocava, uma música clássica. </p>
<p>A pacata cidade ficou pasma com o crime &#8211; há 8 anos não era registrado um homicídio no município. Dez meses após os crimes, um incêndio intencional queimou a casa.</p>
<p>Sua família foi enterrada em caixões baratos, pois ele não deixara dinheiro para o enterro. </p>
<p>A polícia descobre pouca coisa nas investigações preliminares. Uma das revelações é que List tinha uma caixa postal secreta, onde recebia pornografia. O carro estava no aeroporto e seu passaporte sumira, talvez ele tivesse saído do país. </p>
<p>Em pouco tempo, o caso cai no limbo.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>18 anos se passam, estamos em 1989. Um detetive decide levar o caso de List, há muito esquecido, ao programa &#8220;America&#8217;s Most Wanted&#8221; (&#8220;Os mais procurados da América&#8221;, um espécie de &#8220;Linha Direta&#8221; dos EUA), que havia estreado há pouco tempo. Os diretores do programa inicialmente não quiseram exibir o caso, era muito antigo, mas depois foram convencidos de que era um caso interessante e importante. </p>
<p>Antes da exibição do programa, foi solicitado a um &#8220;artista forense&#8221;, Frank Bender, que fizesse um busto simulando como estaria List atualmente, já que as fotos disponíveis dele eram muito antigas. </p>
<div id="attachment_1275" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img class="size-full wp-image-1275" title="John List, America's Most Wanted" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-americas-most-wanted.jpg" alt="O busto de John List" width="306" height="231" /><p class="wp-caption-text">O busto de John List</p></div>
<p>John List costumava assistir ao programa, mas, naquela noite, havia ido à igreja. Uma vizinha assistia e ligou para a polícia. Ele chegou a tempo de ver o final. Transpirou um pouco, mas decidiu não fugir novamente. </p>
<p>Após o programa, mais de 200 ligações foram recebidas, falando sobre o paradeiro de List nos últimos anos. Atualmente, ele estava morando em outro estado (Virginia). Logo a polícia chegou a ele &#8211; e o senhor preso se parecia muito ao trabalho do artista.</p>
<div id="attachment_1282" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img class="size-full wp-image-1282" title="John List - arte forense" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-retrato.jpg" alt="John List e simulação" width="306" height="231" /><p class="wp-caption-text">John List e busto</p></div>
<p>Um perfil psicológico ajudou o artista &#8211; List usaria pesados óculos para ter um ar professoral, transmitir segurança.</p>
<p>List estava casado novamente. Sua esposa me mostrou muito surpresa com toda a revelação. Para começar, ela pensava que o nome dele era Robert Peter Clark! Ou &#8220;Bob&#8221;, para os íntimos. &#8220;Robert Clark&#8221; era o nome de um colega de faculdade de John List. </p>
<p>List tinha se casado há poucos anos. Conhecera a nova esposa em 1977, e se casaram 8 anos depois. Ela afirmou: &#8220;Meu marido é um homem gentil, amoroso e protetor. Quem conhece o Robert sabe que ele só quer fazer o bem. Ele tem muita fé e ama a Deus.&#8221;</p>
<p>Estranhamente, sua nova vida repetia a anterior: ele ainda trabalhava como contador, frequentava a igreja e morava em uma grande casa.</p>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption alignleft" style="width: 241px"><img class="size-full wp-image-1290" title="John List preso" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/john-list-preso.jpg" alt="John List preso" width="231" height="306" /><p class="wp-caption-text">John List preso</p></div>
<p>Quando foi pego, ele não se assustou, e não confessou imediatamente. Foi levado para New Jersey dizendo ainda ser o tal Robert &#8211; mas, curiosamente, em nenhum momento perguntou por qual motivo estava sendo preso&#8230; Ele apenas continuava a negar ser John, mesmo com a evidência mais indiscutível: as digitais de Robert e John List eram as mesmas!</p>
<p>Mas ele logo cansou-se de negar o óbvio e assumiu todos os fatos.</p>
<p>Por onde andara List todo este tempo? O que ele tinha feito logo após o crime? Não, List não era &#8220;D. B. Cooper&#8221;. List se mudou para outro Estado e alugou um trailer, onde morou por um tempo. Trabalhou em um restaurante. Arrumou novos documentos com o nome falso. Logo viu que não teria problemas com esta nova identidade. Voltou a frequentar a igreja. Fez novos conhecidos. Encontrou Delores Miller e por ela se encantou. Fizeram aula de dança juntos. Ele disse a ela uma verdade: era viúvo. E uma mentira: sua esposa tinha morrido de câncer. Tudo explicado, se casaram. Mas outra coisa não mudara: continuava a ter problemas em manter seus empregos&#8230; Delores começava a reclamar de sua vida&#8230;</p>
<p>Em 1987, uma reportagem extensa em uma revista, com fotos, contava a história de John List. Uma vizinha do casal leu e teve quase certeza de que Robert era John. Levou a reportagem a Delores e sugeriu que a mostrasse a John, para ver sua reação. Delores concordou &#8211; e quando a amiga foi embora, jogou a revista fora. A vizinha não tocou mais no assunto &#8211; até o dia em que List apareceu na televisão e ela o denunciou. </p>
<p>Após ser preso, um psiquiatra analisou John List, e concluiu que ele tinha transtorno de personalidade obsessiva (caracterizado pela meticulosidade, senso de ordem, de organização), com o qual concordamos. List disse ao psiquiatra que só tinha dois caminhos: assumir a falência ou fazer o que fez. A falência o exporia ao ridículo, e ele ainda ouvia o que seu pai lhe havia ensinado: um homem deve cuidar de sua família, prover-lhe o necessário.</p>
<p>Foi julgado em 1990. Em nenhum momento demonstrou remorso por seus crimes. A irmã de Helen fez-lhe uma pergunta que a consumiu por quase duas décadas: &#8220;Por quê?&#8221;. Ele respondeu apenas: &#8220;Porque não havia outro jeito.&#8221;</p>
<p>List disse que só lembrava do crime no dia do aniversário dos homicídio, 9 de novembro. </p>
<p>Tentou alegar insanidade, mas foi condenado a cinco prisões perpétuas, uma para cada homicídio. Para o promotor, List era cruel e calculista como o Demônio. </p>
<p>Em uma entrevista que deu em 2002, direto da cadeia, referia-se a si mesmo como &#8220;ele&#8221;, quando contava a história. Foi questionado sobre ter parado para comer, calmamente, após os crimes, e se defendeu: &#8220;Eu estava com fome! Apenas isto.&#8221; E disse que, como relação à mãe, cumprira o que havia prometido ao pai: cuidar dela até o fim, evitar que sofresse. </p>
<p>Morreu em março de 2008. Na prisão. Com 82 anos (Na Justiça americana não há a condescendência da brasileira, presos não têm muitos benefícios por serem idosos.).</p>
<p>Foi enterrado próximo ao túmulo de sua mãe.</p>
<p>Talvez esteja no Céu com sua família. Se Deus existe, seus mistérios são insondáveis&#8230;</p>
<div id="attachment_1298" class="wp-caption aligncenter" style="width: 216px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/list-family-grave.jpg" alt="Helen List e filhos" title="túmulo da família List" width="206" height="156" class="size-full wp-image-1298" /><p class="wp-caption-text">Helen List e filhos</p></div>
<p>*</p>
<p><span style="font-size:75%">Fontes:<br />
* em vídeo: <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/o-indice-da-maldade#john-list">&#8220;O Índice da Maldade &#8211; John List&#8221;</a><br />
* textos (todos em inglês): <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://www.trutv.com/library/crime/notorious_murders/family/list/1.html">Crime Library</a>, <a rel="noindex,nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_List" target="_blank">Wikipédia</a>, <a rel="noindex,nofollow" href="http://www.esquire.com/the-side/feature/dead-beat-dads-060909" target="_blank">Esquire: &#8220;Dead Beat Dads&#8221;</a>, <a rel="noindex,nofollow" href="http://www.amw.com/features/feature_story_detail.cfm?id=2613" target="_blank">America&#8217;s Most Wanted</a></p>
<p>* </p>
<p>Saiba mais sobre John List (links externos, material em inglês):<br />
* programa &#8220;American Justice&#8221; sobre John List no Youtube (45 minutos, contém entrevista) &#8211; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oDdJEQyPUX4" rel="noindex,nofollow" target="_blank">ver</a><br />
* livro &#8220;Righteous Carnage &#8211; The List Murders in Westfield&#8221; (visualização parcial no Google Books) &#8211; <a href="http://books.google.com/books?id=krisGVvCBbEC&#038;printsec=frontcover&#038;dq=the+list+murders&#038;hl=pt-BR#v=onepage&#038;q=&#038;f=false" rel="noindex,nofollow" target="_blank">ver</a><br />
* recortes de jornais da época &#8211; <a href="http://www.goleader.com/list/list.pdf" rel="noindex,nofollow" target="_blank">ver</a></p>
<p>*</p>
<p>Mais sobre John List aqui no nosso site:<br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/john-list-analise-psicologica/">análise psicológica de John List</a>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ARMIN MEIWES, O CANIBAL ALEMÃO</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/armin-meiwes-canibal-alemao/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 11:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Armin Meiwes]]></category>
		<category><![CDATA[canibalismo]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers]]></category>

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		<description><![CDATA[[Atenção: contém imagens fortes.] O pai do alemão Armin Meiwes saiu de casa quando ele tinha 6 anos, levando os irmãos da criança. Meiwes ficou só com a mãe, que lhe explorava. Na escola, era humilhado. Em casa, Meiwes dissecava bonecas e queimava, já fantasiando com canibalismo. Já adulto, a mãe continua a ser presença <a href='http://oserialkiller.com.br/armin-meiwes-canibal-alemao/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">[Atenção: contém imagens fortes.]</span></strong></p>
<p>O pai do alemão <strong>Armin Meiwes</strong> saiu de casa quando ele tinha 6 anos, levando os irmãos da criança. Meiwes ficou só com a mãe, que lhe explorava. Na escola, era humilhado. Em casa, Meiwes dissecava bonecas e queimava, já fantasiando com canibalismo.</p>
<p>Já adulto, a mãe continua a ser presença perturbadora em sua vida (lembrando o caso de <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/ed-gein/" target="_blank">Ed Gein</a>). Após a morte dela, Armin Meiwes coloca suas fantasias em prática. Com o nick de &#8220;antropófago&#8221;, ele procura alguém, na internet, que aceite ser assassinado e comido. Manteve contato com cerca de 400 homens interessados em canibalismo. Após 2 anos, em 2001 um homem responde: &#8220;Espero que me ache saboroso&#8221;. Nesta época, segundo seus vizinhos, Meiwes era um homem tranquilo, que brincava com as crianças.</p>
<div id="attachment_1248" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img class="size-full wp-image-1248" title="Armin Meiwes, O Açougueiro Mestre" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-acougueiro-mestre.jpg" alt="Armin Meiwes, O Açougueiro Mestre" width="306" height="119" /><p class="wp-caption-text">Armin Meiwes, O Açougueiro Mestre</p></div>
<p><span id="more-1230"></span></p>
<div id="attachment_1249" class="wp-caption alignright" style="width: 241px"><img class="size-full wp-image-1249" title="Bernd Jürgen Brandes, a vítima" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/bernd-jurgen-brandes-vitima-canibal.jpg" alt="Bernd Jürgen Brandes, a vítima" width="231" height="306" /><p class="wp-caption-text">Bernd Jürgen Brandes, a vítima</p></div>
<p>Bernd Jürgen Armando Brandes era o nome do homem que se candidatou ao sacrifício, que ocorreria na casa de Armin Meiwes. Meiwes primeiramente cortou o pênis de Bernd e comeram o órgão juntos, frito com pimenta e alho. Brandes havia insistido para que Meiwes arrancasse seu pênis com dentadas, mas ele não conseguiu. Não gostaram do pênis, acharam a carne dura.</p>
<p>Depois da &#8220;entrada&#8221;, Meiwes deu remédios a Bernd para que dormisse. Então deu-lhe um beijo&#8230; e algumas facadas no pescoço. Então dependurou o corpo em um gancho de açougue, drenou o sangue do morto e o dissecou. </p>
<p>Conseguiu congelar 20 quilos de carne, o que lhe permitiu fazer refeições regadas a vinho por alguns meses.</p>
<p>Diria depois que a carne humana tem gosto &#8220;semelhante ao da carne de porco, um pouco mais amarga e mais forte. Tem um gosto muito bom&#8221;. E que, no dia do crime, Bernd queria ser esquartejado logo, o que lhe contrariou, pois queria conhecê-lo melhor.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1250" title="Armin Meiwes, fotos do crime" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-fotos-do-crime.jpg" alt="Armin Meiwes, fotos do crime" width="306" height="231" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1251" title="Armin Meiwes, fotos da vítima" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-crime-scene.jpg" alt="Armin Meiwes, fotos da vítima" width="306" height="231" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1252" title="Armin Meiwes, canibal alemão" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-fotos-da-vitima.jpg" alt="Armin Meiwes, canibal alemão" width="306" height="231" /></p>
<p>&#8220;O ato de comer os restos mortais deu sentido à morte, já que o corpo não foi jogado fora.&#8221;, disse o alemão em seu julgamento. &#8220;Eu salguei o filé de Bernd com sal, pimenta, alho e noz-moscada. Comi ele com croquetes, couve de Bruxelas e molho de pimentão verde.&#8221;</p>
<p>Procurando nova vítima, Meiwes volta à internet, mas alguém o denuncia à polícia. Na sua casa, os agentes acham restos da vítima e um vídeo do assassinato. As imagens eram tão fortes que os policiais precisaram de acompanhamento psicológico.</p>
<p>Armin Meiwes ficou conhecido como &#8220;O Açougueiro Mestre&#8221; ou como <strong>&#8220;O Canibal de Rotemburgo&#8221;</strong>. Tinha quase 40 anos na data do crime, e, a vítima, 42.</p>
<p>No seu julgamento, o canibal disse: &#8220;Se eu tivesse ido a um psiquiatra há alguns anos, provavelmente não teria feito o que fiz.&#8221;. Meiwes foi acusado de homicídio por razões sexuais, já que canibalismo não era um item presente no Código Penal alemão (no brasileiro, existe o crime de &#8220;vilipêndio a cadáver&#8221;, artigo 212, ato sujeito a detenção de 1 a 3 anos).</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1254" title="Armin Meiwes, canibal alemão" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-canibal-alemao.jpg" alt="Armin Meiwes, canibal alemão" width="306" height="231" />Meiwes, que era técnico em informática (a vítima era engenheiro de computação), foi condenado à prisão perpétua (primeiramente havia sido condenado a 8 anos de prisão, mas a promotoria recorreu) &#8211; mas pode tentar a condicional após 15 anos de cadeia. O caso gerou uma grande polêmica jurídica na Alemanha, com muitas pessoas defendendo Meiwes das acusações mais graves &#8211; afinal, Bernd foi morto porque quis.</p>
<p>No segundo julgamento, Armin Meiwes disse ao juiz que sua fome de carne humana já estava saciada e que estava arrependido de seus atos.  Não convenceu o júri.</p>
<p>O canibal falou ainda que sempre sonhou em ter um irmão mais novo, &#8220;alguém para fazer parte de mim&#8221; &#8211; e que o canibalismo era um modo de satisfazer este desejo. Bernd, por sinal, lhe mentira ser mais novo que ele.</p>
<p>Em uma entrevista à televisão, Meiwes afirmou: &#8220;Quem não consegue entrar nesta história acha monstruoso o que fiz. Mas eu sou um ser humano normal.&#8221; Mas, contraditoriamente, afirmou: &#8220;Eu quero ir para a terapia, sei que preciso, e espero que isto aconteça em algum momento.&#8221;.</p>
<p>&#8220;A primeira mordida foi com certeza única, indefinível, já que eu tinha sonhado com isto durante trinta anos, com esta conexão íntima que se faria perfeita através desta carne.&#8221;</p>
<p>Quando era criança, Armin Meiwes gostava que a mãe lesse para ele a história de Joãozinho e Maria. &#8220;A parte em que João está para ser comido era interessante. Você não imagina quantos &#8216;Joãos&#8217; estão circulando aí pela internet&#8230;&#8221;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1255" title="Armin Meiwes piada" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-piada.gif" alt="Armin Meiwes piada" width="261" height="406" /><br />
(&#8220;Nós alemães adoramos um ha<strong>nd</strong>burguer.&#8221; ["hand" = "mão"])</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1256" title="Armin Meiwes humor" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-humor.gif" alt="Armin Meiwes humor" width="371" height="406" /><br />
(&#8220;Não &#8216;gostei&#8217; de você. Mas vou te ajudar assim mesmo. &#8211; Um herói kantiano&#8221; [referência ao filósofo alemão Immanuel Kant, para quem devemos fazer ao outro o que gostaríamos que fizessem por nós])</p>
<h3>Meiwes é um <em>serial killer</em>?</h3>
<p>Tecnicamente, Meiwes não pode ser considerado um <strong><em>serial killer</em></strong>, por algumas razões: a mais óbvia é que matou apenas uma pessoa. A mais controversa é que matar alguém com consentimento &#8220;não seria bem um homicídio&#8221;. Mas, para nós, Meiwes é um caso de estudo, sim. É um homicida em série &#8220;abortado&#8221; pela prisão &#8211; se não tivesse sido pego, poderia ter achado outra vítima voluntária. Ou mesmo começado a matar indiscriminadamente, se não achasse alguém disposto ao sacrifício.</p>
<p>Além do mais, alguém que se oferece para ser assassinado em tais condições claramente possui distorções mentais intensas (não é um doente terminal implorando por eutanásia, nada disto) . Ou seja, é alguém que foi, de certa forma, manipulado em sua fraqueza. A nosso ver, Bernd é uma vítima, sim. </p>
<p>*</p>
<h3>Rammstein &#8211; &#8220;Mein Tell&#8221;</h3>
<p>Seguindo a dica do leitor Gabriel Almeida, coloco o vídeo da música &#8220;Mein Tell&#8221; (&#8220;Meu pedaço&#8221; ou, dizem, &#8220;Meu pênis&#8221;), da banda alemã Rammstein, que faz referência ao caso Armin Meiwes (como você provavelmente não entenderá o que é cantado, veja a tradução <a href="http://letras.terra.com.br/rammstein/99302/traducao.html" rel="noindex,nofollow" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>É tensa!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="560" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/sJ3kVtd2CCA" frameborder="0" allowFullScreen></iframe></p>
<p>&#8220;Está tão bem preparado e bem esquentado<br />
e tao bem servido em porcelana<br />
para acompanhar um bom vinho e uma boa luz de vela (&#8230;)&#8221;</p>
<p>*</p>
<p><span style="font-size:75%">Fontes extras: <a rel="noindex,nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Armin_Meiwes" target="_blank">Wikipédia</a>, <a rel="noindex,nofollow" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL151546-5602,00-NA+PRISAO+CANIBAL+ALEMAO+DA+ENTREVISTA+E+DIZ+SER+NORMAL.html" target="_blank">G1</a>, <a rel="noindex,nofollow" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI996630-EI294,00.html" target="_blank">Terra</a> <a rel="noindex,nofollow" href="http://veja.abril.com.br/101203/p_111.html" target="_blank"></a></span></p>
<p>*</p>
<div id="attachment_1253" class="wp-caption aligncenter" style="width: 241px"><img class="size-full wp-image-1253" title="Armin Meiwes, serial killer" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/11/armin-meiwes-serial-killer.jpg" alt="Janta comigo esta noite?" width="231" height="306" /><p class="wp-caption-text">Janta comigo esta noite?</p></div>
<p>Saiba mais:<br />
* vídeo <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/o-indice-da-maldade-canibais-vampiros/" target="_blank">O Índice da Maldade &#8211; Canibais e vampiros</a><br />
* ensaio: <a href="http://oserialkiller.com.br/o-canibalismo/" rel="noindex,nofollow">&#8220;O canibalismo&#8221;</a>.
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>KARLA HOMOLKA &#8211; FOTOS</title>
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		<comments>http://oserialkiller.com.br/karla-homolka-fotos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 10:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[converter01]]></category>
		<category><![CDATA[Karla Homolka]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Bernardo]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers]]></category>

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		<description><![CDATA[Através de mais de 20 fotos, contamos um pouco da história do casal de serial killers canadenses Paul Bernardo e Karla Homolka. 1. O jovem Paul Bernardo tinha uma vida normal. 2. Até que descobriu que era filho de uma traição: sua mãe tivera um caso com um ex-namorado e engravidara, e seu pai aceitar <a href='http://oserialkiller.com.br/karla-homolka-fotos/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Através de mais de 20 fotos, contamos um pouco da história do casal de <em><strong>serial killers</strong></em> canadenses Paul Bernardo e Karla Homolka.</p>
<p><a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/karla-homolka-fotos/#more-733"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/fotos-de-karla-homolka.jpg" alt="fotos de Karla Homolka e Paul Bernardo" title="fotos de Karla Homolka e Paul Bernardo" width="311" height="398" class="aligncenter size-full wp-image-830" /></a></p>
<p><span id="more-733"></span></p>
<p>1. O jovem <strong>Paul Bernardo</strong> tinha uma vida normal.</p>
<div id="attachment_736" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/paul-bernardo.jpg" alt="Paul Bernardo" title="Paul Bernardo" width="306" height="228" class="size-full wp-image-736" /><p class="wp-caption-text">Paul Bernardo</p></div>
<p>2. Até que descobriu que era filho de uma traição: sua mãe tivera um caso com um ex-namorado e engravidara, e seu pai aceitar assumir a paternidade. Desde então, Paul Bernardo ficou agressivo com as mulheres.  E começou a estuprá-las.</p>
<div id="attachment_738" class="wp-caption aligncenter" style="width: 241px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/paul-bernardo-retrato-falado.jpg" alt="retrato falado de Paul Bernardo" title="retrato falado de Paul Bernardo" width="231" height="306" class="size-full wp-image-738" /><p class="wp-caption-text">retrato falado de Paul Bernardo</p></div>
<p>3. Em 1987, Paul conheceu <strong>Karla Homolka</strong>. Ele tinha 23 anos, e ela 17. </p>
<p><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-jovem.jpg" alt="Karla Homolka" title="Karla Homolka" width="231" height="306" class="aligncenter size-full wp-image-737" /></p>
<p>Logo se apaixonaram.</p>
<p>3. Paul Bernardo gostava de jogos sexuais sádicos com suas namoradas. As anteriores não gostavam, uma chegou a denunciá-lo por agressividade. Mas Karla Homolka parecia gostar, e até o incentivava. Paul também gostava de fotografar e filmar as cenas de sexo.</p>
<div id="attachment_739" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-pelada.jpg" alt="Karla Homolka algemada" title="Karla Homolka nua e algemada" width="306" height="231" class="size-full wp-image-739" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka algemada</p></div>
<div id="attachment_740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-amordacada-nua.jpg" alt="Karla Homolka amordaçada" title="Karla Homolka amordaçada" width="306" height="406" class="size-full wp-image-740" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka amordaçada</p></div>
<p>4. Contudo, Paul Bernardo era &#8220;fissurado&#8221; na irmã de Karla Homolka, a jovem Tammy &#8211; porque a garota era virgem.</p>
<div id="attachment_741" class="wp-caption aligncenter" style="width: 241px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tammy-homolka.jpg" alt="Tammy Homolka" title="Tammy Homolka" width="231" height="306" class="size-full wp-image-741" /><p class="wp-caption-text">Tammy Homolka</p></div>
<p>5. Paul Bernardo convenceu Karla Homolka a sedarem a garota. Então, ele retiraria sua virgindade. Isto aconteceu na véspera do Natal de 1991. Paul fez até sexo anal com a garota, e induziu Karla a acariciá-la. Contudo, algo deu errado: a dose de anestésico foi exagerada, Tammy começou a vomitar e logo morreu.</p>
<div id="attachment_742" class="wp-caption aligncenter" style="width: 216px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tammy-homolka-morta.jpg" alt="Tammy Homolka morta" title="Tammy Homolka morta" width="206" height="156" class="size-full wp-image-742" /><p class="wp-caption-text">Tammy Homolka morta</p></div>
<p>Mas a família e os médicos acharam que foi um acidente. </p>
<p>6. Karla Homolka continuou com Paul Bernardo, e neste mesmo ano se casaram. Um casamento muito glamouroso.</p>
<div id="attachment_743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 241px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-paul-bernardo.jpg" alt="Karla Homolka e Paul Bernardo" title="Karla Homolka e Paul Bernardo" width="231" height="306" class="size-full wp-image-743" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka e Paul Bernardo</p></div>
<p><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-paul-bernardo-casamento.jpg" alt="casamento de Karla Homolka e Paul Bernardo" title="casamento de Karla Homolka e Paul Bernardo" width="306" height="231" class="aligncenter size-full wp-image-744" /></p>
<p>Por conta da vida de conto-de-fadas que aparentemente levavam, posteriormente o casal seria chamado de <strong>&#8220;Barbie &#038; Ken Killers&#8221;</strong>.</p>
<p>7. No dia do casamento, um corpo foi encontrado em um lago. Aliás, foram encontrados vários blocos de cimento, o corpo havia sido serrado e cimentado. Era Leslie Mahaffy, morta duas semanas antes. Paul havia raptado a garota e levado para a casa onde já morava com Karla. Lá, abusou de Leslie por horas. Karla participou. Paul filmou tudo, menos quando a garota foi morta, enforcada.</p>
<div id="attachment_745" class="wp-caption aligncenter" style="width: 166px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/leslie-mahaffy.jpg" alt="Leslie Mahaffy" title="Leslie Mahaffy" width="156" height="206" class="size-full wp-image-745" /><p class="wp-caption-text">Leslie Mahaffy</p></div>
<p>8. A vida do casal era uma mistura de paixão&#8230;</p>
<div id="attachment_746" class="wp-caption aligncenter" style="width: 150px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-paul-bernardo-video.gif" alt="vídeo caseiro de Paul Bernardo e Karla Homolka" title="vídeo caseiro de Paul Bernardo e Karla Homolka" width="140" height="140" class="size-full wp-image-746" /><p class="wp-caption-text">vídeo caseiro de Paul Bernardo e Karla Homolka</p></div>
<p>&#8230; sexo&#8230;</p>
<p><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-sensual.jpg" alt="Karla Homolka sensual" title="Karla Homolka sensual" width="306" height="231" class="aligncenter size-full wp-image-748" /></p>
<p>9. &#8230; e agressividade. </p>
<div id="attachment_749" class="wp-caption aligncenter" style="width: 216px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-espancada.png" alt="Karla Homolka espancada por Paul Bernardo" title="Karla Homolka espancada" width="206" height="156" class="size-full wp-image-749" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka espancada por Paul Bernardo</p></div>
<p>Paul agredia Karla por qualquer coisa, segundo ela. Ela tinha que concordar que ele levasse outras mulheres para casa e até ajudá-lo a encontrar garotas para serem estupradas.</p>
<p>10. Mesmo assim, Karla não o largava. E ele continuava a fazer vítimas. Em abril de 1992, raptaram Kristen French.</p>
<div id="attachment_750" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/paul-bernardo-procurado.jpg" alt="Procurado! Você viu este carro? Ligue para..." title="Paul Bernardo procurado" width="306" height="231" class="size-full wp-image-750" /><p class="wp-caption-text">Procurado! Você viu este carro? Ligue para...</p></div>
<p>Kristen foi morta também após uma série de abusos, e seu corpo foi jogado no mato.<br />
<div id="attachment_751" class="wp-caption aligncenter" style="width: 166px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/kristen-french.jpg" alt="Kristen French" title="Kristen French" width="156" height="206" class="size-full wp-image-751" /><p class="wp-caption-text">Kristen French</p></div></p>
<p>11. Um dia, em 1993, após apanhar muito de Paul, e já com medo de ser presa, por causa das investigações em curso, Karla acabou contando parte da história para um advogado. Os dois foram indiciados e iriam a julgamento. </p>
<div id="attachment_753" class="wp-caption aligncenter" style="width: 241px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-julgamento.jpg" alt="Karla Homolka no julgamento" title="julgamento de Karla Homolka" width="231" height="306" class="size-full wp-image-753" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka no julgamento</p></div>
<p>Karla fez um acordo de colaboração, e pegaria no máximo 12 anos de prisão. </p>
<p>12. Paul foi condenado a prisão perpétua. Entretanto, em seu julgamento foram exibidos os vídeos que ele fez enquanto torturava as garotas. Neles, aparentemente, Karla não parecia sofrer tanto quanto disse em seu julgamento. Ela rebate dizendo que era obrigada a fingir que gostava da situação, para não apanhar mais. A opinião pública se revoltou com Karla Homolka.</p>
<p>13. Enquanto presa, Karla foi fotografada em vários momentos. Parecia feliz&#8230;</p>
<div id="attachment_755" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-na-prisao.jpg" alt="Karla Homolka na prisão" title="Karla Homolka na prisão" width="306" height="231" class="size-full wp-image-755" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka na prisão</p></div>
<p>&#8230; continuou a fazer fotos sensuais&#8230;</p>
<p><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-presa.jpg" alt="Karla Homolka presa" title="Karla Homolka presa" width="402" height="218" class="aligncenter size-full wp-image-756" /></p>
<p>&#8230; e, diz-se, arrumou uma namorada&#8230;</p>
<div id="attachment_757" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-e-colegas.jpg" alt="Aparentemente, a pessoa do meio é uma mulher (!), e seria a namorada de Karla Homolka" title="Karla Homolka e colegas" width="306" height="231" class="size-full wp-image-757" /><p class="wp-caption-text">Aparentemente, a pessoa do meio é uma mulher (!), e seria a namorada de Karla Homolka</p></div>
<p>&#8230; que, coincidentemente ou não, havia sido condenada por ajudar seu companheiro a violentar mulheres.</p>
<p>14. Karla tentou a condicional, mas os profissionais que a avaliaram concluíram que ela era fria, não tinha remorso algum pelos crimes cometidos.</p>
<div id="attachment_758" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-serial-killer.jpg" alt="A serial killer Karla Homolka na prisão" title="Karla Homolka, serial killer" width="306" height="406" class="size-full wp-image-758" /><p class="wp-caption-text">A serial killer Karla Homolka na prisão</p></div>
<div id="attachment_759" class="wp-caption aligncenter" style="width: 216px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-assassina-em-serie.jpg" alt="Karla e colega de prisão comemoram um aniversário" title="Karla Homolka na cadeia" width="206" height="156" class="size-full wp-image-759" /><p class="wp-caption-text">Karla e colega de prisão comemoram um aniversário</p></div>
<p>15. Karla saiu da cadeia apenas ao fim de sua pena, em 2005. Parte da população canadense recebeu a notícia com medo. Karla deu entrevistas e se disse arrependida de ter participado dos crimes, mas que estava incapaz de resistir ao poder de Paul, à época.</p>
<div id="attachment_760" class="wp-caption aligncenter" style="width: 166px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-entrevista.jpg" alt="Karla Homolka em entrevista" title="Karla Homolka em entrevista" width="156" height="206" class="size-full wp-image-760" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka em entrevista</p></div>
<p>16. Paul Bernardo continua preso. Karla Homolka mudou o sobrenome, chamando-se, agora, Karla Teale. </p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
* leia a história completa de <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/karla-homolka-e-paul-bernardo/">Karla Homolka e Paul Bernardo</a><br />
* <a target="_blank" rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/o-indice-da-maldade/#karla-homolka">vídeo: O Índice da Maldade &#8211; Karla e Paul</a> <span style="font-size: 50%;">(11 min.)</span><br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/karla-paixao-assassina-filme/">filme sobre Karla Homolka e Paul Bernardo: <span style="font-size: 75%;">Karla &#8211; paixão assassina</span></a>
</div>
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		<item>
		<title>O ASSASSINO DO ZODÍACO</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/o-assassino-do-zodiaco/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 04:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Zodíaco]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers não-identificados]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;ZODÍACO&#8221;; &#8220;ASSASSINO DO ZODÍACO&#8221; (&#8220;ZODIAC KILLER&#8221;) (identidade desconhecida, americano) MORTES: 5 conhecidas; ele afirmou serem mais de 30 HISTÓRIA Assim como Jack, O Estripador, o &#8220;Assassino do Zodíaco&#8221; entra na galeria dos serial killers que levantaram muitas dúvidas sobre sua real identidade, mas esta nunca foi confirmada. Mais de 2500 pessoas, durante toda a evolução <a href='http://oserialkiller.com.br/o-assassino-do-zodiaco/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></a><img class="alignleft size-full wp-image-25" title="Assassino do Zodíaco" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/09/zodiaco.jpg" alt="Assassino do Zodíaco, serial killer" width="187" height="288" />&#8220;ZODÍACO&#8221;; &#8220;ASSASSINO DO ZODÍACO&#8221; (&#8220;ZODIAC KILLER&#8221;) (identidade desconhecida, americano)</p>
<p>MORTES: 5 conhecidas; ele afirmou serem mais de 30</p>
<p>HISTÓRIA</p>
<p>Assim como Jack, O Estripador, o <strong>&#8220;Assassino do Zodíaco&#8221;</strong> entra na galeria dos <em><strong>serial killers</strong></em> que levantaram muitas dúvidas sobre sua real identidade, mas esta nunca foi confirmada. Mais de 2500 pessoas, durante toda a evolução do caso, passaram pela lista de suspeitos. Claro, alguns mais suspeitos que outros. Em parte, a culpa disto foi do desencontro entre os vários órgãos responsáveis pela investigação das mortes. Em parte, o mérito é do próprio Zodíaco, que agia de forma a deixar realmente poucas pistas. Pelo menos, o tipo de pistas que hoje seriam facilmente convertidas em provas, por exemplo através de exames de DNA.</p>
<p>Esse nome, &#8220;Zodíaco&#8221;, foi ele mesmo quem se deu, em uma das várias cartas que mandou a jornais.</p>
<p><span id="more-203"></span></p>
<p>Em outubro de 1966, Cheri Jo Bates, uma estudante, foi morta com facadas e outros golpes.</p>
<p>O método para abordá-la foi peculiar. Ele mexeu no seu carro, causando um problema, enquanto ela não estava presente. Quando voltou, ele ofereceu ajuda.</p>
<p>O corte na garganta era profundo, provavelmente uma tentativa de decaptação. </p>
<p>Aparentemente, um crime passional – nada havia sido roubado, ela não fora estuprada.</p>
<p>Contudo, no mês seguinte a polícia recebeu uma carta, intitulada &#8220;Confissão&#8221;, onde havia a ameaça de mais mortes. &#8220;Eu passo as noites pensando sobre a minha próxima vítima.&#8221; E citava algumas pessoas &#8211; &#8220;Talvez será a bela loira que trabalha de babá perto da pequena loja e que desce a escura alameda todo dia às 7 da noite.&#8221;. Ou a garota que disse-lhe &#8220;não&#8221; na escola. Talvez não seria nenhuma delas, mas, fosse quem fosse, cortaria seus órgãos genitais e espalharia pela cidade. &#8220;Então, não torne isto fácil para mim. Mantenham suas irmãs, filhas e esposas fora das ruas e das alamedas.&#8221; E então, contava os detalhes do assassinato de Cheri, chamando-a de estúpida pelo modo como caiu na história. A certo momento,  &#8220;eu disse a ela que tinha chegado a hora. Ela perguntou: &#8216;Que hora?&#8217; A hora de você morrer.&#8221; Pelo restante da carta, aparentemente ele a conhecia e havia tido sido de alguma forma rejeitado por ela. &#8220;Eu não sou doente. Eu sou insano.&#8221;</p>
<p>No aniversário de seis meses do crime, mais cartas, incluindo uma para o pai de Cheri, assinada com um símbolo que parecia uma fusão de uma letra &#8220;z&#8221; com o numeral &#8220;3&#8243;.</p>
<p>Entretanto, ainda hoje há dúvidas se este crime pode ser atribuído ao Zodíaco. Primeiramente, porque em suas manifestações ele não falou deste crime. Segundo, porque a similaridade com os outros crimes não é total – aliás, entre os próprios crimes assumidos há alguma disparidade. Por exemplo, um taxista assassinado a tiros, dois casais atacados a tiros, um casal a facadas etc. quem levantou a suspeita sobre o Zodíaco, neste crime, foi o jornalista Paul Avery, do San Francisco Chronicle, retratado no filme &#8220;Zodíaco!&#8221; (de 2007), baseado no livro de Robert Graysmith, cartunista do mesmo jornal, que ficou obcecado com a história do assassino e também é retratado no filme, como o grande responsável pela descoberta da verdadeira identidade do assassino.</p>
<p>Os assassinatos assumidos pelo Zodíaco começaram mesmo em dezembro de 68, em uma outra cidade, muito pequena. As primeiras vítimas foram um casal, que, perto de um lago, namoravam dentro do carro. Era o primeiro encontro deles, aparentemente. Vários tiros foram disparados em direção ao casal. As vítimas aparentemente foram escolhidas ao acaso, porque um outro casal havia sido seguido por um carro desconhecido pouco tempo antes.</p>
<p>Cerca de seis meses depois, no feriado de 4 de Julho, mais um casal é baleado, em situação semelhante. O homem sobrevive. O assassino havia parado seu carro perto ao do casal, depois saiu e então voltou, alguns minutos depois, quando fez os disparos. O sobrevivente, Michael Mageau, viu o rosto dele. Não morreu por sorte, porque quando Zodíaco ia embora, ouviu um som emitido por ele, retornou e deu mais dois tiros em cada. Sua companhia, Darlene Ferrin, que era casada com outro homem, também não morreu na hora, mas apenas na ambulância que a socorria.</p>
<p>Enquanto isso, Zodíaco ligava para a polícia e falava que tinha matado duas pessoas. De um telefone a poucos quarteirões da própria polícia.</p>
<p>O final do mês de julho de 69, três jornais receberam uma carta. Ela vinha assinada por um símbolo, um círculo cortado por duas retas perpendiculares, como se fosse um alvo, e assumia os crimes contra os casais, contando detalhes que só a polícia saberia. Ameaçava que, se não fossem publicadas no dia seguinte, muitas outras mortes ocorreriam. Além disto, traziam cada carta destas, uma parte de uma escrita em código. Segundo o autor, neste código estava a sua identidade.</p>
<p>Havia uma mistura de símbolos aí: caracteres gregos, código Morse, sinalização para navios e alguns símbolos astrológicos.<br />
Um professor e sua esposa decifraram o código em alguns dias, apesar de todo o trabalho desenvolvido pelos órgãos policiais. &#8220;Eu gosto de matar pessoas porque é muito divertido. É mais divertido que matar na em caça na floresta porque o é o mais perigoso animal de todos. (&#8230;) É melhor que transar com uma garota. A melhor parte é esta: quando eu morrer, renascerei no paraíso e todos os que eu matei serão meus escravos. Não darei a minha identidade porque se não vocês tentaram parar a minha coleta de escravos (&#8230;)&#8221;</p>
<p>Um chefe de polícia disse não estar convencido de que o autor da carta era mesmo o assassino e pediu que ele escrevesse dando mais detalhes. Ao que foi imediatamente atendido. Na resposta, pela primeira vez ele se chamou de &#8220;O Zodíaco&#8221;.</p>
<p>Em setembro, mais um casal foi atacado. Novamente, apenas o homem sobreviveu.</p>
<p>Os dois faziam um piquenique, pela tarde, e desta vez a arma foi uma faca, apesar dele portar também uma arma. O assassino agora usava também uma vestimenta própria, toda preta, incluindo um capuz, e com o seu símbolo desenhado na região peitoral. Poucos momentos antes, o casal o havia visto, sem a roupa. Ele a colocou, e reapareceu, com o revólver. Pediu o dinheiro e a chave do carro. Disse ser foragido de uma determinada cidade e que iria para o México. Falou também que tinha matado um guarda.  (Pesquisas subseqüentes não encontraram registros de alguma fuga ou de assassinato na prisão da tal cidade, mas a vítima não tivesse certeza do nome que tinha ouvido).</p>
<p>Então, amarrou os dois e começou a agredi-los com a faca. Cecelia Shepard, na verdade, não morreu na hora, mas apenas dois dias depois. Havia levado ao menos 10 golpes.</p>
<p>O Assassino do Zodíaco saiu da cena do crime e foi em direção ao carro do homem, e, com uma caneta, escreveu na porta a data dos três crimes. Uma hora depois, ligou para a polícia.</p>
<p>Pegadas foram encontradas, e sugeriam um homem pesado utilizando uma bota militar.</p>
<p>Em outubro, um taxista foi assassinado, à noite. Um tiro na cabeça. Garotos em um prédio em frente ouviram, olharam e ligaram para a polícia. Foi descrito aos policiais que tratava-se de um homem negro. Estes passaram por um homem branco, na redondeza, e não o detiveram. Provavelmente era o Zodíaco.</p>
<p>Havia uma impressão digital (assim como em algumas cartas), mas esta não foi encontrada em nenhum registro do FBI nem associada a algum dos suspeitos. Aliás, inicialmente o crime não foi atribuído ao serial killer. Isto só ocorreu quando ele mandou uma carta assumindo o assassinato. Para não deixar dúvidas de que era realmente o autor, desta vez ele usou um novo método: antes de fugir da cena do crime, rasgou um pedaço da camisa do taxista, encostou-a no sangue, e a enviou ao jornal, junto com a carta. Nesta, dizia estar pensando em atacar um ônibus escolar da próxima vez. Esta ameaça só foi divulgada pelas autoridades uma semana depois, pois temiam o pânico. E que, realmente ocorreu, associado ao grande espaço que a mídia abriu ao caso.<br />
Em novembro, em uma carta, com um singelo &#8220;PS&#8221; ele pedia: &#8220;Vocês podem colocar este código na primeira página? Eu fico terrivelmente solitário quando sou ignorado, e solitário eu posso fazer minha coisa!!!!!!!&#8221;</p>
<p>Em outra carta, disse que havia mudado a maneira de &#8220;arrumar escravos&#8221; porque a estava contrariado com o fato da polícia falar mentiras sobre ele, ou ficarem achando que os crimes eram frutos de assalto etc. Dizia ainda que nunca seria pego, porque era muito mais inteligente que a polícia. Nesta carta, falava ainda que eram tolos se achavam que ele faria o que disse, com o ônibus. Falava agora de uma &#8220;máquina de matar&#8221;, em grande escala. Ao lado do seu símbolo na assinatura, cinco &#8220;x&#8221;, talvez querendo indicar o número de vítimas fatais – o que excluiria Cheri, de 1966. Contudo, no Natal, um advogado, Melvin Belli, recebeu uma carta do assassino, onde ele pedia ajuda, ou então acabaria fazendo sua nona vítima. &#8220;Estou com medo de perder o controle novamente.&#8221; O caso parou na mídia e o advogado não foi mais contactado. Antes, já tinha pedido, em outra carta, contato com ele.</p>
<p>Zodíaco sumiu por alguns poucos meses.</p>
<p>Em março, uma mulher dirigia pela estrada, com seu bebê. Foi abordada por outro carro, cujo motorista que disse que o dela tinha problemas com a roda. Ele ofereceu-se para ajudar, mas na verdade soltou a roda. O carro dela estragou pouco adiante, e ele ofereceu carona. Então, ela ficou com medo, pois além disto ele falava coisas estranhas. Tendo uma oportunidade, ela saltou do carro com seu bebê e fugiu. Ao chegar na polícia, viu um cartaz de &#8220;procurado&#8221; e reconheceu o homem. Era um retrato falado do Zodíaco.</p>
<p>Contudo, a vítima também apontou como autor dois outros suspeitos apresentados a ela, além de ter contado versões diferentes da história em cada entrevista que dava.</p>
<p>Em abril, uma nova carta, que falava que já eram 10 as vítimas, e dizia esperar que a polícia se divertisse tentando descobrir quem foram as últimas. Havia novas ameaças sobre a bomba e falava que ficaria feliz se visse as pessoas usando broches com seu símbolo, já que usavam os de &#8220;paz-e-amor&#8221;, &#8220;black power&#8221; etc.</p>
<p>Em junho, em uma carta, disse ter matado um policial, já que as crianças estavam de férias. Contudo, a polícia tinha uma testemunha este crime, que viu um homem negro matá-lo. Ou seja, aparentemente Zodíaco estava assumindo outras mortes como suas, para aterrorizar.</p>
<p>Em julho, uma carta com uma letra distorcida de um musical. Dois dias depois, uma carta onde aparecia &#8220;Zodíaco 13&#8243; e &#8220;Polícia 0&#8243;. Sumiu por um tempo, voltou a escrever em outubro. No fim do mês, no Halloween, um cartão para o jornalista Paul Avery.</p>
<p>O caso foi amplamente noticiado pelo próprio jornal onde Avery trabalhava e, entre as várias cartas que ele recebeu, estava a que sugeria a investigação do caso de Cheri.</p>
<p>Cinco meses sem cartas do Zodíaco. Em março, mais uma. Desta vez, 17 a 0. Sobre esta carta, houve suspeitas de que teria sido escrita pela mesma pessoa que mandou a carta anônima a Avery, falando da morte de Chery, e até mesmo dúvidas se não seria um detetive do caso, David Toschi, que também aparece bastante no filme de 2007. uma semana depois, um outro cartão para Avery. E então, um sumiço de quase três anos.</p>
<p>No começo de 74, a contagem já estava &#8220;37 a 0&#8243;.</p>
<p>Pouco tempo depois, uma carta reclamando do jornal abrir publicidade ao filme &#8220;Terra de ninguém&#8221;, que retratava um caso real, dos assassinos Charles Starkweather e sua namorada Caril Ann Fugate, que agiram em 1959. A carta falava que a glorificação da violência, naquele momento, era deplorável (&#8220;não que em algum momento fosse justificável&#8221;). Irônico, mais uma vez, certamente. Assinava como &#8220;um cidadão&#8221;. Uma outra carta reclamava de um colunista do jornal, dizia que ele deveria procurar um psiquiatra, e assinava como &#8220;O Fantasma Vermelho&#8221;. Estas duas cartas não foram confirmadas com certeza como sendo do Zodíaco, mas também não há evidências fortes de que não sejam.</p>
<p>Apenas em 78 uma nova carta apareceu. Na época, acreditou-se na sua procedência, mas hoje a maioria duvida de que seja mesmo do Zodíaco. Achou-se novamente que o detetive Toschi era o autor – porque era citado e mesmo porque ele havia tido uma conduta algo exibicionista no caso, e agora estava fora dos holofotes. Era curta e terminava assim: &#8220;Estou esperando um bom filme sobre mim. Quem me interpretará. Estou agora no controle de tudo.&#8221;. A contagem: Zodíaco = suponham (&#8220;guess&#8221;); polícia = 0.</p>
<p>Um outro suspeito de autoria era Robert Graysmith, que havia escrito seu livro e tentava publicá-lo, sem sucesso (só foi conseguir nove anos depois).</p>
<p>O número real de mortes do Zodíaco é incerto. Até mesmo o casal atacado com uma faca alguns acham que pode não ter sido ele – apesar da roupa. Isto porque ele não confirmou em detalhes o crime, como fez com os outros. Já o próprio, de acordo com as cartas que quase indubitavelmente são de sua autoria, afirma, na última, que foram 37. se isto for verdade e se ele matou mais alguém após isto, seriam no mínimo 38 vítimas.</p>
<p>Sua identidade nunca foi confirmada. A determinado momento da investigação, Arthur Leigh Allen apareceu como um dos suspeitos. Das quase 40 impressões digitais encontradas nas cartas e nas cenas do crime que não puderam ser atribuídas a pessoas não suspeitas, as de Allen não bateram com nenhuma. Isto, contudo, não prova que não era ele o assassino. No livro de Graysmith, ele conclui que um tal de &#8220;Robert Hall Starr&#8221; é o Zodíaco. Starr seria, na verdade, um pseudônimo usado no lugar do nome de Allen, pois a descrição dos dois seria coincidente. Allen já era culpado por molestar crianças, e morreu em 92. Em 69, já estava na lista de suspeitos, mas, naquele tempo, dezenas de outras pessoas também estavam. Foi descartado porque seu tamanho não batia com a descrição feita à polícia.</p>
<p>Em 71, Allen voltou a ser investigado. Ele teria tido uma conversa com alguém, e esta pessoa falou a outra que falou à polícia. Allen haveria dito, nesta conversa que teria ocorrido em dezembro de 68 (ou seja, na época em que os crimes começaram), ter gostado muito da história &#8220;The most dangerous game&#8221;, que falava de um homem em que matava pessoa, e dito que se fosse matar, escolheria namorados, e usaria uma lanterna presa à arma (como o Zodíaco, em uma carta, disse que fez – e o sobrevivente do carro falou que foi usado mesmo uma lanterna). Também teria dito algo sobre matar crianças saindo de um ônibus escolar (Zodíaco também falou assim). Por fim, falou sobre mandar cartas à polícia e que poderia se intitular “Zodíaco”. A história seria bastante convincente, não fossem alguns motivos: Allen havia tido algum problema com o denunciante anos antes, havia tocado sua filha de modo inapropriado. Além disso, porque teria falado desta conversa apenas dois anos depois? O denunciante havia se mudado do estado em janeiro de 69, mas no meio do ano o caso tomou proporções grandiosas, e seria impossível não ter ouvido falar até 71. Por fim, sua história foi mudando e aumentando a cada depoimento que dava.</p>
<p>Por isto, até hoje considera-se que não existem evidências com força de prova de que Allen tenha mesmo sido o Zodíaco. Contudo, que ele tinha alguma espécie de problema mental era inegável: pedófilo, tinha várias armas e estudava saúde mental por conta própria. Depois, parou mesmo em um hospital psiquiátrico. Em 69, após ser interrogado, saiu falando que era um dos suspeitos.</p>
<p>Apesar de toda a desconfiança sobre as intenções do denunciante, em 71, resolveram interrogar Allen. Ele mostrou bastante conhecimento sobre os casos, mas nada que não estivesse nos jornais. Negou a tal conversa, mas disse que realmente havia gostado do livro &#8220;The most (&#8230;)&#8221;. Além disso, usava um relógio suíço da marca Zodíaco, cujo logo era igual ao das cartas – disse que havia ganhado da mãe, no Natal de 67.</p>
<p>Somente em setembro de 72 foi conseguida autorização para revista da casa dele – na verdade, um trailer. Nada de importante foi encontrado. Testes compararam sua escrita com a do Zodíaco. E não se achou semelhança. Também foi submetido ao &#8220;detector de mentiras&#8221; (polígrafo) – e passou no teste.</p>
<p>Muitos investigadores acham que Graysmith exagerou algumas ligações entre Allen e o Zodíaco.</p>
<p>Em 90, um homem que estava sendo preso por roubo de carro disse que, anos antes, Allen havia dito-lhe que estava indo matar um motorista de táxi. Um investigador resolveu ir em uma propriedade dele que não havia sido revistada. Achou material para fabricação de bombas, muitas armas – e o relógio. Contudo, ainda não foi suficiente. E, novamente, havia dúvidas pairando sobre a autenticidade da denúncia – Allen já havia sido preso justamente por ter batido no denunciante, anos antes.</p>
<p>Após a morte de Allen, a pesquisa sobre ele não se encerrou – afinal, o caso foi traumático para o país e para a própria polícia. Havia amostras do seu tecido cerebral guardadas, e foi tentado coletar-se DNA de saliva atrás dos selos das cartas. Havia apenas fragmentos, nas cartas, e o resultado foi negativo.</p>
<p>É provável que a dúvida sobre o verdadeiro Zodíaco nunca seja solucionada.</p>
<p>*</p>
<p>Veja também:<br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/o-assassino-do-zodiaco-analise-psicologica/">análise psicológica do Assassino do Zodíaco</a>.
</div>
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		<item>
		<title>TED BUNDY</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/ted-bundy/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Ted Bundy]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[THEODORE ROBERT COWELL / BUNDY americano; nascimento: 1946 &#8211; morte: 1989 ASSASSINATOS: 36 ou mais veja todo o material disponível sobre Ted Bundy A HISTÓRIA DE TED BUNDY Enganaram o pequeno Ted Uma moça muito jovem, que havia saído com um segurança algumas vezes, fica grávida. Seus pais decidem que, quando a criança nascer, a <a href='http://oserialkiller.com.br/ted-bundy/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1047" title="Ted Bundy" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2008/07/ted-bundy.jpg" alt="Ted Bundy" width="156" height="206" /></p>
<p><strong>THEODORE ROBERT COWELL / BUNDY</strong></p>
<p>americano; nascimento: 1946 &#8211; morte: 1989</p>
<p><strong>ASSASSINATOS: 36 ou mais</strong></p>
<table border="1">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="ffcc00">veja todo o material disponível sobre <a href="http://oserialkiller.com.br/indice#ted-bundy">Ted Bundy</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="color: #993300;">A HISTÓRIA DE TED BUNDY</span></h3>
<h4>Enganaram o pequeno Ted</h4>
<p>Uma moça muito jovem, que havia saído com um segurança algumas vezes, fica grávida. Seus pais decidem que, quando a criança nascer, a assumirão como se eles fossem os pais. Foi nesta casa que nasceu Theodore.</p>
<p>Fizeram o pequeno &#8220;Ted&#8221; (ou &#8220;Teddy&#8221;) acreditar, portanto, que seus avós maternos eram seus pais e que sua mãe biológica era sua irmã. O pai verdadeiro ele nunca conheceu.</p>
<p><span id="more-197"></span></p>
<p>Ted diria, anos depois, que amava o avô, mas outros membros da família declararam que o avô de Ted era um homem violento &#8211; chutava cachorros, agredia mulheres&#8230;</p>
<p>Conta-se que quando Ted tinha 3 anos, uma tia sua, ao acordar, percebeu que ele estava a seu lado manipulando facas &#8211; e ela ficou com medo da criança.</p>
<p>Quando tinha 4 anos, a mãe verdadeira mudou de cidade, levando-o, e um ano depois ela se casou. Theodore então recebeu o sobrenome Bundy. O casal teve quatro filhos, crianças que Ted ajudou a cuidar. O marido da mãe até tentou estabelecer uma relação mais próxima com Ted, mas foi em vão. Ele era muito tímido e os colegas de escola o provocavam. Relatos de seus professores falam de um temperamento imprevisível, explosivo. Contudo, tirava boas notas.</p>
<p>Na adolescência, <strong>Ted Bundy</strong> passou a se socializar mais. Tinha interesses por esqui e política.</p>
<p>Começou a trabalhar em empregos simples, mas permanecia pouco tempo nestes.</p>
<h4>O primeiro amor de Ted Bundy</h4>
<p>Em 1967, aos 21 anos, Ted Bundy conheceu uma garota bonita e de boa família, Leslie Holland. Aparentemente, foi com ela que ele teve sua primeira relação sexual, e Ted gostava mais dela do que ela dele. Ela o achava sem objetivos e ele, com mentiras, tentava impressioná-la.</p>
<p>Suspeita-se que, nesta época, ele também cometia furtos – até de carros.</p>
<p>No ano seguinte, ela terminou com ele, após se formar. Ted ficou um tempo deprimido e obcecado com ela.</p>
<p>Em 69, Ted finalmente fica sabendo que sua &#8220;irmã&#8221; é, na verdade, sua mãe. Não mudou o comportamento com ela, mas ficou ainda mais distante do pai adotivo.</p>
<h4>Ajudando pessoas em crise</h4>
<p>Ted estudou Psicologia na universidade, e seus professores gostavam dele, que tinha um bom desempenho.</p>
<p>Bundy conheceu então uma secretária tímida, separada e com uma filha, com quem ficou envolvido por cinco anos, Elizabeth Kendall (na verdade, pseudônimo adotado por ela ao escrever um livro sobre a história, &#8220;My life with Ted Bundy&#8221;).</p>
<p>Ela queria se casar com ele, ele dizia ainda não estar &#8220;na hora&#8221;, e ela suspeitava que ele mantinha outros encontros.</p>
<p>Ted levava uma vida aparente de homem &#8220;do bem&#8221;. Perseguiu um batedor de carteiras. Recebeu uma medalha por salvar um garoto de 3 anos que se afogava em um lago. Começou a se envolver mais com a política. E prestava assistência, como voluntário, em um serviço telefônico de ajuda emocional a pessoas em crise.</p>
<p>Ann Rule, que escrevia artigos policiais para revistas, por um ano foi sua colega neste serviço, na Crisis Clinic. Conta que, nas noites de domingos e terças-feiras, ficavam apenas os dois em uma casa. Por uma enorme coincidência, pouco depois ela foi contratada por uma editora para escrever um livro<sup>1</sup> sobre o <em>serial killer</em> que assombrava a região, mas que ainda não havia sido identificado&#8230;</p>
<p>Ted era membro ativo do Partido Republicano e, em 1973, em uma viagem do partido, reencontrou a primeira namorada, Leslie, com quem ele ainda falava ocasionalmente. Como ele estava mudado, ela se interessou nele, e mantiveram encontros, sem ela saber de Elizabeth. Mas logo ele mudou, ficou frio, perdeu o interesse nela. Em fevereiro de 74, ele desapareceu da vida dela.</p>
<h4>As primeiras poças de sangue</h4>
<p>Linda Ann Healy era uma bela jovem, que trabalhava em uma rádio como comentarista do tempo. Tinha 21 anos e estudava Psicologia. Ted tinha 27. Na noite de 30 de janeiro de 1974, ela saiu para um pequeno bar próximo a sua casa, com amigas com as quais morava, para tomar uma cerveja após o jantar. Logo se despediu das amigas, disse que iria para casa ver televisão e ligar para o namorado.</p>
<p>Pela manhã, a sua cama estava vazia. No fim do dia, seus pais estranharam, pois ela não apareceu na casa deles como de costume, e chamaram a polícia. No seu quarto, a cama estava arrumada de um jeito diferente do habitual e alguns objetos faltavam. Também encontraram vestígios de sangue. A polícia não suspeitou da gravidade do caso e não recolheu muitas provas.</p>
<p>Seu crânio só seria achado no ano seguinte, com marcas de espancamento severo; o resto de seu corpo nunca foi encontrado.</p>
<h4>&#8220;Você pode me ajudar com esses livros?&#8221;</h4>
<p>Nos meses seguintes, outros desaparecimentos aconteceram, e todas as garotas eram parecidas em alguns aspectos: brancas, jovens, com cabelos escuros, longos e, geralmente, repartidos ao meio. Algumas pessoas que as viram antes de sumir relataram tê-las visto conversando com um homem usando gesso no braço e pedindo ajuda para carregar alguns livros.</p>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230873573917212450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" title="retrato falado de Ted Bundy" src="http://bp2.blogger.com/_6dfzHZrDGjM/SJfLzRZQPyI/AAAAAAAAAq8/2Qd1czyUdpE/s200/Ted_Bundy_retrato_falado.jpg" border="0" alt="retrato falado de Ted Bundy" />Em agosto de 74, a polícia encontrou, em um parque, os crânios de duas garotas, Janice Ott e Denise Laslund &#8211; ambas desaparecidas no dia 14 de julho, em horários diferentes. Uma testemunha deste caso ouviu o assassino dizer às garotas, quando as abordou, que se chamava Ted. Outras duas mulheres, juntas, haviam sido abordadas por Ted no mesmo dia e local, mas não o ajudaram a carregar os livros para seu carro.</p>
<p>Por causa de denúncias decorrentes do divulgado retrato falado do suspeito, Ted Bundy passou a ser investigado.</p>
<h4>Mais uma, e mais uma&#8230;</h4>
<p>Uma amiga de Elizabeth Kendall, a namorada de Ted, também viu o retrato falado e o achou parecido com Ted. Havia mais motivos para Elizabeth acreditar, como o Fusca (Ted tinha um)e  a atadura (ela viu uma nos pertences dele mas nunca o havia visto usá-la) usados pelo criminoso. Elizabeth entrou em contato com a polícia, que solicitou-lhe retratos de Ted – mas testemunhas dos sequestros não o reconheceram nas fotos. A polícia deixou Ted de lado.</p>
<p>Ted Bundy foi para outro Estado (ele acabaria matando em vários Estados diferentes). Em outubro, a filha de um chefe de polícia, Melissa Smith, de 17 anos, foi estrangulada, estuprada e sodomizada.</p>
<p>Já Laura Aime, de 17 anos, sofreu pancadas no rosto e a mesma violência sexual.</p>
<p>Em novembro, Ted Bundy conseguiu colocar Carol DaRonch em seu carro. Quando tentou algemá-la, ela escapou do carro. Ele saiu com uma barra de ferro atrás dela, mas ela chutou seus testículos e saiu correndo. No mesmo dia, ele capturou Debby Kent.</p>
<p>Uma outra vítima sobrevivente, Joni Lenz, atacada em 1974, foi encontrada em seu quarto, tendo apanhado muito e com um apoio da cama enfiado em sua vagina. Ficou com seqüelas físicas e emocionais o resto da sua vida.</p>
<p>Em janeiro de 75, a vítima foi Caryn Campbell, encontrada quase um mês depois, perto de uma estrada, o corpo comido por animais. Poucos meses depois, desapareceu Brenda Ball. E logo outra, e outra&#8230;</p>
<p>Entre 74 e 78, Ted fez cerca de 36 vítimas. Bundy nunca confirmou o número exato. Em uma ocasião, quando mencionaram-lhe este número, ele deu um sorriso e disse aos detetives: “Acrescentem um dígito e terão o total.” A escritora Ann Rule pergunta: &#8220;Ele queria dizer 37? Ou 136? Ou 360?&#8221;.</p>
<p>Ou quis apenas &#8220;brincar&#8221;?</p>
<h4>Capturado e julgado</h4>
<p>A captura definitiva de Ted Bundy foi trabalhosa.</p>
<p>Em agosto de 75, um policial achou suspeito um motorista que rondava um bairro. Quando tentou abordá-lo, ele fugiu, mas acabou batendo. O policial notou que faltava o banco de passageiros do carro. E foram encontrados uma barra, máscara de esqui, algemas, uma corda e um picador de gelo. Ted foi preso.</p>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230874437593285698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" title="Ted Bundy - identificação criminal (mugshot)" src="http://bp2.blogger.com/_6dfzHZrDGjM/SJfMli1rREI/AAAAAAAAArE/Dayj9nf8TI4/s200/Ted_Bundy_identificacao_criminal.jpg" border="0" alt="Ted Bundy - mugshot" />Carol, aquela que fugiu do carro, o reconheceu. Assim como conhecidos de Debby, que o viram abordando-a. Ele alegava inocência.</p>
<p>A namorada Elizabeth, depondo, disse que no último ano Ted tinha pouco interesse sexual e, quando tinha, queria praticar alguma violência leve (&#8220;bondage&#8221;). E forneceu informações valiosas, como o paradeiro dele no dia dos sumiços. Outras pistas foram surgindo.</p>
<p>Em fevereiro de 76, Ted Bundy foi levado a julgamento pelo seqüestro de Carol. Ele estava tranquilo. E negou a acusação. Entretanto, foi condenado à prisão. Preso, foi avaliado por psicólogos que, entre várias hipóteses, lançaram uma interessante, sobre o seu funcionamento psíquico: Ted tinha medo de ser humilhado em suas relações com as mulheres.</p>
<h4>Saindo pela porta da frente do presídio</h4>
<p>Enquanto isto, a investigação dos outros crimes continuava, e provas se avolumavam.</p>
<p>Na preparação para o julgamento do caso Caryn, Ted ficou insatisfeito com seu advogado. Ele resolveu defender a si mesmo (atitude permitida nos EUA). Ele tinha autorização para ir à biblioteca da prisão, estudar para a sua defesa. Mas Ted tinha outros planos&#8230; Em junho, ele pulou por uma janela aberta da biblioteca. Machucou-se, mas estava livre.</p>
<p>Cerca de 150 homens saíram à sua caça, mas não conseguiram achá-lo. Nesta época, Ted Bundy sentia-se invencível. &#8220;Nada saía errado. Se algo saía, a próxima coisa que acontecia era tão boa que compensava. Era até mesmo melhor.&#8221; – disse ele posteriormente.</p>
<p>Bundy roubava alimentos, dormia em vários locais diferentes. Quando conseguiu roubar um carro para sair da cidade, foi pego.</p>
<p>Agora, quando ia à biblioteca da prisão, era algemado e com ferros nos pés. Mas ele não desistiu. Escapou de sua cela, pelo teto, e parou na sala de um guarda. Depois, saiu pela porta da frente do presídio. Quando perceberam seu desaparecimento, ele já estava a caminho de outro Estado, onde se alojou usando um nome falso. Passava os dias no campus de uma faculdade, onde assistia a algumas aulas, ou ficava em casa vendo televisão &#8211; roubada, é claro, assim como tudo o mais do apartamento.</p>
<h4>Curando a abstinência de matar</h4>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230885054854448962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" title="vítima de Ted Bundy" src="http://bp2.blogger.com/_6dfzHZrDGjM/SJfWPjN_x0I/AAAAAAAAArU/5dPPUoi390o/s200/Ted_Bundy_vitima_Kimberly_Leach.jpg" border="0" alt="vítima de Ted Bundy" /><br />
Em janeiro de 78, Ted Bundy entrou em um alojamento feminino de estudantes (o Chi Omega). Ted agiu desesperadamente, freneticamente, como quem precisasse saciar uma longa abstinência de violência, sexo e sangue. As garotas foram atacadas enquanto dormiam. Duas morreram. Em uma, o mamilo quase foi arrancado por uma mordida, além de ter sofrido invasão sexual com uma lata de spray para cabelo. Em outra, o cérebro ficou exposto, resultado das pancadas que recebeu na cabeça. Duas outras ficaram paraplégicas. Ted Bundy teve que fugir porque uma, além de ter visto seu rosto, conseguiu reagir.</p>
<p>A poucas centenas de metros dali, Ted atacou outra mulher, no apartamento dela. Os gritos acordaram os vizinhos e a polícia chegou logo, e a encontrou viva. Haviam poucas provas deixadas esta noite: fios de cabelo em uma máscara, a marca de uma mordida nas nádegas de uma vítima&#8230;</p>
<p>Kimberly Leach, finalmente, foi a última vítima conhecida de Ted Bundy. Ela tinha 12 anos, e o caso aconteceu em fevereiro de 78. Seu corpo só foi achado semanas depois.</p>
<h4>Sob a luz dos holofotes, até o final</h4>
<p>Nesse mês de fevereiro ainda, um policial suspeitou de um Fusca desconhecido na região que patrulhava. Ted tentou fugir, mas parou e, quando ia ser algemado, iniciou luta com o guarda. O guarda venceu.</p>
<p>Ted seria levado a julgamento pelos crimes no Chi Omega e pelo assassinato de Kimberly. Agora ele já era um <em><strong>serial killer</strong></em> notório. Novamente, assumiu sua defesa e negava os fatos.</p>
<p>O julgamento do Chi atraiu bastante a imprensa. A testemunha ocular do Chi complicou Ted. Mas a prova mais contundente foi a análise da mordida &#8211; a marca dos dentes na nádega batia exatamente com a dentição de Ted. Sem expressar emoção, Ted Bundy escutou o veredito: culpado.</p>
<p>Mas a pena seria decidida em outro julgamento, ainda. A mãe de Ted chorou e pediu por sua vida. Ted culpou a mídia por sua condenação e disse que seria um absurdo pedir perdão por algo que ele não fez. Nada adiantou. Ted foi duplamente condenado à morte, na cadeira elétrica.</p>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230888958048571922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" title="julgamento de Ted Bundy" src="http://bp2.blogger.com/_6dfzHZrDGjM/SJfZyvv_khI/AAAAAAAAArc/tufR2ubbQF8/s200/Ted_Bundy_julgamento.bmp" border="0" alt="julgamento de Ted Bundy" />Foram estes julgamentos que ajudaram a tornar Ted tanto um &#8220;monstro&#8221;, para a maioria das pessoas, quanto um ídolo para algumas – ele era bonito, bem articulado.</p>
<p>Mas ainda havia o julgamento do caso Kimberly. Desta vez, ele aceitou advogados, que resolveram tentar a alegação de insanidade mental. Ted estava aparentemente nervoso e discutiu com uma testemunha. A prova mais contundente foi o encontro de fibras da roupa da garota no veículo que Ted estaria usando na época. O julgamento durou um mês! Culpado, mais uma vez.</p>
<p>No dia da deliberação do veredito, exatamente dois anos após a morte de Kimberly, ele e Carole Ann Boone, testemunha de defesa, trocaram votos de casamento e, segundo as leis do locais, se isto fosse feito em ambiente legal o casamento seria considerado válido. Isto pegou a todos de surpresa. Mas não mudou em nada a pena. Ted foi condenado à morte, mais uma vez.</p>
<p>Já com outros advogados, tentou apelação, que foi negada. A morte estava marcada para março de 1986. Enquanto outra apelação corria, a data da execução foi remarcada, para janeiro de 89. Nesse ínterim, Ted ainda ajudou a polícia a pensar no caso do &#8220;Green River killer&#8221; &#8211; segundo Robert Keppel, o detetive que conversava com Ted, Bundy aparentava ciúmes ou inveja deste outro assassino.</p>
<p>Ted resolveu contar alguns detalhes de seus crimes. Disse que guardou a cabeça de algumas vítimas como troféu. Também falou de necrofilia. Este policial estima que Ted pode ter feito mais de cem vítimas, algumas antes da primeira conhecida.</p>
<p>Ted tentou, no fim, negociar um prazo de mais alguns anos de vida em troca de mais algumas confissões, sem sucesso.</p>
<p>Após o anúncio de sua morte, o público de fora da prisão ovacionou e foguetes estouraram no céu.</p>
<p>Seu corpo foi cremado.</p>
<h4>Conselhos para a sociedade, por Ted Bundy</h4>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230893874527135954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" title="Ted Bundy, serial killer" src="http://bp0.blogger.com/_6dfzHZrDGjM/SJfeQ7D06NI/AAAAAAAAArk/fvuTTJpN9xc/s200/Ted_Bundy_fotos.jpg" border="0" alt="Ted Bundy, serial killer" />Ted foi bastante pesquisado, entrevistado, e foi objeto de vários livros.</p>
<p>Falando a Stephen Michaud sobre o homicídio sexual, disse, em terceira pessoa: &#8220;O encontro sexual inicial pode ser um mais-ou-menos voluntário que não gratifica inteiramente o espectro de desejos que ele queria. E então, seu desejo sexual cresce&#8230; este outro precisa possuí-la totalmente. Enquanto ela repousa lá, algo entre o sono e o coma, ele a estrungula até a morte.&#8221;.</p>
<p>Segundo Ted, esta posse sobre a vítima era fundamental, &#8220;como alguém possui uma planta em um vaso, uma pintura ou um Porsche&#8221;.</p>
<p>Pouco antes de sua execução, ele admitiu a detetives que tinha alguns comportamentos necrofílicos: visitava os corpos abandonados de algumas vítimas, e uma foi encontrada com xampu no cabelo, aplicado após sua morte. Outra, com maquiagem. &#8220;Se você tiver tempo, elas podem ser quem você quiser que elas sejam.&#8221;</p>
<p>Bundy também fotografou algumas vítimas e guardou pedaços de seus crânios em seu apartamento. Ted disse que chegou a ter 4 ou 5 cabeças guardadas em casa. &#8220;Quando você trabalha duro para fazer algo corretamente, você não quer esquecer isto.&#8221;</p>
<p>Ted disse a Robert Keppell que, no começo, ficava apavorado logo após os crimes. &#8220;Acordar de manhã e tomar consciência do que eu fiz, com a mente clara, com toda a essência da minha moral e com os sentimentos éticos intactos, absolutamente me horrorizava.&#8221; Mas pouco depois ele já se sentia bem. Disse que o álcool o ajudava a cometer os crimes, mas não que estivesse tão embriagado a ponto de não saber o que estava fazendo. O álcool o ajudava a &#8220;atravessar a fronteira&#8221;. Ted também usava maconha com o mesmo intuito.</p>
<p>Keppell faz uma análise interessantíssima da personalidade de Bundy. Segundo ele, eram &#8220;quatro diferentes pessoas&#8221; em ação – mas ele esclarece: nada a ver com múltiplas personalidades que se alternam, e sim, aspectos diferentes coabitando em uma única mente, simultaneamente. Uma, grandiosa, orgulhosa, que queria negociar sua vida com advogados e governadores. A segunda, numa extremidade oposta, um rapaz bastante derrotado, desprezível. A terceira, alguém terrificado e confuso com o que fez. Por fim, um psicopata, capaz de tornar-se &#8220;invisível&#8221; quando necessário, mantendo o controle de tudo à sua volta – detetives, guardas, advogados, todo o mundo. &#8220;Ele sabia onde ele estava a cada momento. Ele sabia quem ele era.&#8221;</p>
<p>Ao detetive Bill Hagmaier, Ted Bundy deu uma de suas mais famosas declarações: &#8220;Assassinato não é simplesmente um crime de luxúria ou violência. Torna-se possessão. Elas são parte de você&#8230; Você sente o último restinho de ar deixando seus corpos&#8230; Você está olhando nos olhos delas&#8230; Uma pessoa nesta situação é Deus.&#8221;.</p>
<p>A última entrevista de Ted Bundy, um dia antes de ser executado, foi cedida ao psicólogo James Dobson. Foi filmada e trechos são facilmente encontráveis na internet<sup>2</sup>.Na entrevista final Ted falou sobre o início de seus crimes, mais uma vez. &#8220;Por um par de anos, eu fiquei lutando com inibições muito fortes minhas contra comportamentos criminosos e violentos.&#8221;</p>
<p>&#8220;Não há maneira de descrever a urgência brutal de fazer aquilo, e uma vez que era satisfeita, e o nível de energia declinava, eu me tornava eu mesmo de novo. Basicamente, eu era uma pessoa normal&#8230;&#8221;</p>
<p>Nesta entrevista, ele põe parte da culpa dos seus atos sobre o consumo de pornografia &#8220;pesada&#8221;. &#8220;Eu não estou culpando a pornografia. A questão é como esse tipo de literatura contribui e ajuda a moldar e dar forma a tipos de comportamento violento. Uma vez que você fica viciado nisso &#8211; e eu vejo isso como um tipo de dependência -, você procura por coisas mais potentes, mais explícitas, mais tipos de material gráfico.&#8221;</p>
<p>Uma pequena frase dita nesta entrevista foi freqüentemente distorcida, posteriormente: &#8220;Nós somos seus filhos e maridos&#8221;. Ele referia-se ao público que consome e é influenciado pela pornografia e violência que estão na mídia, e dizia que estas pessoas não eram monstros antes disto, deste consumo, mas podem virar. A frase tem sido divulgada como &#8220;Nós, <em>serial killers</em>, somos seus filhos e seus maridos&#8230;&#8221;, como se fosse uma ameaça do tipo &#8220;eu morrerei, mas eles continuarão&#8221;. Na verdade, nesta ocasião Ted aconselha à sociedade que pense nesta questão. &#8220;A sociedade deve se proteger dela mesma.&#8221; , ele afirma, lucidamente.</p>
<p>Bundy tinha consciência de que suas palavras poderiam ser vistas apenas como uma tentativa de benefício próprio, mas completou: &#8220;através da ajuda de Deus, eu pude chegar, muito tarde, ao ponto onde eu posso sentir a dor e o sofrimento pelos quais eu sou responsável. Sim. Totalmente! (&#8230;) É difícil falar sobre o que aconteceu, porque isto revive todos aqueles terríveis sentimentos. Eu sinto a dor e o horror daquilo. (&#8230;) Eu não espero que me perdoem. Eu não estou pedindo por isto.&#8221; Muitos acreditam que estas declarações são falsas. Primeiramente, porque ao emiti-las sua face não demonstrava sofrimento algum. Além disto, alega-se que, se houvesse mesmo este profundo arrependimento, ele teria colaborado mais adequadamente com a resolução definitiva da questão de quantas e quais foram suas vítimas.</p>
<p><span style="font-size:85%;">Notas:<br />
1 &#8211; o livro de Ann Rule, intitulado &#8220;The stranger beside me&#8221; (&#8220;O estranho ao meu lado&#8221;), foi publicado em 1980 e já passou da 50a edição.<br />
2 &#8211; entrevista final de Ted Bundy (trecho; em inglês):<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="340" height="276" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jAHgJFPcOvY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="340" height="276" src="http://www.youtube.com/v/jAHgJFPcOvY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
</span></p>
<p>*</p>
<p>Veja também:<br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/ted-bundy-analise-psicologica/">análise psicológica de Ted Bundy</a>.
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>RICHARD SPECK</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/richard-speck/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 00:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[assassinos em massa]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Speck]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers]]></category>

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		<description><![CDATA[R. BENJAMIN S.; 06/12/1941 – 05/12/1991; americano Richard Speck não é um serial killer, isto é, um assassino em série. Entretanto, colocamos neste site sua história porque é bem interessante. Richard Speck matou várias futuras enfermeiras &#8211; de uma só vez. Richard Speck é um assassino em massa, um &#8220;mass murder&#8220;. Richard Speck RICHARD SPECK, <a href='http://oserialkiller.com.br/richard-speck/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">R. BENJAMIN S.; 06/12/1941 – 05/12/1991; americano</p>
<p><strong>Richard Speck</strong> não é um <em><strong>serial killer</strong></em>, isto é, um assassino em série. Entretanto, colocamos neste site sua história porque é bem interessante. Richard Speck matou várias futuras enfermeiras &#8211; de uma só vez. Richard Speck é um <strong>assassino em massa</strong>, um &#8220;<em>mass murder</em>&#8220;.</p>
<h3>Richard Speck</h3>
<h4>RICHARD SPECK, NASCIDO PARA FAZER O INFERNO CRESCER</h4>
<div id="attachment_103" class="wp-caption alignleft" style="width: 316px"><img class="size-full wp-image-103" title="Richard Speck, serial killer" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/09/richard-speck1.jpg" alt="Richard Speck, serial killer" width="306" height="306" /><p class="wp-caption-text">Richard Speck, matou 8 enfermeiras</p></div>
<p>Richard Speck nasceu no estado de Illinois, nos Estados Unidos, em 1941. Foi o sétimo de oito filhos.</p>
<p>Cresceu no meio de uma família religiosa. Sua mãe era contra cigarros, bebidas… Quando Speck tinha seis anos, seu pai, que ele gostava muito, faleceu. Sua mãe casou-se novamente e mudou-se com a família para uma cidade perto de Dallas, no Texas. O novo marido bebia muito, agredia o enteado e, de vez em quando, desaparecia.</p>
<p>Richard não tinha boas notas na escola, e começou a beber aos 12 anos. Tinha dores de cabeça freqüentes, talvez em decorrência de alguns traumatismos cranianos.</p>
<p>Na adolescência, faltava às aulas, envolveu-se com garotos mais velhos e conheceu maconha, calmantes etc.</p>
<p>Aos 19, foi fazer uma tatuagem, mas estava sem idéias e aceitou a sugestão do tatuador, escrevendo &#8220;Born to raise Hell&#8221; (&#8220;Nascido para fazer o Inferno crescer&#8221;) no braço.</p>
<p>Richard Speck logo teve passagens policiais por roubo e outros crimes. Sua família sempre resgatava-o, pagando a fiança.</p>
<p><span id="more-92"></span></p>
<p>Em 61, Richard Speck engravidou uma garota que havia conhecido há pouco tempo. Casaram-se. Apesar de ter passado por alguns empregos, Speck continuou com o álcool, com as prostitutas, e maltratava a esposa. Quando sua filha nasceu, ele estava preso. Depois de solto, manteve um comportamento sexual compulsivo com a esposa.</p>
<p>Em 65, acusado de uma tentativa de estupro e homicídio, Richard Speck alegou estar bêbado e não lembrar-se; mas, assumindo a culpa, conseguiu redução da acusação para roubo com agravantes – e ficou mais cinco meses preso. A esposa pediu o divórcio.</p>
<p>Speck tentou voltar à sua terra natal, &#8220;em busca da infância perdida&#8221;. Mas não teve sucesso nisto, especialmente após saber que sua ex-mulher já havia casado novamente. Speck foi para Chicago.</p>
<h4>O MASSACRE DE CHIGAGO</h4>
<p>Richard Speck matou oito estudantes de enfermagem, do Hospital Comunitário do Sul de Chicago, em 14 de julho de 1966. Ele tinha, então, somente 24 anos. Apenas uma moça presente sobreviveu (Cora Amurao), escondendo-se debaixo da cama. Quando ele foi embora do alojamento, ela saiu gritando na rua, às cinco da manhã: &#8220;Oh, meu Deus, estão todas mortas!&#8221;</p>
<p>Gloria Davy tinha as mãos amarradas para trás e uma tira de roupa esganava seu pescoço. No andar de cima estavam as outras sete, empapadas em sangue, algumas em modo semelhante: enforcadas, as mãos amarradas. Uma estava enforcada com sua meias-calça branca de enfermeira – além disto, tinha 18 facadas, no peito e pescoço. Outra tinha um travesseiro cobrindo parcialmente seu rosto, mas estava nua e suas pernas estavam bem abertas. Outra, o olho foi perfurado com a faca.</p>
<p>O primeiro oficial que chegou à cena não conteve a emoção, e falava pelo rádio: &#8220;Ajuda! Ajuda! Ajuda! Oh, meu Deus, eu nunca vi nada como isso aqui&#8230;&#8221;. O repórter policial que lá chegou, que já havia coberto até um acidente de avião, também se assustou e vomitou. Os policiais que chegaram em seguida fizeram o mesmo.</p>
<div id="attachment_106" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><img class="size-full wp-image-106" title="vítimas de Richard Speck" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/09/richard-speck-vitimas-2.jpg" alt="vítimas de Richard Speck" width="306" height="306" /><p class="wp-caption-text">Polícia recolhe corpos de vítimas de Richard Speck</p></div>
<p>Ao sair do alojamento das enfermeiras, Speck foi comer. Notaram, no estabelecimento, que aquele homem estava estranho, agitado.</p>
<h4>A CAÇADA AO ASSASSINO</h4>
<p>A polícia começou imediatamente uma busca na área. A sobrevivente falou que o agressor tinha sotaque sulino e fez uma descrição física simples dele. A polícia procurou em hotéis da redondeza, mas não o encontraram.</p>
<p>Por volta de 10h30 daquele dia ainda, Richard Speck chegou a um bar. Limpo. E começou a conversar com o garçom, conhecido seu. Comprou deste, de volta, um relógio que tinha lhe vendido. E pediu que ele guardasse uma faca que trazia – não era a usada no crime. E começou a falar alto uma história sobre ter ido ao Vietnã, e sobre quantas pessoas matou lá com essa faca. Um freguês comprou a faca e os dois foram para outro bar. Lá ouviram falar da sobrevivente, e Speck comentou: &#8220;Deve ter sido algum filho-da-puta sujo que fez isso!&#8221;.</p>
<p>Com outro companheiro, Speck foi para outro bar&#8230; Disse a este que tinha passado a noite com uma prostituta que achou-lhe tão bom na cama que não cobrou pelo programa.</p>
<p>Um policial conseguiu falar com Richard Speck por telefone, disse-lhe que era da agência de empregos, que um serviço em tal lugar era oferecido. Speck desconfiou, pois o serviço neste local já havia terminado. Não foi à agência. Foi para o hotel.</p>
<p>Policiais apareceram no hotel, ele percebeu e se escondeu. Os policiais foram embora.  Ele pegou um táxi para o norte da cidade e se hospedou em outro hotel, usando nome falso. No fim do dia, buscou uma prostituta e subiu para o quarto. Na saída, ela disse ao atendente que o hóspede tinha uma arma.</p>
<p>A polícia foi chamada para averiguar, na manhã seguinte. Policiais foram ao seu quarto e viram seus documentos verdadeiros – mas os agentes que lá foram não sabiam que Richard Speck era o homem a ser achado. Apenas pegaram sua arma, então, e foram embora.</p>
<p>Speck estava na rua e começou a peregrinar novamente pelos bares. Fez novos conhecidos, e resolveu pegar suas coisas no hotel, indo para outra hospedagem. Os agentes que o procuravam chegaram cerca de quinze minutos após sua saída&#8230;</p>
<p>O assassino deixou seus pertences noutro hotel e saiu com os novos amigos para beber mais.</p>
<p>Cinco dias depois do crime, confirmou-se que a digital encontrada na cena era de Speck. Um agente chamou a imprensa e anunciou o nome do criminoso. Na rua, Speck viu sua foto nos jornais e voltou para o hotel. E então, cortou o pulso.</p>
<p>Enquanto sangrava, arrependeu-se. Um dos amigos de bar o encontrou. Como tinha visto a foto dele no jornal, ligou para a polícia e contou onde Speck estava. Mas nenhum policial compareceu ao hotel.</p>
<p>Speck foi parar em um hospital, de táxi.</p>
<p>Um médico residente achou o rosto familiar. Procurou pela tatuagem, descrita pela polícia. Speck pediu por água. O residente pegou-lhe pelo pescoço e perguntou: &#8220;Você deu água pras enfermeiras?&#8221;. E chamou um policial do hospital.</p>
<h4>O JULGAMENTO DE RICHARD SPECK</h4>
<div id="attachment_107" class="wp-caption alignleft" style="width: 166px"><img class="size-full wp-image-107" title="julgamento de Richard Speck" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/09/richard-speck-61.jpg" alt="julgamento de Richard Speck" width="156" height="406" /><p class="wp-caption-text">julgamento de Richard Speck</p></div>
<p>Richard Speck já era considerado suspeito de alguns crimes ocorridos pouco anteriormente do massacre das enfermeiras. O fato mais significativo ocorreu em 13 de abril daquele ano, quando uma garçonete foi encontrada morta, com um corte na barriga. Speck foi interrogado, mas se fingiu de doente e prometeu dar mais esclarecimentos depois – e não apareceu mais.</p>
<p>Poucos dias antes, em 2 de abril, havia estuprado uma senhora e a roubado.</p>
<p>Mesmo com todas as evidências, Speck tentou negar a chacina das enfermeiras. Na entrevista com um psiquiatra, disse várias vezes, em tom jocoso, que, se falavam que foi ele, deveria ter sido então&#8230;</p>
<p>No julgamento, Richard Speck alegou que no dia do crime estava bêbado e planejava apenas roubar. Mas a verdade é que estuprou e torturou as vítimas por horas. Disse que não se lembrava do crime, mas, segundo o médico que o atendeu quando cortou o pulso, Speck havia lhe confessado o crime – porém, Speck estava sob efeito de medicamentos no momento desta confissão.</p>
<p>Mesmo negando o crime, Speck foi condenado à pena de morte, na cadeira elétrica. Porém, em 1972 mudaram-se as leis estaduais, e sua pena foi transformada em prisão perpétua (na verdade, prisão de 400 a 1200 anos!). Todos os seus pedidos de condicional foram negados.</p>
<h4>NA PRISÃO</h4>
<div id="attachment_108" class="wp-caption alignright" style="width: 216px"><img class="size-full wp-image-108" title="Quadro de Richard Speck" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/09/richard-speck-pintura.jpg" alt="Quadro de Richard Speck" width="206" height="156" /><p class="wp-caption-text">Quadro de Richard Speck</p></div>
<p>Richard Speck pintava a cela, fazia quadros, colecionava selos, escutava música… Foi pego com drogas várias vezes. As punições não o assustavam: &#8220;Como poderei ter problemas? Estarei aqui pelos próximos 1200 anos!&#8221;</p>
<p>Em um filme feito dentro da cadeia entre os presos, em 88, que veio à tona alguns anos após sua morte, Speck aparece confessando o massacre e fazendo brincadeiras sobre ele. No vídeo, havia cenas de sexo, de uso de drogas (Specker usando cocaína) etc. Ele fala: &#8220;Se soubessem o quanto estou me divertindo, me colocariam pra fora.&#8221; Perguntado sobre os sentimentos que tinha, atualmente, sobre seus crimes, diz: &#8220;Como sempre me sinto. Não tenho sentimentos.&#8221; Sobre estrangulamentos: &#8220;Não é como na TV… Leva mais de três minutos e você precisa ter muita força.&#8221; Parecia estar usando hormônios femininos, por causa dos seios crescidos. Talvez possa ter sido obrigado a isto.</p>
<p>Speck morreu de infarto. Na necropsia, em seu cérebro foram vistas alterações grosseiras no hipocampo e na amígdala.</p>
<p>A família não quis o corpo. Richard Speck foi cremado.</p>
<p>* </p>
<p>Veja mais:<br />
- <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/2009/09/richard-speck-fotos/">fotos de Richard Speck</a>.</div>
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		<title>RICHARD RAMIREZ</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 22:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Ramirez]]></category>
		<category><![CDATA[satanismo]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[RICARDO LEVYA MUNÕZ R.; nascido em 29/02/1960. A história de Richard Ramirez Nascido no Texas, no último dia de fevereiro de um ano bissexto, Richard Ramirez era o caçula de 5 irmãos. Era quieto; seus pais, pobres trabalhadores, imigrantes vindos do México. O pai às vezes batia nos filhos, especialmente porque cometiam pequenos delitos. Richard <a href='http://oserialkiller.com.br/richard-ramirez/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-18" title="Richard Ramirez" src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/09/richard-ramirez.jpg" alt="Richard Ramirez, serial killer" width="187" height="288" />RICARDO LEVYA MUNÕZ R.; nascido em 29/02/1960.</p>
<h3>A história de Richard Ramirez</h3>
<p>Nascido no Texas, no último dia de fevereiro de um ano bissexto, <strong>Richard Ramirez</strong> era o caçula de 5 irmãos. Era quieto; seus pais, pobres trabalhadores, imigrantes vindos do México. O pai às vezes batia nos filhos, especialmente porque cometiam pequenos delitos. Richard tinha medo dele e às vezes ficava fora de casa, ia passear no cemitério, ocasionalmente passava a noite lá. Mas também é contado que, apesar disto, formavam uma família relativamente unida, e Richard Ramirez era amado.  A mãe era católica e tentava educar os filhos nesta religião.</p>
<p>Ainda criança, Richard Ramirez começou a ter crises convulsivas, mas que posteriormente cessaram. </p>
<p>Por uma época, Richard Ramirez teve bom desempenho escolar. Depois, passou a não ir muito à escola – preferia jogar em fliperamas.</p>
<p><span id="more-211"></span></p>
<p>Richard Ramirez iniciou cedo o uso de maconha e os furtos, sendo capturado algumas vezes.</p>
<p>Tinha um primo, &#8220;Mike&#8221; (Miguel Valles), que voltou da Guerra do Vietnã, e mostrava-lhe fotos dele mesmo torturando inimigos, ou de mulheres que estuprou, ou mesmo de pessoas que matou, dizendo que isso o fazia como um Deus. Mike também ensinava Richard Ramirez a caçar. </p>
<p>Um dia a esposa de Mike começou a reclamar dele, que ele deveria arrumar um emprego etc. Mike pegou sua arma e deu um tiro nela, no rosto, e ela morreu. Richard Ramirez tinha 13 anos nesta época e disse, depois, que provou o sangue dela, e que sentiu uma conexão quase mística com esse crime. Já Mike teria se matado algum tempo depois.</p>
<p>A mãe de Richard Ramirez o colocou no catecismo. Depois das aulas, ele ia pesquisar sobre o Diabo. Desenhava o pentagrama no corpo.</p>
<p>Aos 18 anos, Ramirez foi para a Califórnia, com seus dentes podres – diz-se que deixou apodrecerem por provocação.</p>
<p>Lá, começou a roubar coisas maiores, foi preso duas vezes por roubo de carros, outras vezes por posse de maconha. Também usava cocaína e bebia com freqüência.</p>
<p>O álbum &#8220;Highway to Hell&#8221;, da banda de rock australiana AC/DC, era o seu favorito. A música &#8220;Night Prowler&#8221; fala de um invasor noturno, que fica na sombra.</p>
<h3>Richard Ramirez, <em>serial killer</em></h3>
<p>Los Angeles. 28 de junho de 1984. Jennie Wincow, 79 anos. Estuprada, espancada, assassinada, quase degolada. O bandido roubou alguns objetos.</p>
<p>A imprensa o apelidou de <strong>&#8220;The Night Stalker&#8221;</strong>  &#8211; algo como &#8220;O caçador noturno&#8221; ou &#8220;O molestador noturno&#8221;&#8230; (às vezes o chamavam também de &#8220;Midnight Stalker&#8221;)</p>
<p>(San Francisco. 20 de março. Duas irmãs, de 70 e 50 anos, assassinadas, com facadas. Pode ter sido um crime dele.)</p>
<p>17 de março de 1985. Maria Hernandez estaciona seu carro na garagem. Richard Ramirez sai de trás de uma pilastra, todo vestido em preto, armado, e atira. Ela cai. Ele segue em direção ao condomínio dela. Mas a bala havia batido nas chaves que ela tinha nas mãos, e não causou-lhe mais que uma pequena lesão. Contudo, o tiro dado à queima-roupa na cabeça de Dayle Okasaki, 33 anos, poucos segundos depois, foi fatal. Na mesma noite, em outro local, atirou várias vezes na chinesa Tsai-Lian Yu, de 30 anos, que foi encontrada ainda viva, mas morreu pouco depois.</p>
<p>20 de março. O <strong><em>serial killer</em></strong> Richard Ramirez, &#8220;The Night Stalker&#8221;, mata uma criança de 8 anos.</p>
<p>27 de março. O casal Zazzara tem sua casa invadida, enquanto dormem. São assassinados. Ele, rapidamente, com tiro. Ela foi mais agredida, após a morte. Seus olhos foram arrancados. No seio esquerdo, um &#8220;T&#8221; feito à faca. E muito mais lesões no rosto, pescoço, barriga, região genital. Ele, 64 anos, tinha uma pizzaria. Ela, 44, era advogada. Objetos foram levados da casa.</p>
<p>14 de maio. A casa de um mais um casal, de idosos, é invadida. O senhor e a senhora Wu foram mortos. Ele, com tiro na cabeça (não morreu na hora, só depois). Ela apanhou. O invasor pediu dinheiro. Depois estuprou a mulher de 63 anos. E foi embora.</p>
<p>O <em>serial killer</em> estava frenético.</p>
<p>29 de maio. A casa de uma senhora de 83 anos, que cuida da sua irmã de 80 anos, inválida, é invadida. Um martelo faz o trabalho assassino. Na coxa de uma, um pentagrama desenhado com um batom. Richard Ramirez tentou estuprar a mais velha. Ela morreu. A &#8220;mais nova&#8221; foi encontrada ainda viva.</p>
<p>30 de maio. Richard Ramirez entrou na casa de Ruth Wilson, de 41 anos. Pegou seu filho de 12 anos como refém e pediu dinheiro. Ela entregou-lhe uma jóia de valor – um colar de ouro e diamantes. Então ele trancou o garoto, imobilizou a mulher e a estuprou e sodomizou. Não a matou. Até mesmo afrouxou as amarras no punho dela, ao ver que estavam muito apertadas, e a cobriu com uma peça de roupa antes de liberar seu filho do closet e deixar os dois amarrados juntos, antes de partir.</p>
<p>27 de junho. Richard Ramirez estuprou uma garota de seis anos. </p>
<p>Nas semanas seguintes, várias pessoas foram atacadas. Muitas, idosas. Com uma, tentou o estupro e a sodomia, mas não teve ereção. Ficou nervoso, gritou, mas a deixou viva.</p>
<p>Em agosto, Richard Ramirez deixou escrito, com batom, &#8220;Kack The Knife&#8221;, em uma casa (além de ter desenhado o pentagrama). Descobriu-se posteriormente que a expressão veio de uma música, &#8220;The Ripper&#8221;, da banda de heavy-metal Judas Priest. A mulher, apesar do tiro na cabeça, sobreviveu, inválida. Seu marido, curiosamente chamado &#8220;Peter Pan&#8221;, morreu.</p>
<p>As descrições dos sobreviventes destes ataques eram semelhantes: um homem hispânico, alto, cabelo um pouco grande, vestido de preto.</p>
<p>Um homem, dono de hotel, foi à polícia dizendo que conhecia alguém que correspondia às descrições, um hóspede. No último quarto em que ele ficou, havia um pentagrama desenhado.</p>
<p>Enquanto isto, o <em>serial killer</em> Richard Ramirez continuava a agir. Em um ataque, em 24 de agosto, estuprou duas vezes a mulher, e ordenou que ela jurasse que amava Satã, várias vezes. Depois, ainda a forçou a fazer sexo oral nele, coisa que ele vinha repetindo nos últimos ataques. Foi embora e não atirou nela, ao contrário do que fez com seu noivo. A placa do carro em que ele fugiu foi anotada. A polícia descobriu ser roubado, o localizou e passou a observar. Mas o assassino não voltou a utilizá-lo. Porém, uma boa impressão digital foi encontrada no carro. Descobriu-se que pertencia a Ricardo &#8220;Richard&#8221; Ramirez. Sua foto foi publicada em jornais.</p>
<h3>Richard Ramirez é pego</h3>
<p>Finalmente Ramirez foi capturado, no final do mês. Tentando roubar um carro, o dono entrou em luta com ele. Ele tentou roubar outro, na mesma vizinhança e, na confusão armada, vizinhos aparecendo, ele foi reconhecido e a polícia foi chamada. Ramirez tenta fugir, correndo, mas os homens saem atrás dele. Nisso, ele pára. Eles também param, perto dele. Richard Ramirez mostra a língua para eles. E sai correndo novamente&#8230;</p>
<p>No quarteirão seguinte, enfim eles o pegam. Pouco depois, a polícia chega.</p>
<p>Richard Ramirez foi acusado, inicialmente, de 15 mortes. Além de tantos outros crimes.</p>
<p>Muitos advogados públicos recusaram o caso. Sua família contrata dois para o defender.  Logo no começo da preparação para o julgamento, em 87, ele levanta sua mão em uma audiência e solta um &#8220;Hail, Satã!&#8221;</p>
<p>Muitas mulheres compareciam e queriam vê-lo, achando-o bonito. Muitas outras diziam acreditar na sua inocência. Os advogados faziam inúmeras manobras legais para adiar o julgamento. Enquanto isso, Ramirez ficava tamborilando na mesa e balançando a cabeça, como se ouvisse seus rocks, ainda preferindo vestir-se de preto.</p>
<p>O juiz resolveu finalmente começar o julgamento, em julho de 88, apesar dos apelos dos advogados. A previsão era de que o julgamento pudesse durar mais de um ano! Para achar 12 jurados aptos a isto, centenas de pessoas tiveram que ser entrevistadas, e isto levou mais um bom tempo. Enquanto isto, Richard Ramirez passou a usar óculos escuros. Seu cabelo estava maior.</p>
<h3>Julgamento de Richard Ramirez</h3>
<p>1989. Janeiro. Finalmente a acusação começa. Isso dura meses. Descobre-se que Ramirez, na época dos crimes, talvez estivesse tentando ficar mais bonito: esteve fazendo tratamento dentário. Garotas de preto apareciam todos os dias na corte.</p>
<p>Os jurados levaram dois meses deliberando. Neste tempo, uma das fãs de Richard Ramirez foi assassinada – pelo namorado, que suicidou em seguida. Quando foi anunciar-se a decisão, Ramirez saiu de sua cela, fez o tradicional gesto com os dedos indicador e mínimo e disse: &#8220;Mal!&#8221;. E disse não ter medo da morte. &#8220;Estarei no Inferno. Com Satã!&#8221;. E, realmente, a pena foi esta, anunciada em novembro &#8211; 19 condenações à morte, na realidade.</p>
<p>Richard Ramirez disse à corte: &#8220;Vocês não me entendem. E não espero que entendam. Vocês não são capazes disto. Estou além das experiências de vocês. Estou além do bem e do mal.&#8221;.</p>
<p>&#8220;Legiões da noite, espécies da noite, não repitam os erros do invasor da noite e não tenham misericórdia. Eu serei vingado. Lúcifer esteja com vocês.&#8221; </p>
<p>E disse aos repórteres: &#8220;Encontro vocês na Disneylândia!&#8221;.</p>
<p>Ao chegar na prisão de San Quentin, perguntou onde estavam as mulheres. Avistou uma, fez o sinal com a mão. Ela o chamou de &#8220;Assassino!&#8221;. Ele sorriu&#8230;</p>
<p>Richard Ramirez ainda está vivo.</p>
<h3>Richard Ramirez hoje<br />
<h3>
<p>Uma editora de uma revista, Doreen Lioy, começou a trocar cartas com ele, e em 1996 casaram-se. Ela afirma que ele é uma pessoa encantadora, maravilhosa, e diz que irá suicidar-se quando ele for executado.</p>
<p>Richard Ramirez concedeu entrevistas, e mais de 100 horas delas, concedidas a Philip Carlo, deram origem a um livro sobre ele, &#8220;The Night Stalker&#8221;. O assassino afirmou: &#8220;Nós todos temos em nossas mãos o poder para matar, mas a maioria das pessoas têm medo de usá-lo. Os que não têm, controlam a vida.&#8221;.</p>
<h3>Filme sobre Richard Ramirez</h3>
<p>Em 2011, começou a ser produzido um filme sobre Richard Ramirez, chamado, em inglês &#8220;The Night Stalker&#8221;. Quando dispusermos de mais informações sobre este filme, as colocaremos no site.</p>
<p>*</p>
<p>Mais:<br />
* vem aí: <a href="http://oserialkiller.com.br/the-night-stalker-filme-richard-ramirez/" rel="noindex,nofollow" target="_blank">filme sobre Richard Ramirez: &#8220;The Night Stalker&#8221;</a><br />
* outro <em>serial killer</em> &#8220;galã&#8221;: <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/ted-bundy/">Ted Bundy</a>.
</div>
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		<title>KARLA HOMOLKA E PAUL BERNARDO</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 20:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Karla Homolka]]></category>
		<category><![CDATA[casais serial killers]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Bernardo]]></category>

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		<description><![CDATA[Paul Bernardo, estuprador De 1987 a 1990, vários casos de estupro foram registrados em um bairro residencial de Toronto, Canadá. As vítimas eram garotas entre 15 e 21 anos, geralmente atacadas após descerem do ônibus, à noite. O agressor, portando uma faca, as obrigava à prática de sexo anal e a chuparem o seu pênis. <a href='http://oserialkiller.com.br/karla-homolka-e-paul-bernardo/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://oserialkiller.com.br/karla-homolka-e-paul-bernardo/#more-801" rel="noindex,nofollow"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2008/07/karla-homolka-paul-bernardo-historia.jpg" alt="A história de Karla Homolka e Paul Bernardo" title="A história de Karla Homolka e Paul Bernardo" width="528" height="257" class="aligncenter size-full wp-image-709" /></a></p>
<h3>Paul Bernardo, estuprador</h3>
<p>De 1987 a 1990, vários casos de estupro foram registrados em um bairro residencial de Toronto, Canadá. As vítimas eram garotas entre 15 e 21 anos, geralmente atacadas após descerem do ônibus, à noite. O agressor, portando uma faca, as obrigava à prática de sexo anal e a chuparem o seu pênis. Além disso, com o rosto no chão, tinham que falar que o amavam e que eram &#8220;putas&#8221;, &#8220;vadias&#8221;.</p>
<p>Na verdade, houve uma escalada de violência: nas primeiras investidas, nem mesmo penetração peniana houve. Nos últimos ataques é que o agressor se tornara mais violento.</p>
<p>O uso de força física excessiva demonstrava, para os investigadores, que ele sentia ódio das mulheres. Postularam também que teria uma estrutura de personalidade paranóica, culpando o mundo (especialmente o sexo feminino) por seus fracassos.</p>
<p>Enquanto tais perfis eram feitos, Jennifer Galliganm foi à polícia denunciar seu ex-namorado, <strong>Paul Bernardo</strong>, por ameaças, violência, estupro. O caso não foi aprofundado.</p>
<p><span id="more-801"></span></p>
<p>Paul Bernardo nasceu em 1964. Sua mãe, ainda casada, teve um caso com um ex-namorado. Paul era filho desta relação extra-conjugal, mas foi registrado como filho legítimo. O pequeno Paul Bernardo não sabia disto.</p>
<p>Seu &#8220;pai&#8221; (o marido de sua mãe) era violento. O &#8220;pai&#8221; de Paul chegou a abusar de uma filha, adolescente. A mãe, bastante deprimida com a situação em que vivia, engordou bastante e passou a ficar a maior parte do tempo isolada do mundo, no porão de sua casa.</p>
<p>Paul, entretanto, era um adolescente bem sociável, participava de atividades de escoteiro, era estudioso, até que, aos 16 anos, após uma briga com a mãe, esta lhe contou sobre o seu verdadeiro pai.</p>
<p>Paul Bernardo desenvolveu, então, uma relação de agressividade verbal e física com suas futuras namoradas.</p>
<p>Entretanto, manteve uma vida social regular, com bom desempenho escolar e trabalhando como contador.</p>
<div id="attachment_747" class="wp-caption alignright" style="width: 166px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/paul-bernardo-karla-homolka.jpg" alt="Karla Homolka e Paul Bernardo" title="Karla Homolka e Paul Bernardo" width="156" height="206" class="size-full wp-image-747" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka e Paul Bernardo</p></div>
<h3>Paul Bernardo conhece Karla Homolka</h3>
<p>Em 1987, Paul Bernardo conheceu <strong>Karla Homolka</strong>. Ele tinha 23 anos; ela, 17. Ele a cobria de presentes e ela logo estava muito apaixonada por ele.</p>
<p>Karla nasceu em 1970 e teve duas irmãs. Até então, levava uma vida normal de adolescente. Entretanto, seus conhecidos notaram que, antes de Paul, Karla Homolka era uma garota &#8220;com personalidade&#8221;, mas, depois, seu mundo começou a girar em torno de Paul Bernardo, mesmo com ele morando em outra cidade.</p>
<p>Apenas em 1990 o retrato falado do estuprador foi publicado (e foi oferecida uma grande recompensa), e algumas pessoas foram à polícia dizer que ele se parecia com alguém que conheciam: Paul Bernardo. Entretanto, outras pessoas também foram indicadas como parecidas ao retrato: haviam nada menos que 230 suspeitos!</p>
<p>Porém, destas duas centenas de pessoas, apenas 5 tinham o tipo sanguíneo que combinava com o material encontrado nas vítimas. Uma destas pessoas era Paul Bernardo.</p>
<p>O estuprador parou de agir e o caso foi deixado de lado.</p>
<p>Paul Bernardo, que já era noivo de Karla Homolka, havia ido morar na casa desta, mudando-se de cidade.</p>
<p><div id="attachment_740" class="wp-caption alignleft" style="width: 236px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-amordacada-nua-226x300.jpg" alt="Karla Homolka amordaçada" title="Karla Homolka amordaçada" width="226" height="300" class="size-medium wp-image-740" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka amordaçada</p></div>Karla idolatrava Paul e participava de suas brincadeiras sexuais sádicas, e até incentivava-as, porque queira agradá-lo.</p>
<h3>Perversões sexuais de Paul Bernardo</h3>
<p>Karla idolatrava Paul, que era obcecado na irmã mais nova de Karla, Tammy. Paul insistiu com Karla que queria a virgindade de Tammy, como compensação por Karla não ser virgem quando a conheceu.</p>
<p>Karla trabalhava em uma clínica veterinária, e lá furtou um anestésico. No dia 23 de dezembro de 1990, no jantar de Natal da família, o casal colocou os sedativos na bebida de Tammy. Quando os pais de Karla foram dormir, o casal atacou Tammy, que já estava desmaiada &#8211; mesmo assim, Karla jogou mais anestésico em um pano e com este tapou o nariz da irmã. A ação foi filmada. Paul não apenas quis tirar a virgindade de Tammy como fez sexo anal com a garota, que tinha apenas 15 anos. Além disto, fez Karla acariciar a irmã.</p>
<h3>Matam a irmã de Karla, acidentalmente</h3>
<p>Mas algo saiu errado. Tammy começou a vomitar e logo teve uma parada cardíaca. O casal chamou uma ambulância. Tarde demais, Tammy estava morta.</p>
<p>Para todos pareceu uma morte acidental.</p>
<p>Porém, Paul Bernardo estava revoltado: havia perdido sua virgem. Karla deveria repor o prejuízo. Foi o que ela tentou fazer: filmaram-se transando no quarto de Tammy, entre suas bonecas, Karla fingindo que era Tammy.</p>
<p>Não foi o suficiente para acalmar Paul Bernardo. Karla Homolka teve uma idéia: convidou uma amiga à casa que o casal havia recentemente alugado, e lá a embebedou e drogou. Então chamou Paul e lhe mostrou a surpresa. Paul fez com a garota o mesmo que fez com Tammy: filmou, transou, fez sexo anal, fez Karla ter relações com ela.</p>
<p>A garota acordou no dia seguinte passando mal e sem entender as dores que sentia&#8230;</p>
<h3>Um casal de assassinos</h3>
<p>14 de junho de 1991. Leslie Mahaffy, de 14 anos, foi a uma festa e não voltou. Seus pais acharam que tinha fugido de casa, como já tinha feito antes. Seu corpo foi encontrado 15 dias depois – ou melhor: uma parte de seu corpo, saindo de um bloco de cimento em uma represa que estava sendo esvaziada. Os outros pedaços logo foram encontrados, em outros blocos. O corpo havia sido desmembrado com uma serra.</p>
<p>No mesmo dia em que o corpo foi achado, Karla e Paul se casavam, em uma cerimônia muito pomposa. Nos seus votos, Karla jurou &#8220;amor e obediência&#8221; a Paul Bernardo.</p>
<p>Paul agora já não tinha um trabalho comum, havia virado contrabandista de cigarros, dos Estados Unidos para o Canadá.</p>
<p>E não queria parar com suas &#8220;brincadeiras&#8221; sexuais&#8230;</p>
<p>Leslie foi abordada por Paul enquanto ela voltava para casa. Com uma faca, ele a obrigou a entrar em seu carro. Levou-a para sua casa. Karla dormia, e quando acordou teve que participar dos jogos sádicos de Paul. Porém, desta vez não foi usado nenhum sedativo, e a menina gritava de dor enquanto Paul penetrava seu ânus e Karla filmava tudo. Karla também participou ativamente, como quando enfiou uma garrafa de vinho na vagina de Leslie.</p>
<p>Leslie foi morta enforcada com fios e teve seu corpo dividido com uma serra. Karla contaria, depois, que apanhou de Paul após jogarem os blocos no lago, por não ter usado luvas, o que poderia deixar digitais no cimento.</p>
<p>Em julho, uma moça denunciou que um homem a perseguia, motorizado. Anotou a placa: era de Paul Bernardo. Fato similar ocorreria em abril de 1992. Mas a  polícia estava ocupada com o caso de Leslie. </p>
<p>30 de novembro de 1991. Terri Anderson, de 14 anos, desapareceu&#8230;</p>
<p>16 de abril de 1992. Kristen French, raptada no estacionamento de uma igreja. Corpo encontrado nu, o cabelo raspado, 14 dias depois. Sem o seu relógio do Mickey Mouse&#8230;</p>
<p>Karla Homolka participou deste rapto. Com um mapa, pediu ajuda à garota, que se aproximou do carro. Paul Bernardo a empurrou para dentro do automóvel.</p>
<p>Enquanto presa na casa dos dois, Kristen tentou entrar no jogo de Paul, pensando que assim conseguiria escapar. Pelo contrário, isto pareceu tornar Paul ainda mais agressivo. Paul chegou a urinar na garota e tentou defecar sobre ela. Ainda socava a garota, que foi obrigada a dizer várias vezes que o amava.</p>
<p>A sessão de violência durou horas e horas. Quase tudo foi filmado, menos a hora em que a garota foi assassinada, também por estrangulamento com fios.</p>
<div id="attachment_819" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/vitimas-de-karla-homolka-e-paul-bernardo.jpg" alt="vítimas de Paul Bernardo e Karla Homolka" title="fotos de vítimas de Karla Homolka" width="468" height="206" class="size-full wp-image-819" /><p class="wp-caption-text">vítimas de Paul Bernardo e Karla Homolka</p></div>
<p>Apenas em maio deste ano foi encontrado o corpo de Terri, em um lago. Hipótese para a <em>causa mortis</em>, feita pela polícia: afogamento, após embriaguez e uso de drogas – apesar de a menina não ter histórico de uso de drogas.</p>
<p>A investigação destes crimes, de alguma maneira, finalmente chega a Paul Bernardo. Policiais vão à sua casa. Ele trata bem os investigadores, que notam que o seu carro não é o mesmo descrito por uma das testemunhas do rapto de Kristen.</p>
<h3>Karla contra Paul</h3>
<p><div id="attachment_821" class="wp-caption alignright" style="width: 166px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-agredida.jpg" alt="Karla Homolka agredida por Paul Bernardo" title="Karla Homolka agredida" width="156" height="206" class="size-full wp-image-821" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka agredida por Paul Bernardo</p></div>No início de 1993, após ser bastante espancada por Paul (foi até hospitalizada), Karla pede ajuda a uma amiga. O marido da amiga é policial, e resolve dar seguimento a uma investigação paralela. A Polícia interroga Karla, que percebe que eles estão começando a ligar os fatos. E eles percebem que ela tem um relógio do Mickey&#8230;</p>
<p>Paul Bernardo é preso, acusado dos estupros e de dois homicídios. Uma busca em sua casa encontra relatos detalhados de cada estupro, além de muito material (livros e filmes) relacionado a sexo e violência – inclusive o livro &#8220;Psicopata americano&#8221;, de Bret Easton Ellis, que deu origem ao filme com mesmo nome (o personagem tem ações bem parecidas com as de Paul). Também encontraram um vídeo onde Karla faz sexo com duas mulheres. E uma fita de rap gravada por Paul, chamada &#8220;Inocência mortal&#8221;, cantando sobre crimes sexuais.</p>
<p>Sabendo que o casal filmou os crimes, a polícia praticamente destruiu sua casa deles busca das fitas, mas não as encontrou.</p>
<p>O advogado de Karla conseguiu um acordo, em troca de sua colaboração: doze anos de prisão, no máximo, pela cumplicidade nos homicídios, estando apta para a condicional em três anos. Cumpriria a pena em um hospital psiquiátrico.</p>
<h3>Julgamento de Paul Bernardo</h3>
<p>A cela de Karla Homolka tinha pôsteres do Mickey e ela começou um curso, por correspondência, de Psicologia. O julgamento de Karla Homolka seria amplamente coberto pela mídia. </p>
<p>Em 1994, o casal de <em><strong>serial killers</strong></em> se divorciou.</p>
<p>O julgamento de Paul foi em 1995, dois anos após sua prisão. Isto porque seu advogado havia pegado os vídeos, após a revista policial: estavam escondidas sob o teto da casa. Porém, as conversas de Paul e seu advogado estavam sendo gravadas e as fitas foram solicitadas. O advogado abandonou o caso e foi substituído. Assim, o processo se prolongou com estas reviravoltas.</p>
<p>As fitas foram exibidas apenas para os jurados, o público podia apenas ouvir os gritos das vítimas, os gemidos, as ordens de Paul Bernardo.</p>
<p>Karla foi convocada como testemunha de acusação. Disse que Paul a obrigava a usar coleira, que enfiava objetos em sua vagina, que a enforcava durante o sexo.</p>
<p>Já Paul tentou mostrar que Karla não era nenhuma vítima, pelo contrário: havia sido ela a responsável pela morte das garotas, e que ele nem estava em casa quando elas faleceram – em sua &#8220;opinião&#8221;, Leslie morreu por overdose e Kristen por enforcamento acidental.</p>
<p>Karla, segundo Paul, era fria (após a morte de Kristen, correra para secar o cabelo, pois iriam jantar na casa de seus pais) e sádica também. De certa forma, os vídeos comprometiam Karla, pois em muitas cenas ela não parece sofrer com a situação. Ela disse que era obrigada a sorrir, caso contrário, apanharia. Em uma cena aparece dizendo que adorou ver a irmã ser estuprada.</p>
<p>A Justiça canadense se viu então em apuros, por causa do acordo que havia feito com Karla. Agora haviam sérias dúvidas sobre o quanto ela realmente apenas uma &#8220;vítima da paixão&#8221;.</p>
<p>De fato, durante o cativeiro das garotas, Karla teve oportunidades de fugir – ela chegou a ir trabalhar enquanto as garotas estavam presas em sua casa. E só denunciou os crimes quando viu que a situação poderia apertar para seu lado.</p>
<p>A promotoria, para acusar Paul Bernardo, disse que Karla era vítima da &#8220;Síndrome da Mulher Espancada&#8221;: mulheres sob violência psíquica e física constante desenvolvem muito medo de serem mortas por seus companheiros e, assim, tornam-se totalmente submissas a eles.</p>
<p>Paul se manteve calmo durante todo o julgamento e confessou também muitos dos estupros. Foi condenado. No mínimo 25 anos preso, antes de poder tentar a condicional.</p>
<p>O primeiro advogado de Paul, Ken Murray, que escondeu as fitas, foi levado a julgamento, por obstrução da justiça, mas foi inocentado. Segundo ele, a idéia era usá-las contra Karla, deixando primeiramente que ela se fizesse de vítima e depois a desmascarando.</p>
<p>Após o julgamento de Paul, os vídeos foram destruídos, por ordem judicial.</p>
<p>A casa que era do casal teve que ser demolida, pois ninguém queria alugá-la, e outra foi levantada no local.</p>
<p>As mães de Leslie e Kristen atualmente colaboram com programas de ajuda a vítimas de crimes.</p>
<div id="attachment_812" class="wp-caption alignleft" style="width: 241px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/karla-homolka-na-penitenciaria.jpg" alt="Karla Homolka na prisão" title="Karla Homolka na prisão" width="231" height="306" class="size-full wp-image-812" /><p class="wp-caption-text">Karla Homolka na prisão</p></div>
<h3>Onde está Karla Homolka?</h3>
<p>Karla Homolka conseguiu mudar de nome, passando a se chamar <strong>Karla Teale</strong>. As análises psicológicas e psiquiátricas concluíram que ela realmente era fria, anti-social. Ela, entretanto, mantinha a posição de vítima.</p>
<p>Em 2002, foi lançado o livro &#8220;Le pacte avec Le Diable&#8221;, de Stephen Williams, contendo correspondências trocadas entre o autor e Karla Homolka durante mais de um ano.</p>
<p>Karla Teale saiu da prisão em 2005. Paul passa 23 horas do dia em uma pequena cela, isolado.</p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
* <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/karla-homolka-fotos/">fotos de Karla Homolka</a><br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/o-indice-da-maldade/#karla-homolka" target="_blank">vídeo: O Índice da Maldade &#8211; Karla Homolka e Paul Bernardo</a> <span style="font-size: 50%;">(11 min.)</span><br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/karla-paixao-assassina-filme/">filme sobre Karla Homolka e Paul Bernardo: &#8220;Karla &#8211; paixão assassina&#8221;</a>
</div>
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		<title>JOHN WAYNE GACY</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/john-wayne-gacy/</link>
		<comments>http://oserialkiller.com.br/john-wayne-gacy/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 18:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[John Wayne Gacy]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[JOHN WAYNE GACY JR. &#8220;O Palhaço Assassino&#8221; americano; nascimento: 1942 &#8211; morte: 1994 ASSASSINATOS: 33 ou mais A HISTÓRIA DO SERIAL KILLER JOHN WAYNE GACY &#8220;Menininha&#8221; do papai John Wayne Gacy Jr. nasceu em 1942, em Chicago, nos Estados Unidos. Tinha duas irmãs. Seu pai, John Gacy, era alcoolista e aparentava não gostar do filho: <a href='http://oserialkiller.com.br/john-wayne-gacy/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2008/07/john-wayne-gacy.png" alt="John Wayne Gacy Jr." title="John Wayne Gacy Jr." width="156" height="206" class="alignleft size-full wp-image-1104" /></p>
<p><strong>JOHN WAYNE GACY JR.</strong></p>
<p>&#8220;O Palhaço Assassino&#8221;</p>
<p>americano; nascimento: 1942 &#8211; morte: 1994</p>
<p><strong>ASSASSINATOS: 33 ou mais</strong></p>
<h3><span style="color: #993300;">A HISTÓRIA DO <em>SERIAL KILLER</em> JOHN WAYNE GACY</span></h3>
<h4>&#8220;Menininha&#8221; do papai</h4>
<p><strong>John Wayne Gacy Jr.</strong> nasceu em 1942, em Chicago, nos Estados Unidos. Tinha duas irmãs. Seu pai, John Gacy, era alcoolista e aparentava não gostar do filho: batia-lhe sem grandes motivos, chamava-lhe de &#8220;menininha&#8221;. A mãe também era vítima deste homem. Apesar disto, aparentemente Gacy Jr. gostava do pai.</p>
<p>Aos 11 anos, John Wayne Gacy foi atingido na cabeça por um balanço. Nos cinco anos seguintes, periodicamente sofria escurecimentos da visão. Foi descoberto um coágulo em seu cérebro, que foi removido cirurgicamente, e houve a remissão do problema.</p>
<p><span id="more-209"></span></p>
<p>Contudo, Gacy ainda manteve outros sintomas hipocondríacos, que o ajudavam a afastar-se de atividades mais masculinas, como a prática de esportes violentos – ocasionalmente tinha queixas cardíacas, por exemplo.</p>
<h4>Gacy casou-se, mas gostava de rapazes</h4>
<p>Apesar de tudo isto, John Wayne Gacy formou-se em Administração e tornou-se vendedor de sapatos. Casou-se com uma colega de trabalho cujo pai possuía um restaurante de frangos fritos, em outro estado, e logo John passou a gerenciar tal estabelecimento, com desenvoltura.</p>
<p>Em 1968, um evento que pegou de surpresa todos os seus conhecidos: foi acusado de ter subjugado sexualmente, por um longo período de tempo, um jovem empregado. John Wayne Gacy contratou um adolescente assassino para espancar uma testemunha da promotoria, e mais acusações pesaram sobre ele. Negociando uma confissão, foi sentenciado a dez anos de prisão.</p>
<p>Prisioneiro &#8220;modelo&#8221;, foi solto menos de dois anos depois. Entretanto, sua esposa o largou, neste período. Gacy voltou então para Chicago.</p>
<h4>Cidadão exemplar, palhaço em festas, mas&#8230;</h4>
<p>Estabeleceu-se como construtor. Logo se casou. Desenvolto, logo adquiriu popularidade com os vizinhos. Participava da política (seu pai detestava políticos), tendo posado para uma foto ao lado da primeira-dama do país, a esposa de John Carter. Fantasiava-se de palhaço em festas caritativas. Era membro do Conselho Católico e da Defesa Civil.</p>
<p>Foi então que começou a matar, perto de fazer 30 anos. Muitas vezes atacava conhecidos, mas em outras ocasiões abordava pessoas na rua, às vezes de uma forma convidativa, outras mais intimidativo. Escolhia sempre pessoas do sexo masculino &#8211; adolescentes ou jovens adultos.</p>
<p>Sodomizava-os, torturava-os e depois os matava, geralmente sufocados ou estrangulados. Enterrava os corpos no chão de sua casa – até que, sem espaço, começou a jogá-los em um rio.</p>
<h4>John Wayne Gacy é pego</h4>
<p>John Wayne foi pego em 1978. Sua empresa prestou um serviço de reforma a uma loja, e nesta loja Gacy convidou um jovem a trabalhar em sua firma. O jovem, quando foi encontrar Gacy à noite, disse a amigos o que estava indo fazer. Quando se notou o seu sumiço, a polícia foi à casa de Gacy e sentiu o odor pútrido da morte. Entretanto, não foram encontrados corpos, mas: sedativos, algemas, livros sobre homossexualismo, instrumentos para &#8220;jogos&#8221; sexuais, uma pistola, um pênis de borracha, maconha, além de objetos que aparentavam não pertencer a Gacy.</p>
<p>A polícia começou a periciar as evidências e instituiu vigilância sobre ele. Descobriu-se então sobre o seu passado ( a condenação em outro estado) e que vários empregados seus, que geralmente eram menores, haviam desaparecido. Acabaram voltando à sua casa&#8230;</p>
<h4>Quase 30 corpos enterrados</h4>
<p>Que ainda tinha aquele cheiro horrível. Resolveram escavar. Foram encontrados nada menos que 28 corpos enterrados! Mais cinco foram resgatados nos rios.</p>
<p>Já preso, John Wayne Gacy tentou culpar &#8220;Jack Hanson&#8221;, uma suposta segunda personalidade sua.</p>
<p>Em um depoimento, desenhou um mapa com a disposição dos corpos &#8211; em seguida, aparentou desmaiar. Quando &#8220;voltou a si&#8221;, disse que foi &#8220;Jack&#8221; o autor do desenho. Os vários psiquiatras que o entrevistaram não quiseram embarcar nesta história, embora tenham feito várias hipóteses para o diagnóstico: &#8220;pseudoneurótico esquizofrênico paranóico&#8221;, &#8220;personalidade borderline&#8221;, &#8220;sociopata&#8221;, &#8220;narcisista&#8221;, &#8220;mentiroso patológico&#8221; etc.</p>
<p>Gacy era contraditório em seus depoimentos, e em um deles disse lembrar-se de apenas cinco homicídios, e de forma incompleta – sendo que, além disto, as memórias pareciam não ser suas, e sim de outra pessoa, conforme disse.</p>
<h4>John Wayne é condenado à morte</h4>
<p>O <strong><em>serial killer</em></strong> John Wayne Gacy foi condenado, em 1980, à pena de morte. Mesmo assim, continuou a negar a autoria dos homicídios – dizendo, agora, que os corpos haviam sido colocados em sua casa por alguém que queria prejudicá-lo&#8230;</p>
<p>Apesar das contradições e negativas, alguns fatos foram descobertos sobre seu modus operandi: sabe-se que gostava de ler passagens bíblicas enquanto enforcava as vítimas; outras vezes, vestia-se de palhaço enquanto as torturava. Enfiava as cuecas dos rapazes em suas bocas para sufocá-los. John Wayne Gacy encaixa-se perfeitamente na fantasia do <strong>&#8220;Palhaço Assassino&#8221;</strong>.</p>
<h4>Prisioneiro, artista, inteligente</h4>
<p>Na prisão, ainda ganhou bastante dinheiro – com as pinturas que fazia (especialmente populares eram as de palhaço e auto-retratos, mas também retratou Jesus, Hitler, personagens da Disney, outros criminosos etc.) e com outros métodos, como um serviço telefônico pago que criou, onde a pessoa que ligava podia ouvir sua alegação de inocência. Suas pinturas chegaram a fazer parte de exposições.</p>
<p>Tinha uma rotina obsessiva na cadeia: anotava cada ligação, carta ou visita recebida, e até mesmo o que comeu. Conta-se que, nos 14 anos que esteve preso, passou a abusar de álcool e tentou suicídio.</p>
<p>Pouco antes de morrer, em 1994, de injeção letal, já sedado, pronunciou suas últimas palavras: &#8220;Kiss my ass!&#8221; (&#8220;Beije minha bunda!&#8221; ou &#8220;Beije meu cu!&#8221;, traduza como preferir&#8230;).</p>
<p>*</p>
<p>Leia mais:<br />
* histórias de outros <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/serial-killers/"><em>serial killers</em></a>.
</div>
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		<title>JEFFREY DAHMER</title>
		<link>http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 16:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Dahmer]]></category>
		<category><![CDATA[O Canibal de Milwaukee]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[JEFFREY LIONEL DAHMER &#8220;O Canibal de Milwaukee&#8221; americano; nascimento: 1960 &#8211; morte: 1994 ASSASSINATOS: cerca de 17 veja todo o material disponível sobre Jeffrey Dahmer A HISTÓRIA DO SERIAL KILLER JEFFREY DAHMER Jeffrey Dahmer e seus pais Jeffrey Dahmer nasceu em 1960, em Milwaukee, cidade dos EUA. Segundo seu pai, Lionel, sua gravidez foi desejada <a href='http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer/'>[continuar lendo...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2008/07/jeffrey-dahmer.jpg" alt="Jeffrey Dahmer" title="Jeffrey Dahmer" width="156" height="206" class="alignleft size-full wp-image-1102" /></p>
<p><strong>JEFFREY LIONEL DAHMER</strong></p>
<p>&#8220;O Canibal de Milwaukee&#8221;</p>
<p>americano; nascimento: 1960 &#8211; morte: 1994</p>
<p><strong>ASSASSINATOS: cerca de 17</strong></p>
<table border="1">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="ffcc00">veja todo o material disponível sobre <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/serial-killers#jeffrey-dahmer">Jeffrey Dahmer</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="color: #993300;">A HISTÓRIA DO <em>SERIAL KILLER</em> JEFFREY DAHMER</span></h3>
<h4>Jeffrey Dahmer e seus pais</h4>
<p><strong>Jeffrey Dahmer</strong> nasceu em 1960, em Milwaukee, cidade dos EUA. Segundo seu pai, Lionel, sua gravidez foi desejada e seu nascimento, festejado. Ele lembra-se do dia em que, Jeffrey já criança, cuidaram de um pássaro machucado e o viram voar, já curado. &#8220;Os olhos de Jeff estavam bem abertos e brilhavam. Talvez foi o momento mais simples e feliz da vida dele.&#8221;, falou seu pai, anos depois.</p>
<p>Sua família se mudou para Ohio quando tinha ele 6 anos. A mãe engravidou novamente. Nesta época, Jeff teve um transtorno chamado &#8220;ansiedade de separação&#8221; &#8211;  necessidade de estar sempre próximo aos familiares.</p>
<p><span id="more-206"></span></p>
<p>Aos 8 anos, supostamente foi abusado por um vizinho, mas esta história nunca foi confirmada.</p>
<h4>Experiências com animais mortos</h4>
<p>Por volta dos 10 anos, Jeffrey Dahmer já fazia &#8220;experiências&#8221; com animais mortos. Descorava ossos de galinhas utilizando ácidos. Pregou os restos de um cachorro a uma árvore, colocando sua cabeça em uma estaca. Não há certeza se torturava ou matava bichos ou se, como ele dizia ao pai, os achava mortos na estrada e recolhia-os.</p>
<p>Apesar disto, foi uma criança relativamente &#8220;normal&#8221;, segundo seu pai, até a adolescência, quando começou a ficar realmente introvertido, isolado. Ocasionalmente Jeffrey Dahmer levava bebidas para a escola.</p>
<h4>O primeiro homicídio</h4>
<p>Quando Jeffrey Dahmer tinha 18 anos, seus pais se separaram. Foi nesta idade o seu primeiro homicídio. Dahmer pegou um caronista, levou para sua casa, conversaram, beberam, possivelmente transaram. Quando ele quis ir embora, Dahmer acertou sua cabeça com um halteres, depois o estrangulou (&#8220;Eu não sabia mais como mantê-lo comigo.&#8221;, disse Dahmer depois), desmembrou seu corpo (e sentiu-se novamente excitado) e o enterrou no quintal.</p>
<h4>Uma vida complicada</h4>
<p>Dahmer se inscreveu então para um serviço de seis anos no Exército &#8211; na verdade, por causa dos problemas com a bebida, o pai de Dahmer deu-lhe duas opções: trabalhar ou ir para o Exército, já que na faculdade ele não conseguia se manter; Dahmer disse que não queria trabalhar, então seu pai o levou para o Exército.</p>
<p>Jeffrey Dahmer só ficou dois anos nas Forças Armadas, tendo sido dispensado por uso intenso de álcool. Passou grande parte deste período do Exército na Alemanha. A polícia alemã fez uma grande investigação, posteriormente, e aparentemente Dahmer não matou ninguém lá. Ao voltar, supostamente desenterrou a primeira vítima, para ver o estado em que se encontrava.</p>
<p>Em 1982, com 22 anos, mudou-se para a casa da avó, no Wisconsin. Neste ano teve um problema policial por atos obscenos em público (masturbação).</p>
<h4>Jeffrey Dahmer volta a matar</h4>
<p>Em setembro de 1987, tendo aí seus 27 anos, Jeffrey Dahmer começou a matar efetivamente, em Milwaukee. O primeiro, desta nova fase, foi assassinado em um quarto de hotel. Jeffrey diria depois que não se lembrava como o matou. Haviam bebido muito e quando Jeffrey acordou ele estava morto, com sangue na boca. Levou o corpo para casa, fez sexo com o cadáver, masturbou-se sobre ele, o desmembrou. </p>
<p>A segunda morte foi alguns meses depois, a vítima foi um jovem de 14 anos. Jeffrey Dahmer havia efetivamente se transformado em um <em>serial killer</em>&#8230;</p>
<p>Sua avó estava achando seu comportamento estranho, naqueles tempos, e o expulsou. Jeffrey trabalhava, na época, em uma fábrica de chocolate. Chegou a ser levado a julgamento por molestar um menor. O garoto era do Laos, da família Sinthasomphone. A acusação pediu uma pena grande, alegando que por baixo da superfície de calma daquele homem havia alguém bastante perigoso. Psicólogos que o avaliaram recomendaram hospitalização e tratamento, pois era manipulador e evasivo. A própria defesa argumentou que tratamento seria melhor que prisão, mas que Jeffrey Dahmer ainda tinha condições de ficar em liberdade. Dahmer colocou a culpa de seu ato no álcool e disse que foi um momento de &#8220;idiotice&#8221;, pediu perdão e disse que isto não ocorreria novamente. Foi condenado ao regime semi-aberto por um ano, devendo ficar 5 anos sob condicional.</p>
<p>Jeffrey Dahmer foi liberado da pena em dez meses, apesar de uma carta do seu pai pedindo que fosse solto apenas após receber tratamento.</p>
<h4>Vítimas: jovens, homossexuais, negros</h4>
<p>Mesmo após os problemas judiciais, Jeffrey Dahmer continuou a matar. Suas vítimas eram todos homens, geralmente negros, alguns asiáticos, que conhecia em bares gays e atraía para sua casa, às vezes chamando para beber ou pagando-os para posarem para fotos. A vítima mais velha foi um homem de 31 anos.</p>
<p>Em sua casa, Dahmer os sedava com remédios na bebida. Antes e depois do homicídio, abusava deles sexualmente. Antes e depois, fotografava tudo. Depois de mortos, desmembrava os corpos, guardava partes deles. O primeiro crânio que guardou pintou-o de cinza, para parecer um modelo de estudo anatômico.</p>
<p>Teve, posteriormente, a ideia de tentar fazer &#8220;zumbis&#8221;, injetando ácidos em buracos feitos nas cabeças das vítimas, ainda vivas, para que ficassem apenas semi-conscientes e tornassem-se escravos seus. Obviamente, o experimento fracassou.</p>
<p>Além disto, houve canibalismo: fritava partes dos corpos e comia – embora Dahmer negasse que isto fosse uma prática comum.</p>
<p>Em maio de 91, quase foi pego. Um jovem de 14 anos, chamado Konerak, escapou do apartamento de Jeffrey &#8211; nu, sangrando, mas um pouco sedado. Duas mulheres o viram, na rua, e chamaram assistência. Dahmer apareceu antes da polícia, e as mulheres viram o jovem tentando resistir ao assédio de Jeffrey, embora sem condições de falar muita coisa. Elas tentaram dizer isto aos policiais, quando estes chegaram.</p>
<p>Mas Jeffrey Dahmer disse à polícia que o garoto era maior de idade e que eram amantes, e a história ficou por isto mesmo. O jovem não falava inglês e a polícia acompanhou Dahmer enquanto este levava o jovem de volta para o apartamento. Na cama de Dahmer estava o corpo de um outro homem, morto há três dias. Mas a polícia, no apartamento, só viu fotos de Konerak vestindo um biquíni preto. </p>
<p>Quando os policiais foram embora, Dahmer não se preocupou: voltou às suas &#8220;brincadeiras&#8221; com Konerak, e o matou.</p>
<h4>Coincidência: mata irmão de vítima anterior</h4>
<p>Dias depois, a mãe de uma dessas duas garotas que viram a cena na rua ligou para a polícia, dizendo que, ao ver notícias sobre um garoto do Laos desaparecido, suas filhas o identificaram como sendo o rapaz nu daquela noite. A polícia, entretanto, não foi atrás de mais informações. O sobrenome do garoto era Sinthasomphone &#8211; por coincidência, era irmão daquele outro que Dahmer havia molestado tempos antes.</p>
<p>De maio a julho daquele ano, a média foi de cerca de uma vítima por semana. Até que em julho outro homem escapou, com algemas presas a um punho. Desta vez, a polícia chegou ao apartamento de Dahmer, que abriu a porta calmamente. Disse que iria ao quarto pegar a chave da algema. A vítima disse aos policiais que ele tinha uma faca, no quarto. O policial foi atrás de Dahmer.</p>
<h4>Corpos na geladeira</h4>
<p>A casa tinha um cheiro estranho&#8230; O que o policial viu, primeiramente, foram fotos de corpos desmembrados. Depois, foi encontrando os próprios corpos das vítimas. Foi dada voz de prisão a Dahmer, que tentou lutar e foi dominado.</p>
<p>Um policial abriu a geladeira e gritou para o outro: &#8220;Tem uma porra de uma cabeça aqui!&#8221;. No total, haviam restos de 11 vítimas na casa, dissecados e depositados em tonéis e na geladeira. Cabeças, pênis etc. Em seu quarto, cabeças humanas, em um aparente princípio de ritual de satanismo.</p>
<p>Um peixe, bem cuidado, nadava no aquário.</p>
<p>Supõe-se que foram 17 as vítimas de Jeffrey Dahmer, em toda a sua vida.</p>
<h4>Fantasias, troféus, canibalismo</h4>
<p>Dahmer contou que suas fantasias de matar homens e fazer sexo com seus cadáveres começaram aos 14 anos.</p>
<p>Disse ainda que ficava &#8220;fascinado&#8221; com as vísceras dos homens mortos, que a manipulação dos corpos o excitava muito.</p>
<p>Fora as partes que guardava como &#8220;troféus&#8221;, precisava fazer sumir o resto do corpo. Com ácidos, tentava dissolvê-los, e jogar pelo vaso sanitário.</p>
<p>O canibalismo foi assim explicado: comendo partes das vítimas, elas poderiam ainda viver, incorporadas no seu organismo, que as absorveria. Ao comer, tinha ereções.</p>
<p>Os rituais &#8220;satânicos&#8221; eram para obter poderes econômicos e sociais.</p>
<h4>O julgamento do <em>serial killer</em> Jeffrey Dahmer</h4>
<p>Seu julgamento ocorreu em 1992, e Dahmer ficava em uma cabine à prova de balas. Cães farejadores rastreavam bombas.</p>
<p>Quando começou o julgamento, Dahmer resolveu dizer-se culpado, mas insano. &#8220;É difícil, para mim, acreditar que um ser humano possa ter feito o que eu fiz, mas eu sei que fiz.&#8221;</p>
<p>A via da insanidade fracassou. O advogado de defesa disse, citando todos os desvios de comportamento de Dahmer, que ele era &#8220;um trem nos trilhos da loucura&#8221;. A acusação rebateu: &#8220;Ele não era o trem, era o maquinista!&#8221;. Foi condenado a 15 prisões perpétuas (que, com bom comportamento, poderiam ser transformadas em 957 anos de prisão&#8230;).</p>
<p>Dahmer declarou, ao final do julgamento: &#8220;Agora está terminado. Em nenhum momento estive aqui para querer permanecer livre. Francamente, eu queria a morte para mim mesmo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Não odiei ninguém. Eu sabia que era doente, ou diabólico, ou ambos. Agora acredito que era doente. Os médicos me explicaram sobre minha doença e agora tenho alguma paz&#8230; Eu sei quanto mal eu causei&#8230; Graças a Deus não haverá mais nenhum mal que eu possa fazer. Eu acredito que somente o Senhor Jesus Cristo pode me salvar de meus pecados&#8230; Não estou pedindo nenhuma consideração.&#8221;</p>
<h4>Dahmer é assassinado</h4>
<p>Jeffrey Dahmer teve um bom comportamento na prisão. Converteu-se ao cristianismo. Em novembro de 1994, um preso psicótico, ironicamente negro, agrediu Dahmer (com uma barra de ferro, em sua cabeça; e um cabo de esfregão foi enfiado em seu olho) e um outro prisioneiro, e os dois faleceram.</p>
<p>Seu pai quis doar seu cérebro para a Medicina. A mãe e o juiz foram contra. Tempos depois, o pai escreveu um livro sobre a história de Dahmer (e foi acusado, por muitos, de oportunismo). Nele, disse: &#8220;Havia algo que faltava em Jeff&#8230; Chamamos isso de uma &#8216;consciência&#8217;&#8230; que morreu ou mesmo que nunca nasceu.&#8221;</p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
* <a rel="noindex,nofollow" target="_blank" href="http://oserialkiller.com.br/jeffrey-dahmer-analise-psicologica/">análise psicológica de Jaffrey Dahmer</a><br />
* <a rel="noindex,nofollow" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-jeffrey-dahmer/">filmes sobre Jeffrey Dahmer</a>
</div>
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