“Anjos da Morte” – Introdução
O recente caso da auxiliar de enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro, acusada de tentar matar 11 bebês, trouxe à tona um assunto que sempre gera muita revolta: a existência dos “Anjos da Morte”.
Comumente, médicos e enfermeiras assassinos são chamados de “Anjos da Morte”, um apelido que evidencia a contradição entre o juramento que estes profissionais fazem, de salvar vidas, e o que eles realizam, no silêncio de um consultório ou de uma UTI: ceifam vidas.
Mesmo que Vanessa Pedroso seja inocentada, um fato é indiscutível: alguém administrou propositalmente sedativos aos bebês do Hospital Universitário da Ulbra, em Canoas (RS), em novembro de 2009. Aparentemente a intenção não seria matar, já que as doses foram suficientes apenas para levar os bebês à UTI, com dificuldades respiratórias. Os bebês, recebendo tratamento adequado, se recuperaram.
O que não deixa de ser um crime grave, pois, efetivamente, a vida dos recém-nascidos foi colocada em risco – além do sofrimento gerado aos pais etc.
Mas nem todos os crimes desta ocorridos em hospitais têm final feliz. Como a morte é algo relativamente normal dentro de um estabelecimento de saúde, às vezes são necessárias vários óbitos para que alguém se dê conta de que um assassino pode estar agindo naquele ambiente.
Vanessa Pedroso será suspensa do Hospital Regina
(16/11/09; fonte: Diário de Canoas)
Vanessa Pedroso será suspensa do Hospital Regina, onde trabalhava há 9 meses, no setor de Pediatria. Tal suspensão se dará enquanto o hospital realizará uma investigação interna sobre eventuais atos suspeitos cometidos por Vanessa.
Vanessa será demitida do Hospital da Ulbra
(16/11/09; fonte: G1)
Segundo o hospital, será uma demissão por justa causa. Não entendo muito de leis trabalhistas, mas qual a justa causa? Políticos podem se candidatar, mesmo se condenados, se o processo ainda não foi “transitado em julgado”, isto é, se ainda podem recorrer. Vanessa é apenas suspeita de um crime, por enquanto.
Talvez possa ser demitida se comprovarem que a substância na seringa encontrada com ela foi furtada do hospital. Mas tantos funcionários teriam que ser demitidos, por este motivo…

Harold Shipman, o "Doutor Morte"
Wilson está lançando um livro, “A history of serial killing”, onde aponta que o número deste tipo de crimes está crescendo nos últimos 50 anos. E faz uma previsão: na próxima década, cairá o assassinato de crianças e aumentará o de jovens que saem para beber a noite.
Não há registro de serial killers nos anos 20 e 30, na Grã-Bretanha, talvez por causa de políticas sociais que deram ao povo uma sensação de amparo, de comunidade. Já durante os frenéticos e competitivos anos 80, o número de assassinos em série foi enorme.
“É significativo o fato de que nunca houve um serial killer que teve como alvos jogadores de futebol da Primeira Divisão, cirurgiões cardíacos ou professores de Criminologia.” (Ele está pedindo…)

