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	<title>O Serial Killer &#187; Carl Panzram</title>
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		<title>&#8220;KILLER &#8211; CONFISSÕES DE UM ASSASSINO&#8221; &#8211; FILME</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 21:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carl Panzram]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Killer &#8211; confissões de um assassino&#8221; Título original: &#8220;Killer: a journal of murder&#8221;. Ano: 1996. Direção: Tim Metclafe. Com: James Woods (Panzram) e Robert Sean Leonard (Lesser). Sinopse: um jovem carcereiro (Lesser) começa a conhecer a história do presidiário Carl Panzram e começa a escrevê-la. O serial killer Panzram explica a Lesser a raiva que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_556" class="wp-caption alignleft" style="width: 157px"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/killer-confissoes-de-um-assassino-filme.jpg" alt="Killer - confissões de um assassino (Killer: a journal of murder)" title="Killer - confissões de um assassino (filme Carl Panzram)" width="147" height="205" class="size-full wp-image-556" /><p class="wp-caption-text">Killer - confissões de um assassino (Killer: a journal of murder)</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<h4>&#8220;Killer &#8211; confissões de um assassino&#8221;</h4>
<p>Título original: &#8220;Killer: a journal of murder&#8221;.<br />
Ano: 1996.<br />
Direção: Tim Metclafe.<br />
Com: James Woods (Panzram) e Robert Sean Leonard (Lesser).<br />
Sinopse: um jovem carcereiro (Lesser) começa a conhecer a história do presidiário Carl Panzram e começa a escrevê-la. O <em>serial killer</em> Panzram explica a Lesser a raiva que sente do mundo (ele matou 22 homens), enquanto aguarda sua execução.</p>
<p>Comentários: ótima interpretação de James Woods, transmitindo com sinceridade o ódio que Panzram sentia de tudo e de todos. Não há muitas cenas representando os crimes. </p>
<p>Nota: <img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2009/10/4-estrelas.gif" alt="4-estrelas" title="4-estrelas" width="80" height="19" class="alignnone size-full wp-image-557" /></p>
<p>*</p>
<p>Saiba mais:<br />
- todos os <a rel="noindex" href="http://oserialkiller.com.br/filmes-sobre-serial-killers/">filmes sobre serial killers</a><br />
- leia a história de <a rel="noindex" href="http://oserialkiller.com.br/carl-panzram/">Carl Panzram</a></div>
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		<title>CARL PANZRAM &#8211; ANÁLISE PSICOLÓGICA</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 04:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carl Panzram]]></category>
		<category><![CDATA[análises psicológicas]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[A história do serial killer Carl Panzram não tem como ser mais monótona. Mas como pode ser, a de um homem que matou friamente mais de 20 pessoas? A palavra &#8220;monótona&#8221; é empregada aqui em seu sentido original: &#8220;um tom apenas&#8221;. Desde sua infância, sua vida foi uma repetição de furtos, violência sofrida e infligida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://oserialkiller.com.br/carl-panzram-analise-do-caso/" rel="noindex"><img src="http://oserialkiller.com.br/wp-content/uploads/2008/07/psicologia-carl-panzram.jpg" alt="psicologia de Carl Panzram" title="psicologia de Carl Panzram" width="544" height="155" class="aligncenter size-full wp-image-1030" /></a></p>
<p><span id="more-198"></span></p>
<p>A história do <em>serial killer</em> Carl Panzram não tem como ser mais monótona. Mas como pode ser, a de um homem que matou friamente mais de 20 pessoas? A palavra &#8220;monótona&#8221; é empregada aqui em seu sentido original: &#8220;um tom apenas&#8221;. Desde sua infância, sua vida foi uma repetição de furtos, violência sofrida e infligida a outros, assassinatos, prisões, fugas – e recomeços do ciclo. Ao lermos seus dados biográficos, notamos que nada se fala sobre trabalhos, namoros, nada disso. Panzram nasceu para o crime. Sua vida era isto apenas. Em uma ocasião em que foi preso, quando faziam a sua ficha indagaram a sua profissão. Ele respondeu: &#8220;Ladrão!&#8221;. Às vezes ele era honesto&#8230;</p>
<p>Bastante honesto. Panzram escreveu uma autobiografia. Esta só foi publicada na íntegra várias décadas após a sua morte. &#8220;Eu estava tão cheio de ódio que não havia lugar para sentimentos como amor, piedade, ou honra, ou decência.&#8221;</p>
<p>O caso de Carl Panzram é um caso típico onde a psicologizacão tende a obscurecer um pouco a realidade. Criar teorias não é condenável – necessitamos delas para organizar nosso entendimento do mundo. O problema é que às vezes elas se afastam da realidade.</p>
<p>Menninger, psicólogo que avaliou Panzram, acreditava que a culpa por Panzram ter se tornado um frio assassino em série era dos abusos sofridos nos reformatórios e nas prisões pelas quais o criminoso passou.</p>
<p>Os abusos podem ter transformado-o em um <em>serial killer</em>? Por si só, não!</p>
<p>Uma teoria como essa deve ser sempre argüida assim: todos que por lá passaram viraram <em>serial killers</em>? Não! Então, no mínimo, havia uma predisposição em Panzram.</p>
<p>Muitos defendem a teoria dos abusos. O psicólogo, o guarda com quem estabeleceu uma relação amistosa (Lesser), e o próprio Panzram. Aliás, dos dois primeiros pode-se dizer que foram, por certo, influenciados pelas palavras do próprio assassino. Eles aceitaram a teoria que Panzram lhes vendeu. Mas o assassino mesmo acreditava nisso? É bem possível.</p>
<p>A questão que não é muito levantada é: por que Panzram, tão novo ainda, foi parar naquele reformatório? Por que desde os oito anos entrou em uma vida criminal? Por causa da criação recebida? Não! Seus irmãos eram trabalhadores esforçados, ele disse. E todos receberam criação semelhante. Carl disse que também que os irmãos batiam muito nele. &#8220;Eu tenho sido um animal desde que nasci. Eu era um ladrão e um mentiroso.&#8221;</p>
<p>O que falta a esta teoria é analisar a gênese da coisa, e esta parece residir em uma predisposição biológica de Panzram. Na infância, Carl já tinha traços de um transtorno de personalidade anti-social (TPAS). Usando-se os critérios diagnósticos de hoje, não poderíamos fazer esse diagnóstico apenas por causa de sua pouca idade, mas poderíamos fazer um de transtorno de conduta na infância, que comumente evolui para o TPAS. Comumente mas não sempre. Aí entram outros fatores. Aí entra a história do reformatório. Que pode ter piorado e solidificado esta tendência. Neste ponto, é difícil discordar. O que mais poderíamos esperar de uma criança (que já tinha tendências anti-sociais, frise-se isto) que é seguidamente espancada e violentada, que ao sair da instituição volta para uma vida pobre em todos os sentidos?</p>
<p>A justificativa que Panzram dá para seus assassinatos até desce bem, às vezes, como quando ele mata um guarda &#8220;responsável&#8221; pelo fato de ele ter ido parar na solitária (o que Carl não assume é a sua responsabilidade de ter infringido uma norma da prisão – normas severíssimas, por certo, mas novamente lembremos: nem todos iam parar na solitária). Mas como entender este salto que ele faz em seu raciocínio: os guardas não prestam; logo ninguém no mundo presta?! Como entender o fato de matar inocentes, pessoas que não tinham absolutamente nada a ver com o sofrimento pelo qual passou?</p>
<p>Se Panzarm não tivesse sofrido tantos abusos logo cedo, pode ser que não tivesse se tornado um <em>serial killer</em>, ou mesmo &#8220;apenas&#8221; um anti-social não-assassino? Pode ser, mas esta resposta nunca saberemos. Assim como também pode ser que mais tarde a psicopatia e o predadorismo aparecessem, disparados por outra situação qualquer, e Panzram encontrasse outra justificativa para seus atos. Porque Panzram, como qualquer um de nós, quer entender o que se passa consigo.</p>
<p>O ódio do mundo, da humanidade, que ele passa a professar em seus últimos anos (e tudo o que dispomos é o que ele falou desde então, e devemos ter em mente que isto é ele falando sobre o passado – ou seja, nem tudo é memória pura, mas às vezes interpretação, distorção, exagero etc.), este ódio tão exposto de tudo e de todos às vezes parece não se materializar tanto – foram 23 mortes, sim. Mas muitos outros <em>serial killers</em>, que nunca falaram deste ódio, mataram mais pessoas em menos tempo. Peguemos Ted Bundy, por exemplo: cerca de 36 mortes em um período não maior que 5 anos.</p>
<p>Se o ódio de Panzram foi gerado por guardas, carcereiros etc., porque a grande maioria de seus crimes não foi contra estes, ainda mais considerando-se que passou boa parte de sua vida preso? Panzram agia às vezes impulsivamente, agressivamente – mas não nos esqueçamos que o seu impulso de sodomizar era maior que o de matar – bem maior foi o número de vítimas deste crime do que as de homicídio. Nem todos os que violentou ele matou, mas quase todos os que matou, violentou antes. O homicídio era então apenas parte de um impulso maior – o da agressão sexual homoerótica. Se odiava &#8220;a humanidade&#8221;, por que não estuprou e matou mulheres? Ou, insistimos nisto, por que não guardas, carcereiros, e sim outros presidiários?</p>
<p>Panzram encontrou, nos parece, esta justificativa &#8211; o reformatório, os maus-tratos recebidos etc. -, e a ela se agarrou. E com ele levou vários outros na mesma crença.</p>
<p>*</p>
<p>Outro ponto curioso na história do psicopata Carl Panzram é a sua negativa em recorrer da condenação, ou alegar insanidade. Suas negativas apontam para duas hipóteses, parece-nos.</p>
<p>A primeira é que desmereceria tudo o que fez. Como se o fato de ser inocentado anulasse os seus atos. Não, ele não queria nem mesmo defender-se, queria que os atos ficassem intocados, puros.</p>
<p>A segunda é um pouco mais especulativa. Panzram tinha tatuado &#8220;Justiça e Liberdade&#8221; em seu peito. No seu julgamento, afirma claramente (em uma cena de um filme que retrata sua vida): &#8220;O que eu exijo é justiça!&#8221;.  A sua punição, então, seria a primeira vez em que veria a justiça ser feita pela própria Justiça. Panzram achava que o pessoal do reformatório e das prisões é que deveria ter sido punido. Mas não foram. Agora, ele toma o lugar deles e faz a punição acontecer. Simbolicamente, estaria punindo, então, os do reformatório.</p>
<p>É interessante notarmos que, na verdade, este seu desejo de que a justiça seja feita vai surgir apenas no final. Antes, mudava de nomes, fugia das cadeias. Justiça não seria ficar preso, também, quando deveria? Sim. Mas isto não era suficiente. Era uma justiça muito fraca, pequena. Para quem tantas vezes fugiu de cadeias, não é estranho, no final, não querer advogado, não negar o crime, não querer alegar insanidade mental, não apelar, não querer ajuda de entidades contra a pena de morte, e, finalmente, não tentar fugir?</p>
<p>Quem foge quer a liberdade. Quem não quer viver, se mata. Por que só agora, condenado à morte, ele não tenta escapar (mesmo pelos meios legais)? Por que só agora ele diz que não quer viver? Por que ele mesmo não se matou, portanto? Porque isto não seria Justiça – contra os que odiava.</p>
<p>Um estranho caso em que, para vingar-se de uma brutalidade recebida, toma o lugar do bruto na hora da punição, já que este não compareceu para recebê-la. Algo como: &#8220;alguém tem que ser punido, mas já que não vieram, que seja eu mesmo &#8211; alguém tem que ser punido&#8221;.</p>
<p>Como diz seu advogado ao final do julgamento: é um suicídio legalmente sancionado.</p></div>
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		<title>CARL PANZRAM</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 04:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carl Panzram]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers famosos]]></category>

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		<description><![CDATA[Carl Panzram era filho de um imigrante e tinha 6 irmãos. Quando tinha 7 anos, seu pai abandonou sua mãe. No ano seguinte, Panzram entrou na vida criminal: aos 8 anos, já cometia pequenos delitos. Aos 11 anos, Carl foi enviado para um reformatório, onde passou dois anos, na companhia de cerca de outros 300 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Carl Panzram era filho de um imigrante e tinha 6 irmãos. Quando tinha 7 anos, seu pai abandonou sua mãe. No ano seguinte, Panzram entrou na vida criminal: aos 8 anos, já cometia pequenos delitos.</p>
<p>Aos 11 anos, Carl foi enviado para um reformatório, onde passou dois anos, na companhia de cerca de outros 300 jovens. Lá, apanhou e foi sodomizado várias vezes, inclusive por líderes religiosos. &#8220;Então eu comecei a pensar que eu deveria ter a minha vingança tão logo e tão frequentemente eu conseguisse machucar qualquer um&#8221;, disse ele, tempos depois. &#8220;Fui ensinado pelos Cristãos a ser um hipócrita, e aprendi mais sobre roubar, mentir, odiar, queimar e matar. (&#8230;) E que um reto pode servir para outros propósitos.&#8221;</p>
<p><span id="more-199"></span></p>
<p>Ao sair da instituição, com cerca de 14 anos, deixou um dispositivo armado para incendiar o prédio.</p>
<p>Já na rua, tinha comportamento piromaníaco (incendiário) e fantasiava promover homicídios em massa. Passou, aos poucos, a não gostar da mãe.</p>
<p>Na escola, um professor o agredia. Um dia, isso ainda aos 14 anos, Carl levou uma arma e queria matá-lo, mas, numa briga com ele, acabou perdendo a arma. Poucos dias depois, Panzram pegou um trem e &#8220;caiu no mundo&#8221;.</p>
<p>Roubava, mendigava, dormia em qualquer lugar. Em um episódio, foi violentado por quatro homens. Após outro crime, foi novamente para um reformatório. Tinha fala de criminoso nato e um policial implicava com ele. Carl resolveu matá-lo. Cometeu o homicído com um pedaço de madeira, atingindo sua cabeça, pelas costas. Passou a ser ainda mais vigiado na instituição e resolveu fugir.</p>
<p>Com um colega, fugiram, adquiriram armas e &#8220;roubavam tudo o que podiam&#8221;, inclusive igrejas, as quais Carl queimava depois &#8211; um de seus crimes favoritos. &#8220;Eu amo tanto Jesus que quero crucificá-lo novamente.&#8221; Logo se separaram e Panzram começou a usar outros nomes.</p>
<p>Em 1907, com 16 anos, mentiu sua idade e entrou no Exército. Logo no primeiro dia, recebeu uma punição – a primeira de muitas, lá dentro. Pego roubando, foi condenado a três anos de serviços forçados em uma penitenciária federal.</p>
<p>As regras na penitenciária eram rígidas e Carl vivia sendo punido. Tinha que carregar uma bola de ferro presa ao pé, mesmo quando trabalhava 10 horas por dia, 7 dias por semana, quebrando pedras. Um dia, queimou uma parte da prisão, mas não foi descoberto. Saiu em 1910. Foi preso mais algumas vezes, em alguns outros locais, mas fugia. E mantinha o seu comportamento incendiário.<br />
Sobre suas vítimas, Panzram disse que não era seletivo, &#8220;importava apenas que fossem seres humanos&#8221;. Estuprou até mesmo um policial que tentou extorqui-lo.</p>
<p>Nunca desenvolveu um interesse maior por mulheres. Nas prisões, por ter um porte avantajado e por suas características psíquicas dominadoras e agressivas, sodomizava os colegas.</p>
<p>Em uma destas detenções, assim preencheu na sua ficha de admissão a sua profissão: &#8220;ladrão&#8221;. Apesar de punições cada vez maiores, seu comportamento não mudava.</p>
<p>Uma ocasião, roubou a casa de William H. Taft, ex-presidente dos EUA. Arrecadou muito com o que vendeu, e comprou um iate. Entretanto, o revólver calibre 45 que achou na casa, este ele não vendeu, passou a usá-lo.</p>
<p>E, como não poderia deixar de ser, invadiu alguns iates e roubou o que lá encontrou.</p>
<p>Teve também a idéia de atrair marinheiros, oferecendo trabalho. Então, os violentava, matava e jogava no mar. Ladrão, estuprador, assassino, <em>serial killer</em> &#8211; esta era a vida de Carl Panzram.</p>
<p>Em 1921, foi parar em Angola! Em 1922, com 31 anos, estuprou e matou violentamente um garoto de 12 anos – esmagou sua cabeça com uma pedra. &#8220;Eu não me arrependo. Minha consciência não me incomoda. Eu durmo tranquilamente e tenho sonhos doces.&#8221;</p>
<p>Carl Panzram dizia odiar a humanidade. Em uma ocasião matou seis pessoas de uma só vez, sem motivo, e jogou os corpos aos crocodilos. Teve que fugir porque muitas pessoas tinham visto ele com as vítimas.</p>
<p>Foi para Portugal, mas lá já era procurado. Voltou para os EUA. Continuou a roubar, matar, fugir etc. Roubou outra embarcação. De um comissário da polícia. Repintou e mudou o nome do barco. Usando a arma que lá achou, matou mais uma pessoa – além de ter sodomizado outra, que o denunciou. Foi preso pouco depois.</p>
<p>Arranjou um advogado, dizendo a este que no seu barco havia muito dinheiro e que lhe pagaria após sair da cadeia. Foi posto em liberdade e fugiu. O advogado foi tentar registrar o barco, e descobriu que era roubado.</p>
<p>Carl continuou sua vida, e numa dessas prisões, disse muito do seu passado, mas foi desacreditado. Porém, investigou-se e descobriu que era verdade. Por sinal, ainda quis receber uma recompensa oferecida em outra localidade por sua captura&#8230;</p>
<p>Foi transferido para outra prisão, muito rígida. Em uma fuga alguns meses depois, quebrou as pernas e foi pego. Meses depois foi submetido a uma cirurgia, onde acabaram por retirar-lhe um testículo. Além disso, ficou na solitária por meses. Passava o tempo pensando como matar o maior número de pessoas. Inteirados 5 anos nesta prisão, em 1928 voltou às ruas.</p>
<p>Nas primeiras duas semanas, já tinha matado um. Foi preso, mais uma vez.</p>
<p>Na identificação criminal, notaram que Panzram tinha o peito tatuado com uma frase: &#8220;Liberdade e Justiça&#8221;. Pela primeira vez, deu seu nome verdadeiro. Foi nesta prisão que teve contato com Henry Lesser, um guarda que se interessou por suas histórias. Lesser perguntou o seu crime, e ele respondeu: &#8220;O que eu faço é reformar as pessoas.&#8221; E então começou a falar de seus crimes. E logo aceitou escrever sua história para Lesser. &#8220;Por que eu sou o que sou? Eu te direi a razão. Eu não me fiz o que sou. Os outros é que me fizeram.&#8221;</p>
<p>Nestes escritos, também dizia que o sistema penal só fazia piorar as coisas. &#8220;A minha vida inteira eu tenho quebrado cada lei que já foi feita pelos homens ou por Deus. E se tivessem feito mais, eu as quebraria também.&#8221;</p>
<p>Os processos pelos crimes anteriores começaram a andar, com suas confissões. Feitas sem nenhum remorso, diga-se de passagem. Cerca de 20 homicídios. Um dos mais prolíficos assassinos em série já nascidos. Aliás, Panzam dizia que se fosse solto mataria outro tanto.</p>
<p>Em um julgamento, ameaçou uma vítima: &#8220;Você me conhece?&#8221; E fez gestos de atacar um pescoço: &#8220;É isto que acontecerá com você.&#8221; Foi condenado a vários anos de prisão, e deveria voltar à prisão federal.</p>
<p>Lá, avisou ao chegar: &#8220;Eu vou matar o primeiro homem que me incomodar.&#8221; Um guarda denunciou uma infração sua, e foi para a solitária. Ao sair, matou o guarda, na lavanderia da prisão. Outros presos tentaram fugir da confusão, mas Panzram ainda quebrou o braço de um e aterrorizou os outros. Voltou para a solitária, e aguardava outro julgamento.</p>
<p>Panzram continuou a se corresponder com Lesser. E disse que estava surpreso, porque agora ninguém encostava nele. &#8220;Cheguei à conclusão que se desde o começo tivesse sido tratado como agora, então tantas pessoas não teriam sido roubadas, estupradas e mortas.&#8221;</p>
<p>Em 1930, foi a julgamento pelo caso do guarda. Estava desafiador e pouco cooperativo.</p>
<p>&#8220;Você tem um advogado?&#8221;, perguntou o juiz. &#8220;Não, e eu não quero um.&#8221;</p>
<p>Durante o julgamento, Panzram foi avaliado por um psicólogo. &#8220;Eu quero ser enforcado e não quero nenhuma interferência sua ou de tipos como você. Eu sei tudo sobre o mundo e sobre a natureza diabólica do homem, e não quero bancar o hipócrita. Estou orgulhoso de ter matado alguns e arrependo-me de não ter matado mais.&#8221; Dr. Menninger, o psicólogo, tentou fazer Carl falar sobre sua vida anterior, mas o assassino foi ficando furioso. &#8220;Estou dizendo que sou responsável e culpado, e quanto mais rápido me enforcarem melhor será e mais contente ficarei. Então não tente interferir nisso!&#8221; Menninger, em suas análises, culpou o reformatório e as prisões por tudo o que aconteceu. E relatou: &#8220;Eu nunca vi um indivíduo cujos impulsos destrutivos eram tão completamente aceitos pelo seu ego consciente como Panzram.&#8221;</p>
<p>Panzram foi condenado a morrer em setembro do mesmo ano. Ouviu a sentença quase sorrindo.</p>
<p>&#8220;Eu certamente quero agradecê-lo, juiz, apenas me deixe colocar as mãos em volta do seu pescoço por 60 segundos e você nunca mais sentará como juiz em um tribunal.&#8221; Foi retirado da sala rindo.</p>
<p>Uma associação contra a pena de morte tentou reverter o quadro, ma isso enfureceu Panzram. &#8220;Eu não quero consertar a mim mesmo! Meu único desejo é consertar as pessoas que tentaram me consertar, e eu acho que o único meio de reformar as pessoas é matando-as.&#8221;</p>
<p>Escreveu uma carta ao presidente dizendo que não queria outro julgamento, e que estava plenamente satisfeito com aquele e com a pena. &#8220;Eu me recuso absolutamente a aceitar um perdão ou uma mudança na pena.&#8221;</p>
<p>Ficou acordado na noite anterior à execução, andando pela cela e cantando uma curta canção pornográfica que ele mesmo compôs.</p></div>
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