Façamos um exercício de imaginação. Suponhamos que pudéssemos viajar de um local para outro com muita facilidade. E não apenas isto, mas que também pudéssemos viajar no tempo. Suponhamos, então, que tivéssemos pais bastante preocupados com nossa educação, com nossa formação cultural. Então, em nossa infância, eles nos fariam passar um pequeno período em diferentes países, convivendo com cada povo que existe ou já existiu.
Qual seria o resultado desta experiência? Aposto na seguinte hipótese: quando fôssemos adultos, nada nos assustaria.
O pai do alemão Armin Meiwes saiu de casa quando ele tinha 6 anos, levando os irmãos da criança. Meiwes ficou só com a mãe, que lhe explorava. Na escola, era humilhado. Em casa, Meiwes dissecava bonecas e queimava, já fantasiando com canibalismo.
Já adulto, a mãe continua a ser presença perturbadora em sua vida (lembrando o caso de Ed Gein). Após a morte dela, Meiwes coloca suas fantasias em prática. Com o nick de “antropófago”, ele procura alguém, na internet, que aceite ser assassinado e comido. Manteve contato com cerca de 400 homens interessados em canibalismo. Após 2 anos, em 2001 um homem responde: “Espero que me ache saboroso”. Nesta época, segundo seus vizinhos, Meiwes era um homem tranquilo, que brincava com as crianças.
Neste programa da série “O Índice da Maldade” (dividido em 9 partes curtas, no Youtube), o psiquiatra forense Michael Stone analisa alguns casos de canibais e um de vampirismo.
Armin Meiwes, canibal alemão
Na internet, procurou alguém que aceitasse ser assassinado e comido. Um homem respondeu: “Espero que me ache saboroso!”.
Na casa de Meiwes, ele dá remédios à vítima para que durma. Então dá-lhe um beijo… e algumas facadas. Em seguida, drenou o sangue do morto, dissecou seu corpo e congelou 20 quilos de carne, o que lhe permitiu fazer refeições regadas a vinho por alguns meses.
Procurando nova vítima, volta à internet, mas alguém o denuncia à polícia.
Para o dr. Stone, Armim Meiwes consegue 7 pontos na sua Escala da Maldade – assassino altamente egocêntrico, que mata por razões narcisistas.
Não é um serial killer porque não teve tempo de ser – foi preso antes.