
Harold Shipman, o "Doutor Morte"
Wilson está lançando um livro, “A history of serial killing”, onde aponta que o número deste tipo de crimes está crescendo nos últimos 50 anos. E faz uma previsão: na próxima década, cairá o assassinato de crianças e aumentará o de jovens que saem para beber a noite.
Não há registro de serial killers nos anos 20 e 30, na Grã-Bretanha, talvez por causa de políticas sociais que deram ao povo uma sensação de amparo, de comunidade. Já durante os frenéticos e competitivos anos 80, o número de assassinos em série foi enorme.
“É significativo o fato de que nunca houve um serial killer que teve como alvos jogadores de futebol da Primeira Divisão, cirurgiões cardíacos ou professores de Criminologia.” (Ele está pedindo…)
Na ilha britânica, foram 375 as vítimas de serial killer entre 1888 e 2008, e, destas, 300 (80%, portanto) foram mortas de 1979 para cá – embora Harold Shipman, o “Doutor Morte”, seja responsável por boa parte deste número (calcula-se que Shipman foi responsável pela morte de quase 250 pacientes seus), distorcendo as médias.
Wilson acredita que, atualmente, dois serial killers estejam em atividade no Reino Unido.
Serial killers de idosos

Colin Norris, enfermeiro assassino
A maioria das vítimas de serial killers na ilha foram idosos: cerca de 229. A maior parte, assassinada por profissionais de saúde, como Shipman ou o enfermeiro Colin Norris.
Shipman foi condenado por “apenas” 15 homicídios, mas matou mais de duas centenas – suas vítimas preferenciais eram velhas pobres, muitas sem contato com familiares. Já Norris foi condenado, em 2008, por 4 homicídios de idosos ocorridos em 2002 – deverá passar no mínimo 30 anos preso.
Serial killers de crianças
Assassinos de crianças famosos no Reino Unido foram Robert Black, escocês que matou três garotas; a enfermeira Beverley Allitt (“Anjo da Morte”), responsável pela morte de quatro crianças; e o casal de namorados Ian Brady e Myra Hindlay, que abusaram de várias e as mataram.

Robert Black

Beverly Allitt, Anjo da Morte

Ian Brady e Myra Hindlay
Serial killers de prostitutas

Steve Wright

Peter Sutcliffe
Sessenta prostitutas morreram de 1994 a 2004 – apenas 16 casos terminaram em condenação. Isto mostra como são desprotegidas.
Steve Wright matou cinco garotas de programa. Um serial killer mais antigo, Peter Sutcliffe, foi condenado em 1981 por ter matado 13.
No caso das garotas de programa, Wilson diz que “a vulnerabilidade pode ser criada pela própria polícia”, já que esta considera “normal” a violência contra prostitutas.
O mesmo ocorre com os gays.
Serial killers de gays

Dennis Nielsen
Nielsen matou ao menos 15 garotos e homens, entre 78 e 83.
Já Corin Ireland (não encontrei foto do assassino) matou ao menos 5 gays.
Fonte: Daily Record
