Isto lembrou-me uma história acontecida há pouco tempo, que quase chega a ser engraçada. Fui atrás dela para contá-la aqui.
Gordo demais para morrer

Richard Cooey
Em outubro de 2008, Richard Cooey entrou com um argumento peculiar para tentar evitar a sua execução por injeção letal. Ele disse que… era gordo demais para isto!
Segundo Cooey, com seus 121 quilos, a injeção poderia não ter o efeito esperado, e, assim, ele sofreria, o que seria desumano… (¬¬)
O criminoso peso-pesado alegava também que haveriam dificuldades em encontrar uma veia. Além disto, ele tomava o medicamento Topamax (topiramato), um anticonvulsivante, que poderia diminuir o efeito da anestesia.
Cooey foi condenado por ter estuprado e matado duas jovens estudantes universitárias em 1986.
Obviamente, seu pedido foi negado.
Dois anos antes, o líder de seita Jeffrey Lundgren também tentou argumento semelhante, sem sucesso.
Como funciona a injeção letal?

"Câmara da morte"
Na morte por injeção letal o condenado é deitado em uma maca e amarrado. É colocado um soro em sua veia, por onde as substâncias serão injetadas.
A primeira substância é o tiopental sódico, que causa sedação. Depois, brometo de pancurônio, que paralisa o diafragma (músculo abaixo dos pulmões, responsável pela respiração). Por fim, cloreto de potássio, que para o coração.
A maca está em uma sala ou câmara, onde há janelas para que testemunhas acompanhem o processo.
Para quem assiste, a impressão é que o condenado morre tranquilamente. Mas, segundo alguns médicos, o processo é muito doloroso. Baseado neste argumento, em 2006 um juiz suspendeu a execução de um homem, Willie Brown Jr., acusado de um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido em 1983.
Mas, não adiantou – o que aconteceu é que mudaram o procedimento. Brown foi o primeiro condenado a ser monitorado também por um medidor de ondas cerebrais, para atestar se ele estava mesmo inconsciente quando morreu. Numa escala de 0 a 100, seu nível de consciência estava abaixo de 60 durante o procedimento.
Suas últimas palavras foram “Eu amo vocês”.
Recentemente, a Suprema Corte americana reafirmou que a morte por injeção letal é um método não-desumano.
Sobreviveu a 18 tentativas de injeção letal

Romell Broom
Romell Broom, em 1984, estuprou e assassinou uma garota. Foi condenado à pena de morte, por injeção letal. Vinte e cinco anos após o crime, em 2009, ele finalmente seria executado.
Mas os responsáveis pela injeção não conseguiram atingir sua veia. Tentaram mais uma vez, no outro braço. Nada. Tentaram nas pernas. Nada. Foram 18 tentativas. Sem resultado.
O governador de Ohio, que mais cedo havia negado clemência, mandou suspender a execução.
A defesa de Broom alega que não pode haver uma nova tentativa, e que o que ocorreu foi desumano, foi “tortura”.
O caso irá para a Suprema Corte.
Fontes:
- caso Richard Cooey: Estadão
- caso Willie Brown Jr.: Istoé e Clark Prosecutor
- caso Romell Broom: G1





18x????? “Meldeos”, um imortal!
Merecia clemência, que sua pena fosse suavizada!
e dizem que a seringa de injeção letal é esterilizada!!!