O Serial Killer

Tenha medo!


Josef Mengele

Josef Mengele

Josef Mengele era um médico alemão nascido em 1911 que adentrou para o nazismo de Hitler, atuando marcadamente durante a II Guerra Mundial, que durou de 1939 a 1945.

Mas Mengele não era um médico comum, que cuidava dos nazistas adoecidos. Suas funções iam muito mais além, quase além do imaginável.

Mengele exercia seu “trabalho” em um campo de concentração vizinho ao famoso Auschwitz. Lá, era conhecido como “O Anjo da Morte” – percebe-se que os apelidos para médicos e enfermeiros “do mal” não primam pela originalidade.

Mas Mengele sim, era original. Seu tempo era gasto pensando em experiências para realizar com prisioneiros. Alguns dos experimentos do médico alemão:
- injetar tinta azul no olho das vítimas (o nazismo buscava a raça perfeita – que, na opinião deles, era branca, loira, de olhos claros);
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Jack Kevorkian, também conhecido como “Doutor Morte”, é um médico americano que não apenas defende a eutanásia como a praticou em cerca de 130 pacientes, nem todos tão terminais…

(Para saber mais sobre o caso, leia a história de Jack Kevorkian, o “Doutor Morte”.)

Mas Kevorkian também tinha um lado artista. Veja aqui algumas de suas insólitas pinturas.

pintura de Jack Kevorkian: The Gourmet War

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Jack Kevorkian, anjo da piedade ou assassino?

Jack Kevorkian, anjo da piedade ou assassino?

Uma distinção fundamental na análise de casos de médicos e enfermeiros assassinos é o motivo que leva o “profissional” a cometer seus atos. O motivo pode ser parcialmente descoberto pelo tipo de vítimas. Há aqueles que matam apenas doentes terminais, já condenados a morrer, vítimas de câncer, AIDS etc. Estes geralmente alegam que agiram por motivos humanitários, para abreviar o sofrimento dos pacientes. Isto é, estariam praticando a eutanásia.

“Eutanásia” é uma palavra formada de radicais gregos que significa “boa morte”.

Alguns países já legalizaram a eutanásia, mas é fato incontestável que, onde é ilegal, é praticada à margem da lei. O que devemos diferenciar, neste nosso estudo, são duas posições básicas que podem assumir quem a pratica.

Uma coisa é um médico ceder aos apelos de um paciente para acabar com seu sofrimento, suas dores. Ou aos clamores da família, com gastos enormes para manter apenas respirando alguém já em morte cerebral há vários meses.

Outra coisa é o médico decidir por conta própria matar os pacientes terminais, sem consultá-los ou às famílias, muitas vezes indo contra os desejos destes. Este médico ou enfermeira está atendendo aos seus desejos e, mesmo que alegue que não queria ver tal paciente sofrer, indiscutivelmente está passando sobre um direito do paciente que, afinal, mesmo sofrendo, pode preferir continuar vivo.

A história de Jack Kevorkian, o “Doutor Morte”

O mais famoso defensor e praticante da eutanásia, que foi apelidado de “Doutor Morte”, o americano Jack Kevorkian, nasceu em 1928 e ainda vive.

Seu caso está numa posição entre as duas situações básicas. Ele não sai matando quem não pediu para morrer, mas também não é um médico que praticou a eutanásia eventualmente, em apenas um ou outro caso específico, atendendo ao pedido de um ou outro paciente. Ao defender abertamente a eutanásia, passou a ser procurado por vários pacientes e familiares que desejavam o fim indolor da vida.

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“Anjos da Morte” – Introdução

O recente caso da auxiliar de enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro, acusada de tentar matar 11 bebês, trouxe à tona um assunto que sempre gera muita revolta: a existência dos “Anjos da Morte”.

Comumente, médicos e enfermeiras assassinos são chamados de “Anjos da Morte”, um apelido que evidencia a contradição entre o juramento que estes profissionais fazem, de salvar vidas, e o que eles realizam, no silêncio de um consultório ou de uma UTI: ceifam vidas.

Mesmo que Vanessa Pedroso seja inocentada, um fato é indiscutível: alguém administrou propositalmente sedativos aos bebês do Hospital Universitário da Ulbra, em Canoas (RS), em novembro de 2009. Aparentemente a intenção não seria matar, já que as doses foram suficientes apenas para levar os bebês à UTI, com dificuldades respiratórias. Os bebês, recebendo tratamento adequado, se recuperaram.

O que não deixa de ser um crime grave, pois, efetivamente, a vida dos recém-nascidos foi colocada em risco – além do sofrimento gerado aos pais etc.

Mas nem todos os crimes desta ocorridos em hospitais têm final feliz. Como a morte é algo relativamente normal dentro de um estabelecimento de saúde, às vezes são necessárias vários óbitos para que alguém se dê conta de que um assassino pode estar agindo naquele ambiente.


Negado habeas corpus a Vanessa Pedroso

(18/11/09; fonte: Diário de Canoas)

Foi negado o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Vanessa Pedroso.

O juiz listou como motivos para negar o pedido os indícios de autoria do crime e o clamor popular.

Colega de Vanessa fala sobre a auxiliar de enfermagem

(18/11/09; fonte: Diário de Canoas)

Uma colega de Vanessa Pedroso Cordeiro, que não quis se identificar, disse em uma entrevista que, na época em que Vanessa trabalhava na UTI, medicamentos desapareceram e bebês morreram. “De repente, os bebês paravam de respirar.” Diz ainda a entrevistada que Vanessa foi então transferida com a maternidade porque “suspeitaram que ela poderia estar se atrapalhando com as doses das medicações”.

Sobre a personalidade de Vanessa, afirmou que ela “demonstrava um ar meigo”. “Tinha um jeito de criança, com algumas atitudes até um pouco infantis, e nunca transpareceu algum comportamento agressivo.”

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Muitos têm entrado aqui atrás de fotos de Vanessa Pedroso Cordeiro. Aí está a foto da técnica de enfermagem (e outras fotos relacionadas ao caso):

Vanessa Pedroso Cordeiro

Vanessa Pedroso Cordeiro

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A vida de Vanessa Pedroso Cordeiro

O pai de Vanessa Pedroso Cordeiro é tenente dos Bombeiros em Tramandaí. Um irmão é policial militar em Cruz Alta.

Na infância, Vanessa teve convulsões e tomou anticonvulsivantes até os 6 anos.

Apesar disto, ela o irmão “tiveram uma infância muito boa”, em Cruz Alta, segundo o pai.

Vanessa é casada há 3 anos. Mora com o marido em Novo Hamburgo, e havia se mudado para uma nova casa logo antes do início do caso dos bebês recentemente intoxicados.

A separação dos pais

Seus pais se separaram quando ela era criança, e ela “sofreu muito”, segundo o pai. Depois eles reataram, mas se separaram novamente. Vanessa nunca aceitou bem isto, tendo procurado ajuda psicológica, há dois anos.

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Vanessa Pedroso será suspensa do Hospital Regina

(16/11/09; fonte: Diário de Canoas)

Vanessa Pedroso será suspensa do Hospital Regina, onde trabalhava há 9 meses, no setor de Pediatria. Tal suspensão se dará enquanto o hospital realizará uma investigação interna sobre eventuais atos suspeitos cometidos por Vanessa.

Vanessa será demitida do Hospital da Ulbra

(16/11/09; fonte: G1)

Segundo o hospital, será uma demissão por justa causa. Não entendo muito de leis trabalhistas, mas qual a justa causa? Políticos podem se candidatar, mesmo se condenados, se o processo ainda não foi “transitado em julgado”, isto é, se ainda podem recorrer. Vanessa é apenas suspeita de um crime, por enquanto.

Talvez possa ser demitida se comprovarem que a substância na seringa encontrada com ela foi furtada do hospital. Mas tantos funcionários teriam que ser demitidos, por este motivo…

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Segundo as investigações, a primeira ação criminosa no Hospital Universitário da Ulbra, em Canoas (RS), teria ocorrido em uma quinta-feira, 05/11/09. Vanessa Pedroso Cordeiro trabalhava lá este dia.

Nos dias seguintes ela estava de folga e nada de anormal ocorreu no hospital.

Na segunda-feira, 09/11, Vanessa volta ao trabalho e, coincidência ou não, surgem três novos casos de bebês com dificuldades respiratórias. A direção do hospital, preocupada, começa a investigar o problema.

Na quarta-feira, 11/11, mais cinco recém-nascidos, sadios, prestes a ir para casa, tiveram problemas respiratórios súbitos e intensos, precisando ser levados com urgência para a UTI Neonatal. Neste dia, o hospital compôs uma grande comissão multiprofissional para investigar o que ocorria. As suspeitas iniciais eram de infecção hospitalar.

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Um dos anúncios na página do UOL que contava a história de Vanessa Pedroso, a técnica de enfermagem acusada de tentar matar 11 bebês e que disse que fez isto porque era uma médica frustrada:

anuncio públicitario

Involuntariamente irônico…