O Serial Killer

Tenha medo!


Karla - paixão assassina

Karla - paixão assassina (Karla)

“Karla – paixão assassina”

Título original: “Karla”.
Ano: 2005.
Direção: Joel Bender.
Com: Laura Prepon (Karla Homolka) e Misha Collins (Paul Bernardo).
Sinopse: Karla Homolka está presa e passa por uma avaliação psiquiátrica, em busca de liberdade condicional. Ela relata sua vida desde que conheceu Paul Bernardo e os fatos são mostrados em flashback. A dupla raptou, sedou e violentou algumas garotas. A primeira a morrer foi a irmã de Karla.

Comentários: o filme hesita em mostrar Karla sentindo prazer na sua participação nos crimes de Paul Bernardo. Esta opção do diretor é compreensível se levarmos em conta que é contada a versão de Karla. Entretanto o espectador é levado, assim, a se esquecer de que existe uma outra versão. Falamos nem é da versão de Paul, que as mortes foram acidentais, que aconteceram quando apenas Karla estava vigiando as vítimas. Falamos da versão de vários psicólogos e psiquiatras que a avaliaram, que pintam Karla como fria, amoral, sádica. Isto é, da versão que mostraria Karla rindo e gozando com as agressões às garotas.

Apenas no final do filme, em letreiros, fala-se que nos relatórios das avaliações Karla foi considerada “superfial, articulada, manipuladora, egocêntrica, se não narcisista, cujo comportamento não pode ser explicado somente pela intimidação ou abuso exercidos por Paul Bernardo. Apesar de sua habilidade em apresentar-se bem, há uma vacuidade moral e ausência de empatia pelas vítimas.”

Mas depois de duas horas em que vemos uma Karla vítima da paixão e do medo, este letreiro é insuficiente.

Sem querer, ou não, o filme acaba sendo partidário de Karla.

Ressalte-se, entretanto, que as interpretações são boas.

(Última observação: no filme, os nomes das vítimas foram trocados por nomes fictícios.)

Nota: 4-estrelas

*

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