
Josef Mengele
Josef Mengele era um médico alemão nascido em 1911 que adentrou para o nazismo de Hitler, atuando marcadamente durante a II Guerra Mundial, que durou de 1939 a 1945.
Mas Mengele não era um médico comum, que cuidava dos nazistas adoecidos. Suas funções iam muito mais além, quase além do imaginável.
Mengele exercia seu “trabalho” em um campo de concentração vizinho ao famoso Auschwitz. Lá, era conhecido como “O Anjo da Morte” – percebe-se que os apelidos para médicos e enfermeiros “do mal” não primam pela originalidade.
Mas Mengele sim, era original. Seu tempo era gasto pensando em experiências para realizar com prisioneiros. Alguns dos experimentos do médico alemão:
- injetar tinta azul no olho das vítimas (o nazismo buscava a raça perfeita – que, na opinião deles, era branca, loira, de olhos claros);
- unir gêmeos através de suas veias, tentando criar siameses (para quê?!);
- manter pessoas em tanques de água gelada ou fervente, para testar a resistência;
- inoculação de vírus;
- manter prisioneiros de cabeça para baixo por horas;
- mutilação de órgãos sexuais;
- amputação de pernas para observar a regeneração etc.
Os que sobreviviam às experiências, eram logo assassinados para dissecação e mais observações. Muitos, posteriormente, tinham seus restos mortais dissolvidos em ácidos, restando apenas os ossos.

vítimas de Mengele
Interessava a Mengele, especialmente, o estudo de pessoas com alguma anormalidade, como anões, portadores de síndrome de Down etc.
Com o pressentimento de que a Alemanha perderia a guerra, muitos campos de concentração começaram a ser parcialmente destruídos, para sumir com as provas dos atos bárbaros que lá ocorriam.
Mengele fugiu de seu campo poucos dias antes dos russos invadirem-no. Acabou sendo capturado em outro campo, mas usava identidade falsa. Ficou algum tempo preso.
Após o fim da guerra, seu título de médico foi cassado.
Mengele fugiu para a Argentina. No entanto, quando o serviço secreto judeu capturou outro nazista famoso (Adolf Eichmann) neste país, Mengele fugiu para o Paraguai e, depois, para o Brasil, em 1961, aqui passando por várias cidades.
Aqui, dizia se chamar “Peter Gerhard” e viveu modestamente, embora recebesse dinheiro do exterior (sua família tinha uma indústria na Alemanha). “Seu Pedro”, como também era chamado, dizia ser um ex-oficial, mas para desconhecidos dizia que nunca havia matado ninguém na Guerra, que sua função era apenas “selecionar pessoas aptas para o trabalho” (embora fizesse isto também, só que, nesta escolha, os não-selecionados iam para a câmara de gás).
Era calado, pouco falava o português e passava boa parte do tempo em atividades de jardinagem, em sua casa. Tinha medo de sair de casa e raramente falava do seu passado.
Enquanto isto, era procurado em todo o mundo, pelos “caçadores de nazistas”.
Morreu em 1979. Aparentemente, estava no mar e teve um derrame. Estava em uma praia de Bertioga (SP), com conhecidos seus, austríacos – um casal que havia ajudado Mengele em sua estadia, mesmo tendo tomado conhecimento de quem ele era – alegam que, quando descobriram quem era, já tinham feito amizade e ficaram com medo de denunciá-lo. Nesta época, usava a identidade falsa de outro conhecido, Wolfgang Gerhard.

Mengele no Brasil
Uma grande polêmica, surgida há algum tempo, é se seria ético utilizar os dados das pesquisas de Mengele para algo produtivo. Contudo, segundo alguns, a discussão é inócua, já que suas pesquisas carecem de parâmetros científicos, isto é, seriam, em boa parte, inúteis.
Recentemente, um livro atribuiu a experiências de Mengele a elevada quantidade de gêmeos em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, Cândido Godói.
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Que fique bem claro ao leitor: Mengele não foi o único dos médicos nazistas a realizar experiências sádicas, a matar pessoas. Outros médicos nazistas também ficaram famosos por usar a Medicina para trazer dor, e não alívio, médicos como Carl Clauberg, Aribert Heim, Karl Brandt e até uma mulher, Herta Oberheuser. Aliás, segundo alguns relatos, outros seriam até mais sádicos que Mengele, se é que seja possível imaginar o que isto significa.
Mengele e estes outros médicos não eram loucos que se aproveitavam de cativos para colocar seus impulsos sádicos em ação. Toda a Medicina nazista era perpassada pela ideia da produção da “raça pura”. Os superiores de Mengele e destes outros médicos não apenas sabiam o que faziam, como apoiavam a incentivavam.

Mengele (E) e mais dois oficiais
Escolhemos Mengele para exemplificar os médicos nazistas porque Mengele é um dos raros que chegou a causar algum terror no Brasil.
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Saiba mais:
- conheça outros casos de médicos e enfermeiras assassinos, os “Anjos da Morte”
Fonte: Wikipédia, Veja, revista Histórica!, ano 1, n.1, “2a Guerra Mundial” e G1
