CHARLES MANSON


Quando, em 1970, Charles Willis Manson apareceu, no início de um julgamento, com um “x” na testa, feito à faca por ele mesmo, ele explicou à grande mídia presente que estava se “xizando” do mundo, que estava “saindo fora”. Na verdade, naquele dia ele só estava “oficializando” isto. Manson, desde criança, já vivia fora deste mundo de regras e leis.

Manson começou a ficar famoso no final do ano anterior, quando foi descoberto o envolvimento de sua “Família” em brutais assassinatos, acontecidos poucos meses antes.

A Manson Family era formada por Charles e um grupo de seguidores seus. Viviam, à época, em um rancho. Sobreviviam especialmente de atividades criminosas, como furtos. À época, eram freqüentes comunidades parecidas a esta. Lembremos que foi o ano do festival Woodstock.

O Festival de Woodstock (ocorrido, na verdade, em uma fazenda em Nova Iorque) foi o auge do movimento “paz e amor”: sexo livre, lama (duas tempestades durante o evento), drogas (LSD e maconha, principalmente). E, claro, muito rock and roll. Cerca de 500 mil pessoas viram (ou ao menos estavam presentes…) performances hoje históricas de Santana, The Who, Jimi Hendrix, Janis Joplin, entre muitos outros.

Um ano antes, o mundo havia sido sacudido pelas “revoluções” não-armadas, comandadas pelos jovens e por trabalhadores, em vários países. O chamado “Maio de 68″, em Paris, foi o ponto mais alto desta história. Pedia-se mais liberdade, menos controle estatal, menos regras. “É proibido proibir” foi um dos slogans do movimento.

Por tudo isto, a comunidade de Manson não chamava tanto a atenção. De fato, o seu envolvimento com as mortes foi descoberto meio “por acaso”. Em uma batida policial ao rancho, vários integrantes foram presos, por acusações de crimes mais simples. Mas, dentro da cadeia, uma das “garotas de Manson”, Susan Atkins, acabou por falar a uma colega de cela que ela mesma havia matado a atriz Sharon Tate, que estava grávida de oito meses quando morreu. Assustada com os detalhes que ouviu, esta colega de cela fez chegar às autoridades toda a história. E o novelo começou a ser desenrolado…

Charles foi gerado em uma gravidez não desejada de uma garota de 16 anos, que havia saído de casa um ano antes, bebia muito e era promíscua, apesar de (ou por causa de?) uma criação religiosa bastante rígida.

Seu pai verdadeiro, Charles nunca conheceu. Herdou o sobrenome “Manson” de um homem com quem a mãe se juntou, relacionamento que durou pouco tempo.

Às vezes sua mãe sumia por dias, e Charles ficava aos cuidados da avó. A mãe acabou sendo presa, com um irmão, por roubo armado a um posto de gasolina, e Charles foi parar nas mãos de tios, também bastante conservadores.

O tio reprimia Charles, dizia que ele era afeminado – e, para “consertá-lo”, enviou-o vestido de menina no primeiro dia de aula.

Quando a mãe foi solta, continuou com sua vida anterior: casos amorosos fortuitos, pulando de casa em casa, de cama em cama – supostamente, envolvia-se também com mulheres. Manson conta que sua mãe chegou a vendê-lo em um bar, por apenas uma caneca de cerveja, e a criança teve que ser resgatada por um parente.

Ainda criança, Charles começou a furtar, continuamente. Foi mandado para um reformatório, mas ao sair continuou com os delitos. Por volta dos 12, procurou a mãe, que o rejeitou mais uma vez. Outras vezes preso, foi parar em outras instituições. Muitas vezes fugia. Chegou a passar por avaliações psiquiátricas – numa destas, postulou-se que por trás de suas mentiras e frieza estava um garoto extremamente sensível, mas que não havia recebido amor suficiente. Avaliou-se o seu QI, e era acima da média.

Poucos dias antes de ser ouvido para receber uma condicional, em uma destas detenções, Charles Manson sodomizou um garoto, apontando uma faca contra o pescoço do rapaz. Tinha já 17 anos. Charles relata que, nestas instituições penais pelas quais passou, já tinha sido vítima anteriormente de abusos sexuais – sendo que em uma ocasião foi um guarda que incitou os outros garotos, enquanto permaneceu masturbando-se, ao lado da cena.

Manson foi então mandado para uma instituição mais segura. Não adiantou muito: lá, abusou de outros homens.

Mas, já em outra prisão, aparentemente mudou de comportamento, subitamente: dedicou-se mais a aprender (finalmente foi alfabetizado) e estava mais colaborativo. Aos 19 pôde sair. No ano seguinte, casou e teve um filho, Manson Jr. Enquanto isto, trabalhava em serviços de baixa especialização, pelos quais recebia pouco.

Então, para completar sua renda, roubava carros…

Foi parar novamente na prisão. Nisto, sua esposa o largou. Três anos depois, ele saiu da cadeia. Virou “cafetão”, explorando prostitutas. E, claro, ainda era ladrão. Ano seguinte, pego novamente, mas escapou com a ajuda de uma mulher que mentiu estar grávida dele. Mas após dar um golpe financeiro em uma mulher e drogar e estuprar a colega de quarto dela, foi preso. Estava com 26 anos e foi condenado a vários anos de prisão.

Descreve-se que, nesta época, Charles tinha grande necessidade de chamar a atenção para si mesmo. Era manipulador. Falava de filosofias pouco conhecidas na época, como o Budismo e a Cientologia.

Outra obsessão era o quarteto de Liverpool, “The Beatles”. Manson tinha um violão e acreditava que, tendo oportunidade, seria mais famoso que eles. Passava boa parte do tempo na prisão escrevendo músicas.

Aos 32, podendo finalmente ser libertado, quis recusar. Tinha passado mais da metade da sua vida em instituições e disse que não saberia viver lá fora. Estávamos em 1966.

Charles foi obrigado a sair. Na rua, teve contato com hippies e começou a arregimentar seguidores. Muitos eram meninas bem jovens e emocionalmente perturbadas. Além disso, usava de drogas como o LSD para influenciá-las. Nascia a “Família Manson”.

O já “guru” Charles Manson pregava o abandono das prisões mentais engendradas pelo capitalismo. Consta que a Família acabou por se aproximar das “ciências ocultas”, como a “Ordem Circe do Cachorro Sanguinário” (!).

O grupo acabou conhecendo Dennis Wilson, do grupo Beach Boys. Tentaram explorá-lo, mas ele depois se livrou de Manson.

Em 68, o grupo foi parar no rancho onde se estabeleceriam, chamado Rancho Spahn. Eles sobreviviam não só de roubar, mas também de outras atitudes pouco convencionais, como procurar comida em restos de restaurantes. Charles ainda tentava gravar um filme ou um disco. Um produtor, chamado Melcher, recusou o que na cabeça de Manson seria um fato consumado: a gravação e lançamento de seu disco.

Em suas teorizações, Charles dizia acreditar que em breve aconteceria uma grande guerra racial, onde os negros venceriam, mas ficariam desnorteados, porque eram incapazes de dominar. Neste ano, os Beatles lançaram o que ficou conhecido como “Álbum Branco”, onde uma música chamada “Helter-skelter” dizia “Olhe lá fora a ‘helter-skelter’, ela está chegando rapidamente”. Então, tudo ficou claro para Manson…

A guerra, pensava Manson, deveria começar com crimes que deixassem os brancos realmente enfurecidos contra os negros. Charles e sua Família escapariam escondendo-se no deserto. Charles havia entendido, ao ler um livro religioso, que no deserto havia uma entrada para uma cidade de ouro. Após o fim da guerra, a Família Manson retornaria e assumiria o comando da situação. Charles era o “quinto anjo”. Os outros quatro? John, Paul, George e Ringo: os Beatles…

Como os negros não iniciaram a guerra na data que Charles achou que começariam, ele percebeu que teria que ensinar a eles o que fazer.

Madrugada de 9 de agosto de 69. Hollywood. A bela atriz Sharon Tate está grávida de 8 meses. Seu marido é o diretor Roman Polanski, que já era conhecido e está em viagem na Europa. Na casa do casal, ela recebe três amigos – uma residência isolada da cidade, e com vizinhos distantes.

Os quatro são assassinados esta noite – aliás, os cinco: o garoto em sua barriga também morreu. Além de uma outra pessoa que não estava com eles na casa, estava por perto apenas procurando pelo caseiro.

Tiros, golpes com objetos, cordas nos pescoços e muitas facadas. Na parede, escreveram “PIG” (porco), com o sangue das vítimas.

Sharon e seus amigos morreram, podemos dizer, quase que “por azar”. Dias antes, Charles Manson havia ido a casa à procura daquele produtor musical, Melcher, mas ele havia se mudado. Foi então que viu Tate lá e pensou que seria uma ótima vítima.

Na noite seguinte a este crime, o rico casal LaBianca foi assassinado quase da mesma maneira. Charles entrou na casa, dominou o casal, amarrou-os e saiu, chamando os outros membros para terminarem o serviço. Segundo afirmou “Tex” Watson, um dos criminosos, Charles havia ordenado: “Matem estas pessoas da maneira mais cruel possível!”.

Na parede, em sangue, escreveram “WAR” (guerra). Na geladeira, “HEALTER SKELTER” (involuntariamente, a expressão foi escrita erroneamente).

A guerra estava começando…

O cartão de crédito roubado da senhora LaBianca foi deixado em um estabelecimento comercial – era para ser achado por um negro, que seria então preso e acusado dos assassinatos (o tal cartão nunca foi usado…).

Alguns dias antes destes crimes, em 31 de julho, em outra jurisdição, o professor de música Gary Hinman também havia sido morto de modo semelhante (inclusive com inscrições na parede). A polícia local prendeu um homem, que já havia passado pelo acampamento de Charles Manson. Mas o Departamento de Polícia dos casos mais recentes não quis ver a ligação entre os crimes, e preferiu achar que a morte de Tate e seus amigos estava relacionada com problemas relacionados a drogas.

Várias pessoas foram interrogadas, e o próprio Polanski foi submetido ao polígrafo (”detector de mentiras”). A mídia aproveitou-se do caso, e dizia que o casal se entorpecia, que eram satanistas, que faziam orgias, coisas assim.

Polanki chegou a oferecer 25 mil dólares de recompensa por informações sobre os assassinos. O pai de Sharon, por sua vez, deixou a barba e cabelo crescerem e se infiltrou entre hippies e drogados para tentar obter informações. Sem resultados efetivos, estas ações.

Poucos dias depois do crime, um garoto achou uma arma. Era a utilizada no crime.

Somente em outubro investigadores chegaram ao Rancho Spahn, local de realização de filmes de western nos anos 20. O local ainda parecia uma cidade do Velho Oeste. Lá morava toda Família Manson, que chegou a ter até 50 pessoas. Mas os agentes estavam atrás deles por outros motivos – queimaram um equipamento, em uma estrada, que obstruiria o caminho dos bugues na fuga para o deserto.

Uma das pessoas a ser presa nesta batida policial foi Susan Atkins, por suspeita de envolvimento no primeiro assassinato, de Melcher. Em novembro ela falou à colega de cela que tinha participado da morte de Sharon Tate. Susan tinha um comportamento incomum na cadeia: cantava, dançava, ria sozinha. Dizia que seu amante, Manson, era Jesus Cristo. Parecia pouco preocupada com qualquer coisa.

Susan afirmou que foi ela mesmo quem matou Tate, que esta implorava por sua vida. Susan teria esbravejado contra Tate: “Olha, cadela, eu não me importo com você. Eu não me importo se você vai ter um filho. É melhor você estar preparada. Você vai morrer e eu não sinto nada por isto…”.

Disse ainda, à colega, que provou do sangue de Tate: “Uau, que viagem! Provar a morte, e ainda dar vida.”. Falou também que queria tirar o bebê de Tate de sua barriga, mas não havia tempo. E que quis arrancar os olhos das vítimas e jogá-los contra as paredes, mas não teve oportunidade. Disse ainda que o plano seria matar, posteriormente, outras celebridades, como Frank Sinatra e Elizabeth Taylor. Mas a polícia levou algum tempo para querer ouvir a colega de cela de Susan.

Outros depoimentos começaram a dar sentido à história de Susan. O irmão de um ex-morador do rancho falou de outra morte, ocorrida em 17 de julho daquele ano, de um freqüentador do rancho que iria denunciar ao dono deste o que lá ocorria: depósito de carros roubados, uso de drogas, sexo grupal. Seu corpo teria sido desmembrado. Posteriormente, vários outros crimes cometidos por diversos membros da Família vieram à tona.

Em novembro, um promotor pegou o caso. Ele queria incriminar Charles, mas pelas informações que tinha, Manson efetivamente não tinha matado ninguém, não com suas próprias mãos.

Algumas provas materiais dos crimes surgiam, enquanto Susan, por pressão de Charles, recuava no seu falatório.

Charles defendeu a si mesmo na audiência preliminar. Era bem articulado. Segundo o promotor, ele “parecia considerar todos os aspectos escondidos de uma questão. (…) Suas expressões faciais eram como as de um camaleão.” Dirigia-se à Família, à corte, à platéia. Via uma mulher bonita e sorria ou piscava para ela. Elas pareciam ficar mais lisonjeadas que ofendidas. “Ele tinha uma estranha energia…”

O julgamento começou no meio de 1970. Foi quando Charles apareceu no julgamento com o “x” na testa e disse à corte que ela não tinha jurisdição sobre ele porque tinha “xizado” a si mesmo do mundo externo. Vários outros membros da Família também fizeram o “x”. Atitudes como esta faziam aumentar o espanto e a curiosidade do público.

Manson fez chegar até membros da Família ameaças de morte. De fato, uma chegou a ser quase morta. Quando evidências eram apresentadas, Charles tentava manipular, desviar a atenção para si mesmo. Chegou a dizer ao juiz que alguém deveria cortar sua (do juiz) cabeça.

A fala da acusação durou 22 semanas! Durante a defesa, Manson teve conflitos com seu próprio advogado, que acabou “desaparecendo”. Havia sido assassinado e depois um membro da Família confessou o crime.

Em janeiro de 71, finalmente, o júri iria tomar suas decisões. A segurança foi reforçada, porque um membro da Família havia roubado granadas e feito ameaças.

Manson, Susan e mais dois membros foram considerados culpados. Posteriormente, mais um recebeu o mesmo veredito.

Linda Kasabian ganhou imunidade no julgamento ao aceitar colaborar na acusação.

Quando da deliberação da pena, que ocorreria apenas em março, Manson e suas garotas apareceram de cabeças raspadas. Todos os quatro receberam pena de morte. Foi o maior, o mais caro e o mais midiático julgamento nos EUA até então.

Contudo, ainda em 1972 a pena de morte foi abolida no estado da Califórnia… As penas foram transformadas em prisão perpétua, com possibilidade de condicional.

Na época, Charles virou uma espécie de celebridade, com muita gente o defendendo. Virou, depois, objeto de filmes, livros, músicas e até ópera.

Segundo o promotor do caso, Bugliosi, “hoje, quase todo grupo minoritário e rejeitado da América, dos satanistas aos neonazistas, encampou Manson e os venenos de sua virulenta filosofia. Ele se tornou o ícone espiritual deles.”.

Em 1971, seis membros da Família tentaram roubar 140 armas de uma loja, e foram presos. O objetivo era tentar resgatar Manson.

Manson, hoje com mais de 70 anos, ainda é o prisioneiro que mais recebe cartas nos EUA. Neste período, já teve algumas punições dentro da prisão (especialmente a “solitária”), inclusive por tramar o assassinato de um presidente dos EUA (Gerald Ford), tentado por uma de suas garotas (Linette Fromme, que pegou prisão perpétua). Já foi penalizado também por vender drogas lá dentro. Muitas vezes teve problemas com outros internos, e já foi, supostamente, envenenado, espancado e até mesmo tentaram colocar fogo nele. Também relata ter sofrido abuso sexual. Em 1974, foi diagnosticada uma psicose aguda.

Seu “x” na testa foi transformado em uma suástica nazista. Em uma entrevista mais recente, disse: “Eu não sinto culpa. Eu não fiz nada pelo que deva me envergonhar.” Sua condicional foi negada inúmeras vezes. Nem sempre ele comparece à audiência – uma vez, mandou apenas um cartão do jogo Banco Imobiliário: aquele que diz “Saída livre da prisão”…

Já Leslie Van Houten, uma das condenadas, teve comportamento exemplar nas três décadas em que passou presa e, segundo a última avaliação psiquiátrica, não representa mais perigo à sociedade. Ela afirma: “Meu coração dói e parece não haver meios de expressar a dor que eu causei. Eu não sei mais o que dizer.”. Segundo sua advogada, deveria também ser levado em conta que ela usava drogas à época e que, de certa maneira, também era uma vítima de Charles Manson. Contudo, ainda está presa.

Patricia “Kate” Krenwinkel também continua presa.

Charles “Tex” Watson converteu-se ao cristianismo e escreveu vários livros, na prisão. Virou uma espécie de pastor. Além disso, casou-se e teve quatro filhos – preso! Sua família mora perto da cadeia. Também teve a condicional negada várias vezes.

Susan, ou “Sadie”, como era chamada por Manson, esteve casada por duas vezes, na prisão. A condicional foi negada várias vezes. “Eu não tenho que pedir desculpas somente às vítimas e suas famílias, eu tenho também que me desculpar com a sociedade. Eu pequei contra Deus e tudo que este país preserva.”, disse. Susan morreu recentemente, de câncer.

Nestas audiências da condicional dos envolvidos, geralmente a irmã de Tate comparecia e pedia pela manutenção das penas.

Linda Kasabian passou mais um tempo presa, depois, por outros crimes, e hoje não se sabe onde está.

Outros membros não condenados à época também foram parar na cadeia por diversos motivos, incluindo homicídios. Suspeita-se que Manson pode estar envolvido em algumas destas outras mortes, mesmo estando preso, visto que ainda continuou a ter uma boa quantidade de seguidores.

O filho de Manson matou-se, em 1993.

É interessante a discrepância entre o comportamento, hoje, de Charles e do restante da Família. Nenhum dos outros nega que tenha participado dos fatos, e todos falam em arrependimento. Manson, ao contrário, nega qualquer participação nos eventos. Não seria, portanto, um serial killer.

Em uma entrevista concedida a um programa de TV em 1981 (de conteúdo semelhante a todas as outras concedidas antes ou depois desta data, por sinal), ele fala bastante:

* sobre a liderança que exercia: “Não sou a droga de líder de ninguém e não sou seguidor de ninguém. (…) Eu disse: façam o que vocês quiserem.”;

* sobre o “Helter-skelter”: “Era apenas uma música que algumas pessoas cantavam!”;

* sobre a dor que causou: “Eu costumava ter que me deitar e tinha minha bunda invadida até eu não poder andar. Me fale sobre o que é dor… A dor não é ruim, é boa. Ela ensina coisas a você…”;

* sobre sua personalidade: “Eu nunca pensei que fosse normal. Nunca tentei ser normal. Eu não sei nada sobre o que é ser normal. Passei a minha vida inteira na cadeia, cara. (…) Eu não gosto de receber atenção. A maioria das pessoas inseguras precisa de atenção. Eu não.”;

* sobre os crimes: “Eu não violei a lei. O juiz sabia disso. Mas as pessoas não queriam ouvir isso. O juiz lavou as mãos. (…) Só porque você foi condenado em um julgamento, isto não quer dizer que você é culpado de alguma coisa.” – neste momento, fica irritado com o entrevistador, por ele acreditar em tudo o que leu, e diz que ele parece um “advogadozinho”;

* sobre o assassinato do professor de música: “Eu apenas cortei a orelha dele.” – afirma que teve motivos para isso, mas os explica de maneira bem vaga;

* sobre seu envolvimento no caso LaBianca: “Nada é ’sim’ ou ‘não’.” Aqui Charles enrola bastante e não responde, começa a falar sobre preservação de baleias…;

* sobre o plano de matar outros artistas: “Se eu quisesse feri-los então eu deveria simplesmente não assistir a seus shows.”

* sobre sua vida atual: “A prisão está na sua mente, cara, como você bem sabe. (…) Se me perguntam ‘Você está preso?’, eu digo ‘Não, eu simplesmente estou aqui’.”

Após a entrevista, o repórter falou da impressão que teve de Charles: “Eu acho que ele tem tanto medo de nós quanto nós temos dele.”.

Charles Manson, histórias, serial killers famosos

  1. #1 por Marlene em 31 de Agosto de 2009 - 23:01

    Olha eu moro na California e desde que cheguei aqui nos anos 80 ja tinha ouvido falar desse cara que chocou a cidade toda.
    Eu achava que ele estava morto!!!! ainda ta vivo!!! poxa esse ai vai direto pro inferno sem do' nem piedade.ele merecia sim a pena de morte, isso nao e um ser humano e sim um monstro, nao merece nem o ar que respira.
    Lena Faria

  2. #2 por Rui Sobral em 3 de Setembro de 2009 - 13:33

    Viva!nao digas isso Marlene,o mundo é complexo demais.eu sou indubitávelmnete contra tudo o que se passou com ele mas não julguemos,essa parte é simples demais!….é apenas uma opiniao,vá!um abraço

  3. #3 por Marlene em 3 de Setembro de 2009 - 22:48

    desculpe meu amigo, mas vc talves le a historia dele em portugues, e a traducao que eles fazen nao conta exatamente as barbaridades que ele aprontou, quando vcs ai traduzen falam de um jeito que nao choca,leia a historia em ingles pra vc enbtender melhor, ele sim e' um monstro, nao estou julgando sem causa, e sim tenho motivos pra isso. pra vc ter uma ideia esta fazendo 40 anos que tudo aconteceu, e ate agora ninguem aqui esqueceu isso, se ele sai da cadeia ele mata mais uns 100, existem pessoas que merecem pardao e pode ate se regenerar mas esse ai nao de maneira nenhuma.

  4. #4 por DieMansonDie em 5 de Novembro de 2009 - 15:23

    De fato, estou bem cansado de discursos sensibilizantes. Minha visão sobre o caso é muito simples: vivemos em uma sociedade civilizada? hm, então barbaridades como as que ele cometeu não devem acontecer (uma vez que se trata de uma sociedade civilizada). Se uma coisa como essas acontece, é porque o ’ser’ não é digno de integrar essa sociedade civilizada, e as normas de uma sociedade civilizada não se aplicam ao filho da puta. Portanto, ele deve se submeter as próprias regras de crueldade e tomar no cu.

  5. #5 por Jéssica em 10 de Dezembro de 2009 - 1:36

    Ele é apenas o fruto de uma sociedade hipócrita.
    Caso tenha se tranformado em um psicotico, foi culpa dos tormentos que passou na infancia.
    Ninguém pode julga- lo por algo que fez.
    Uma pessoa abusda na infancia e rejeitada com certeza iria se tornar um psicotico.

  6. #6 por werbson em 10 de Janeiro de 2010 - 1:42

    “caraca! ele só vai deixar di ser um perigo kuando stiver morto sem piedade comu ele fez e mandou fazer com os outros.

  7. #7 por Hikari em 3 de Fevereiro de 2010 - 14:02

    Olhe bem Jéssica, ele ter sofrido o que sofreu na infância não é desculpa. Existem pesoas por ai que sofreram o mesmo ou pior, e não se tornaram psicóticos que saem por ai matando pessoas inocentes. A atriz grávida que morreu tinha culpa na vida dele? O filho que ela esperava tinha culpa? Creio que não, não é? E não somente eles, mas todos que Manson ‘matou’. Pode não ter sido as mãos dele que fizeram tudo isso, mas se não fosse por ele, a Família nem existiria. Ainda acredito que para atos assim não existe qualquer tipo de explicação. Se ele for ‘maluco’, como explica que existem tantas pessoas com problemas mentai por ai que não saem matando todo mundo por causa de uma guerra de negros contra brancos, ou qualquer que seja o outro motivo. Na verdade, ele é mais doido ainda pelo fato que achar que ia dominar o mundo com isso. Mereceu o fim que teve, vai morrer na cadeia.

  8. #8 por Janye em 7 de Fevereiro de 2010 - 22:56

    Eu vejo Manson como um louco sim, sei lá, usado pelo demônio, ou como queiram dizer, a vida de uma pessoa não o torna um psicótico, por mais dura que seja, conheço pessoas bem próximas a mim que sofreram abuso quando menores e passaram parte de suas vidas em reformatórios, usaram drogas, porque é o que a vida oferece a quem não tem muito amparo, porém hoje são pais de família, não pensam em descontar no mundo suas frustrações, ao contrário querem transformar o ‘mundo’ ao seu redor e de suas famílias, apesar de não ser a favor da pena de morte eu acredito que há casos e casos, inclusive assisti um filme sobre o dito cujo, em que dava a impressão que ele tinha sido morto sim, se ainda não foi, só espero que a ‘lei’ não esteja esperando um arrependimento, porque, não virá!

(não será publicado)

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